quinta-feira, 31 de maio de 2007

Vespeiros

Uma situação é "off-season", outra bem dentro da respectiva "season". Ambas "silly" quanto baste.

A primeira diz respeito a Lisboa: as eleições fora de tempo (muito literalmente falando), qual pau em vespeiro que lá fez saltar os bicharocos, a esvoaçar, agressivos e ao magote. Avançam os clubes do costume, perdão, os partidos, mais uns independentes ex-não-tão-independentes-como-isso.
Os que esperam ganhar prometem o que há a prometer, os que pretendem só um ou dois lugarzinhos prometem ser pedra no sapato, mesmo quando fizer falta que o pé ande confortável.
Muito preocupante é a situação das finanças, como todos sabem, mas sinceramente não vejo grandes melhorias para breve. Toda esta conversa faz-me lembrar os clubes de futebol (até porque loucas despesas com certos clubes também fazem parte do rol camarário).

Por falar nisso, passo à "silly-season" do futebol, outro circo que acaba de começar (este sim, no tempo habitual). É incrível o quanto se escreve nos diários desportivos sobre saídas e contratações. Não é preciso muita atenção para perceber que 90% do volume de rumores não passa disso mesmo, um volume de rumores. Ou "como vender jornais desportivos quando não há jogos" - é dar "palha".
Funcionasse assim a Bolsa de Valores e haveria muito mais gente rica. E muito mais gente pobre, claro (a matemática da distribuição de riqueza não dá abébias), mas eu sou dos que não dão para esse peditório. Em "season" morta do futebol, não compro jornais desportivos (e no resto da época bem poucos).

Numa e noutra situação, o melhor é esperar que a poeira assente. "Que sera, sera". E que o Belenenses ganhe.

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Força Belenenses!

"Honrae o sport, porque quem honra o sport ganha sempre, mesmo quando perde"

Quem disse isto em 1921 foi o distintíssimo Mário Duarte, primeiro guarda-redes do Belenenses, que de perdedor não tinha nada (para que entendam bem aquelas palavras) pois foi ele que levantou o primeiro troféu da história do Clube.

Fui ver o meu Belenenses ao Jamor numa final alfacinha. Perdemos mas lutámos e saímos com toda a dignidade. Derrotas destas só vão tornar ainda mais saborosas as próximas vitórias!

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Igrejas de Lisboa (I): S. José dos Carpinteiros

Respondendo a um desafio (familiar) de escrever sobre as igrejas da Baixa de Lisboa - alertando sobretudo para o estado de degradação e olvido a que estão votados alguns templos - inicio hoje mais uma série (espero eu) de artigos versando precisamente sobre as igrejas de Lisboa (não apenas da Baixa).

Irei começar pelo que se pode considerar a fronteira Norte da Baixa, uma zona que em tempos remotos se situava à saída das portas da cidade. Começo pela Igreja de S. José dos Carpinteiros, sita na Rua de S. José (próximo do Largo da Anunciada).


A origem desta igreja deve-se à fundação, em 1532, da Confraria de S. José, formada por carpinteiros e pedreiros. Uma das razões plausíveis para a sua fundação poderá ter sido a ocorrência do violento terramoto de 1531 (tantas vezes ofuscado pelo de 1755 mas que foi tão ou mais devastador), a que se seguiu um grande esforço de reconstrução. É natural que nos tempos seguintes tivesse aumentado significativamente o número de mestres naqueles ofícios, ao ponto de terem a sua própria confraria.
O nome de S. José é óbvio, uma vez que o Santo carpinteiro era (e é) o respectivo padroeiro.

Numa fase inicial, porém, a Confraria instalou-se na Igreja de Santa Justa e Santa Rufina. Só em 1546 é que a Confraria construíu uma ermida para seu uso exclusivo, e custeada exclusivamente pelos seus confrades. Ficava fora das portas da cidade (no caso vertente, à saída das Portas de Santo Antão), na zona então chamada de "Entre-Hortas", pois como já escrevi noutra altura, no lugar da actual Avenida da Liberdade existiam apenas pequenas hortas, canaviais ou descampados.
Chamava-se naquela altura Ermida de S. José dos Carpinteiros ou de S. José de Entre as Hortas e seria no lugar deste templo primitivo que mais tarde seria construída a actual Igreja de S. José dos Carpinteiros.

Em 1567 o Cardeal D. Henrique (que viria a ser regente e Rei - o último da dinastia de Avis, se não considerarmos D. António, Prior do Crato) decidiu dividir a imensa freguesia de Santa Justa (onde se encontrava a Ermida) criando a Freguesia de S. José, cuja sede paroquial (e de freguesia) passaria a ser, precisamente, a ermida dos confrades carpinteiros (que assim forneceu o nome de baptismo da nova freguesia).

Passado pouco tempo os confrades decidiram ampliar a "ermida" (que se mantinha como sede paroquial), novamente a despesas próprias, tornando-a finalmente numa igreja.
Foi nessa ocasião que a Igreja de São José passou a ocupar o espaço que actualmente ocupa.

Com o terramoto de 1755 a Igreja de S. José sofreu alguns danos, mas não os suficentes para impedir a sua reparação. Sob a orientação e trabalho do mestre-pedreiro Caetano Tomás a Igreja de S. José assumiu o aspecto barroco-pombalino que tem hoje.
Também após 1755 foi pedido à Confraria dos Carpinteiros e Pedreiros que acolhesse na sua Igreja as reuniões da "Casa dos 24". A Casa dos 24 era o conselho corporativo instituído por D. João I (em 1383) que reunia 2 representantes dos 12 ofícios mais importantes de Lisboa. Teve um papel importantíssimo na mobilização da população da cidade para resistir às pretensões dos castelhanos e apoiar a causa do Mestre D'Avis. A Confraria dos Carpinteiros e Pedreiros (ou de S. José) estava naturalmente representada na Casa dos 24 (era a 7ª bandeira da Casa).

Durante o período Filipino, a actividade da Casa dos 24 chegou a ser suspensa, e por altura da Restauração já quase só a Confraria de S. José se mantinha organizada.
Após a Restauração também a Casa dos 24 foi "restaurada" como era antes.
Isto até 1834, altura em que a Casa dos 24 foi finalmente extinta, pois a Constituição Liberal de 1822 proibia as corporações de artes e ofícios.

Depois de extinta a Casa dos 24 (em 1834) foi criada a Irmandade de Ofícios da Antiga Casa dos 24 de Lisboa, que até hoje continua sediada na Igreja de S. José dos Carpinteiros (tal como a Confraria de S. José dos Carpinteiros). A Irmandade é uma "associação pública de fiéis católicos, com personalidade canónica e civil", assumindo portanto um papel eminentemente religioso (enquanto as antigas confrarias faziam ao mesmo tempo as vezes de ordens profissionais, sindicatos ou até facções de partidos)...
Ao que soube, o Juiz Presidente da Irmandade é o Arq.º Gonçalo Ribeiro Teles, figura sobejamente conhecida dos lisboetas.

Quanto à antiga bandeira da Confraria dos Carpinteiros e Pedreiros, o actual Sindicato dos Agentes Técnicos de Arquitectura e Engenharia recuperou o seu emblema, como podem ver aqui:


Depois de tudo isto, falando de corporações de carpinteiros e pedreiros, mais o compasso e afins, ainda se poderá pensar que há aqui algo da Maçonaria. Há algo de comum, obviamente (a origem, pois no Norte da Europa Medieval eram importantíssimas as corporações de ofícios, entre as quais a dos pedreiros), mas a Confraria e Irmandade são e sempre foram claramente instituições exclusivamente do "mundo" Católico. Além do facto de a Confraria de S. José ser bem anterior à chegada dos "pedreiros-livres" a Portugal, teve certo apoio do Cardeal D. Henrique (como já referi), numa altura em que era, nem mais nem menos, o Inquisidor-Mor do reino. Não me parece que fosse dado a grandes "desvios".

Para finalizar, deve-se referir que a Igreja de S. José dos Carpinteiros foi classificada como Imóvel de Interesse Público.

Para saber mais sobre esta Igreja e ver fotografias recomendo:
Pesquisa no Inventário da DGEMN - basta inserir "carpinteiros" no campo "Designação".
Entrada no Inventário do IPPAR - página sobre o conjunto da Igreja
Página da Junta de Freguesia de S. José - conta-nos a história da freguesia e paróquia, mas também tem um apartado dedicado à Igreja de S. José dos Carpinteiros

Quanto ao estado de conservação da Igreja, parece-me bastante satisfatório (a avaliar pelas fotografias), talvez a precisar de umas pinturas.
O interior, com azulejos, pinturas e ainda um presépio, é rico e vale uma visita sem pressas. Para quem passar pelo exterior (e muitos de nós passarão frequentemente), mesmo com pressa, vale a pena deter-se e reparar no portal. É daquelas coisas com que nos deliciamos ao passear pelo estrangeiro, mas cá também temos!

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Câmara Municipal em piruetas

Desde o início prometi que trataria o menos possível de assuntos de política, mas há alguns que entram pela vista adentro e merecem algumas palavras.
O que se passa agora com a Câmara Municipal de Lisboa é sem dúvida insólito e também, sem dúvida, nada bom para a cidade. Mesmo que o funcionamento básico da CML e dos seus serviços não sejam afectados (espero que não).
O que sabemos é que neste momento todos os Vereadores estão ocupados com uma mesma questão política, e pouco mais.

segunda-feira, 30 de abril de 2007

Eleições no Melhor do Mundo

O passado fim de semana foi de eleições no mui alfacinha e mui português Clube de Futebol "Os Belenenses", emblema a que Deus Nosso Senhor me concedeu a Graça de poder pertencer e que, entre outras benesses, permitiu-me passar uma noite de Domingo dedicada a coisas verdadeiramente elevadas para o espírito.

Com mais de dois mil sócios a acorrerem à urnas no Pavilhão Acácio Rosa (aquele "serrano" que tanto fez pelo desporto em Lisboa), foi reeleito Cabral Ferreira, que promete continuar a boa senda desta época, à boa maneira do Belenenses, isto é, sem craques, sem alaridos, sem "apitos", sem dinheiro por aí além e sem apoios municipais/regionais ou do Estado.
E no outro dia, na meia-final da Taça, cantou-se nas bancadas do Restelo "Cheira bem, cheira a Lisboa"...
O Belenenses tem adeptos de Norte a Sul e nas Regiões Autónomas, mas gosta de honrar o seu berço, como clube de gente de bem (e não de gente "bem", como muitos pensam).

De ouvido - Franz Ferdinand

Datam de 2004 e 2005 os dois álbums dos escoceses Franz Ferdinand, que desde então têm feito furor. Mas como o furor normalmente não me chega, levei algum tempo até me decidir pela sua aquisição, já com uma baixa expectativa de arrependimento... que efectivamente não sinto. É "boa malha" sim senhor.

Comecei pelo fim, isto é, pelo segundo álbum intitulado "You Could Have It So Much Better". Agradou-me de sobremaneira.
Fiquei de aviso para quando encontrasse o primeiro, o que veio a acontecer há poucos dias. Já tinha lido algures que nada ficava a dever ao segundo... e assim é.

É deveras refrescante o som dos Franz Ferdinand no actual panorama musical, uma vez que retoma excelentes referências de outros tempos, com segurança e novidade quanto baste, contrabalançando a tendência para a qual resvalou a "brit-pop".

A voz e certas músicas fazem sem dúvida lembrar os Pulp, mas a forte presença das guitarras, mais "agresivas", puxa mais para o lado de bandas como os Strokes, com um cheirinho aqui e ali (mais "soft") de Blur ou Talking Heads (e ainda bem, porque não era fã por aí além dos Pulp). Nas letras e também na voz há ainda um certo ar "morrisseiano" e por isso não estranha que já tivessem feito aberturas de concertos do ex-Smiths.
Misturando tudo, curiosamente, lembrei-me de uma outra banda (e pelos vistos não fui o único): os velhinhos Kinks. Afinal de contas, escuto nos Franz Ferdinand o mesmo género de rock que foge das massas (ou não chega lá) mas que não enjeita uma boa dose de lirismo. Acrescente-se a dançabilidade e reencontram-se dois estilos com a mesma origem mas que andaram desavindos, um pelos terrenos do punk e afins, outro pelos terrenos da mais ligeira pop. Isto embora os FF prestem juramento ao Pop, mas bem sabemos como há Pop e Pop...

O som dos FF não engana e dá para lavar e durar. Por isso recomendo.
E é bom encontrar novas bandas que sem serem exactamente "retro" vão buscar o que há de bom no baú de recordações e põem-no como novo. Agora não estraguem o produto, começando pelas capas dos discos, que não precisam de mais nada. É aquilo e chega.
Consta que estão a escrever novas canções e por isso preferiram quase não sair à rua este ano, porque já estão fartos de repetir sempre as mesmas músicas nos concertos. Também é um bom princípio.

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Morreu Rostropovich

Morreu hoje Mstislav Leopoldovich Rostropovich, o famoso e virtuosíssimo violoncelista russo que, certo dia, já não sei bem quando, vi e ouvi tocar em Lisboa - entre outras obras, o monumental Concerto para Violoncelo em B menor de Dvorak (que já antes disso constava na minha colecção de CDs, em gravação da Erato, um excelente disco recomendável a todos os melómanos).

O Mundo também o ficou a conhecer melhor quando resolveu interpretar obras de Bach junto ao Muro de Berlim ao mesmo tempo que os berlinenses, naquela jornada histórica, destruíam a barreira que durante anos separou o Leste do Ocidente. O Leste que viu nascer Rostropovich e o Ocidente que o acolheu devido às suas convicções.

Nasceu em Baku (no Azerbeijão) e foi aluno de grandes mestres, entre os quais os geniais Chostakovich e Prokofiev. Morreu em Moscovo.
Até o gélido e ex-KGB Putin lamentou a perda.
Nós também...

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Vai abrir o túnel...

Amanhã será finalmente inaugurado o famoso Túnel do Marquês, após isto (retirado do Diário Económico):

- Custo: cerca de 19 Milhões de Euros (ainda não definitivos)
- As obras tiveram início a 18 de Agosto de 2003 e duraram 43 meses
- Revestimento Cerâmico: aproximadamente 1.4 milhões de azulejos
- Iluminação: 1.200 lâmpadas
- Número de Trabalhadores: 100/dia em média, num total de 19.628 horas.
- Comprimento Total: 1.725 metros.
- 3 Entradas e 6 saídas.
- Estacas: 2 mil.
- Tráfego esperado: 50 mil veículos/dia

Em jeito de redacção escolar, diria que a inauguração do Túnel do Marquês é muito boa notícia, muito importante, porque vai ajudar a resolver um dos mais graves problemas de Lisboa: o das obras do Túnel do Marquês.

Estive à procura de um diagrama ou planta para saber onde é que se pode entrar e sair do túnel, mas não o encontrei. Espero que não me faça falta.

Ligeira reformulação

Por ser evidente a minha dificuldade em preencher este espaço com conteúdos unicamente dedicados a Lisboa decidi alargar um pouco o âmbito deste espaço.
À mesma resisto à tentação de transformar este blog... num blog. Isto é, um espaço mais intimista, de desabafos, enfim, um verdadeiro "diário em rede" (afinal a tradução de "web-log", há muito mastigada para "blog").
Mas andará lá perto.

Mesmo sem que haja relação directa com Lisboa, pretendo colocar aqui mais prosas sobre música, cinema e livros. É isso.
Só para não estranharem, que o dono do estabelecimento continua a ser o mesmo!

segunda-feira, 26 de março de 2007

E os "maiores" dos portugueses são...

Já que iniciei uma rubrica inspirada no "concurso" promovido pela RTP sobre os "Grandes Portugueses" e uma vez que esse tal "concurso" terminou, achei que valia a pena uma breve nota.

Continua sendo minha intenção manter a política afastada deste blogue o mais possível. Não é que despreze ou menospreze a dita ciência (ou, pelo menos, parte dela), mas ela simplesmente estraga - e é esse mesmo o termo - o "ambiente" que aqui quero. De contemplação, reflexão, ponderação, rigor e certa erudição (a que é possível, dentro das minhas fracas possibilidades). Não de luta pelo poder (ou vinganças pela dita), que por mais voltas que se dê, é no que descamba.

Bom, mas uma coisa que prezo muito é o rigor. E, quando possível, o rigor minimamente científico. Para o caso vertente, um rigor que se traduza na menor perturbação possível do que é a realidade, com um mínimo de interferências dúbias ou manipulações.
Fiel a esses preceitos, publico em seguida aquela que considero ser a lista mais fiável relativamente aos 10 grandes portugueses seleccionados para serem os "maiores". Já que a eleição por números de telefone é obviamente falível, para mim é esta a "classificação" que conta, embora não abranja todo o universo admissível e embora estivesse sujeita a uma pré-selecção um pouco mais "limpa", mas ainda assim falível. Ela é o resultado do estudo de opinião efectuado pela RTP.

E assim, aquele que os portugueses escolheram como seu maior dos maiores é:
D. Afonso Henriques (21,0%)

No restantes lugares de honra (3º e 4º):
Luís Vaz de Camões 15,2%
Infante D. Henrique 11,2%


Seguindo-se:
D. João II 10,5%
Fernando Pessoa 8,8%
Marquês de Pombal 7,6%
António Oliveira Salazar 6,6%
Álvaro Cunhal 6,3%
Aristides Sousa Mendes 5,9%
Vasco da Gama 2,4%

Como referi acima, esta lista de 10 resultou de uma outra selecção, sobre a qual também tenho sérias reservas (dois que ali estão por mim não estavam - por sinal foram os dois primeiros na pseudo-votação por nºs de telefone). Porque não ficaria bem comigo mesmo, publicarei em seguida alguns dos nomes que não chegaram aos 10 mas que merecem a minha maior admiração, por diversos motivos. Vejam isto como um orgulho de ser compatriota deles, nem mais nem menos. Dos outros, não tenho, pelo menos em especial.
A ordem é a da votação referida, não a minha. Para mim, são todos grandes:
SALGUEIRO MAIA
SANTO ANTÓNIO
AMÁLIA RODRIGUES
NUNO ÁLVARES PEREIRA
JOÃO FERREIRA ANNES DE ALMEIDA
AGOSTINHO DA SILVA
EÇA DE QUEIRÓS
EGAS MONIZ
D. DINIS
HUMBERTO DELGADO
PEDRO NUNES
PADRE ANTÓNIO VIEIRA
D. JOÃO I
SOPHIA DE MELLO BREYNER
PADRE AMÉRICO
ANTÓNIO DAMÁSIO
AFONSO DE ALBUQUERQUE
D. MANUEL I
JOSÉ SARAMAGO
CARLOS PAREDES
PEDRO ÁLVARES CABRAL
PADEIRA DE ALJUBARROTA
ALMADA NEGREIROS
ÁLVARO SIZA VIEIRA
SOUSA MARTINS
PADRE ANTÓNIO ANDRADE
D. LEONOR
ROSA MOTA
ANTÓNIO TEIXEIRA REBELO
D. AFONSO III
VÍTOR BAÍA
BARTOLOMEU DIAS
D. MARIA II
CARLOS LOPES
AFONSO COSTA
FONTES PEREIRA DE MELO
GAGO COUTINHO
MANUEL SOBRINHO SIMÕES
ANTÓNIO LOBO ANTUNES
GIL VICENTE
MARIA HELENA VIEIRA DA SILVA
MIGUEL TORGA
NATÁLIA CORREIA
EDGAR CARDOSO
FERNÃO MENDES PINTO
ALFREDO DA SILVA
PEDRO HISPANO
DAMIÃO DE GÓIS
D JOÃO IV
ADELAIDE CABETE
ALMEIDA GARRETT
ANTÓNIO GENTIL MARTINS
MARIA JOÃO PIRES

E falta ainda muito boa gente...
Observando outros nomes que constavam na lista dos 100, já se via que a cultura e a educação sobre a história do País andam mesmo por baixo. Pinto da Costa à frente de Damião de Góis? Alberto João Jardim à frente de Almeida Garrett? Vitor Baía à frente de Bartolomeu Dias? O "gato fedorento" à frente de Bocage?
Até qualquer um dos beneficiados se sentiria incómodo com tamanha e tão bruta ignorância...

Francamente, algo está a falhar em Portugal, e podem começar logo pelo serviço público, no caso em apreço o da RTP, embora este programa tenha ajudado a divulgar muito da nossa história e eu tenha lido e ouvido depoimentos interessantíssimos, como neste último programa. Alguns deles, ficaria muito mais tempo a ouvi-los, com grande deleite (e num ou noutro caso, para minha surpresa).
Quanto ao resto, uma brincadeira, claro.

quarta-feira, 14 de março de 2007

Os "grandes portugueses" e Lisboa (1ª parte)

Não vou discutir os fundamentos e a legitimidade que assiste à eleição promovida pela RTP, sobre os "Grandes Portugueses". Da mesma forma evitarei tomar qualquer partido. O objectivo do presente é tão só evidenciar a ligação de cada um dos 10 "Grandes Portugueses" eleitos para a fase final com a cidade de Lisboa, que por ser capital de Portugal, está naturalmente presente na biografia de todos.

Comecemos por saber quem daqueles dez era "alfacinha": dois poetas e dois reis.

Desses quatro, aquele que poderá ser considerado o mais "alfacinha" de todos é Fernando Pessoa, não só porque nasceu e morreu nesta cidade - obviamente - mas por toda a sua vivência e obra, ao ponto de existir uma "Lisboa Pessoana" (que é sem dúvida uma das mais fascinantes, senão a mais fascinante de todas as Lisboas alguma vez concebidas).
Nasceu num prédio no Largo de São Carlos, foi baptizado na Igreja dos Mártires, no Chiado e faleceu no Hospital de São Luís dos Franceses.
Como se não bastasse, ficou a sua figura para sempre "presa" a Lisboa no corpo da famosa estátua que existe no Chiado, n'A Brasileira, que é especialmente popular para fotografias de pose de quase toda a turistada que passa, muita dela porventura sem fazer a mínima idéia de quem se trata. Seria engraçado conhecer a opinião de Pessoa sobre o assunto!
Em Lisboa existe também a casa-museu Fernando Pessoa (Rua Coelho da Rocha), promotora de frequentes actividades culturais e dotada de espólio diverso, onde se incluem pinturas de autores com Almada Negreiros. De referir que, exceptuando a traça exterior e o último quarto onde viveu o poeta, todo o restante do edifício é de arquitectura moderna.

O outro poeta é Luís Vaz de Camões, embora neste caso não haja certeza quanto ao facto de ter nascido em Lisboa, embora seja a naturalidade normalmente sugerida. Certeza há que morreu em Lisboa.
Viveu em pleno a época das Descobertas, tendo viajado por meio mundo em variadas peripécias. Essa vastidão de horizontes justificou a grandeza da sua obra em todos os aspectos, a par do excelente conhecimento das obras de autores clássicos.
Em contrapartida, as estadias de Camões em Lisboa foram sempre atribuladas, entre os píncaros e a miséria, granjeando pelo meio fama de inveterado boémio.
Camões entrou para a toponímia lisboeta já nos finais do século XIX, quando foi inaugurada a sua estátua (magnífica, por sinal) no largo que tem hoje o seu nome, no coração fervilhante daquela parte da cidade (reconhecível até no cinema, como no clássico "O Pai Tirano"). O largo passou mesmo a ser conhecido apenas como "o Camões".
Mais recentemente chegou a estar "o Camões" (isto é, a estátua) fora do lugar, para que se procedesse à construção de um parque de estacionamento subterrâneo (com tanto lugar...). Com as obras descobriram-se vestígios do que já se sabia ter ali existido, como as ruínas do Palácio do Marquês de Marialva, que foi destruído e parcialmente soterrado devido ao terramoto de 1755, e até vestígios de ocupação romana.
É também em Lisboa que está sediado o Instituto Camões, dedicado ao ensino e divulgação da língua portuguesa no Mundo. Lembra o Instituto Cervantes espanhol, mas com uma diferença importante: é que Camões esteve mesmo na maior parte dos sítios onde a língua portuguesa chegou há 500 anos atrás (que ele também a levou!).

(continua)

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Era em... Alcântara


É a resposta à questão colocada no anterior post: a fotografia apresentada, com data aproximada do ano 1912, é do vale de Alcântara e da antiga ribeira hoje "encanada". Ao fundo vê-se a "Ponte Nova", que por certo seria bem mais recente que a antiga (embora nenhuma delas exista hoje em dia) que deu nome ao lugar. Porque Alcântara vem do árabe Al Qantarah, que siginica, precisamente, a ponte. Pelo menos já desde o tempo dos árabes que ali deveria existir uma.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Era assim... onde?

Por entre casario velho e rústico serpenteia uma ribeira onde as lavadeiras lavam a roupa. Era assim, era em Lisboa? Onde?

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Lisboa é (em castelhano e catalão)

Coisas que se encontram na internet:

Lisboa es la ciudad abierta al mar, que siempre marcó su destino
Lisboa es una capital privilegiada, a orillas de uno de los más bonitos estuarios de Europa
Lisboa es el nada nunca jamás. Lisboa es para llorar, puro destino y llanto, fado y luz de lágrima. Pero al mismo tiempo es una inmersión radical en la alegría
Mi impresión general de Lisboa es la de "tiempo detenido" es como si la ciudad se hubiera congelado en los años 50, con sus edificios de colores, bien cuidados y muy coquetos, y se hubiera despertado 50 años después con hambre de modernidad y grandes edificios modernos salpicandolo todo, pero con gusto estético y harmonía. Se puede ver un edificio en perfecto estado de unos 100 años junto con un edificio abandonado y un gran edificio moderno colindante, es una ciudad de contrastes pero con encanto.
Lisboa es una romantica ciudad llena de nostalgia por un glorioso pasado. En mi limitado entendimiento de una tan sobrecogedora tradición, siento que Lisboa es el Fado hecho arquitectura, y el Fado como Lisboa hecha canción
Lisboa es cosa "boa"
Lisboa es una ciudad que no se olvida… es un destino que no debe faltar para aquellos espíritus que todavía buscan encontrar en el viaje un tiempo hecho para el disfrute de la calma, la poesía y la belleza
Lisboa es la promesa nunca cumplida de un pasado mejor, pero del que uno nunca sabe a qué atenerse
Lisboa es bellísima, altiva y ruinosa también, como mi Habana
Lisboa es el fin. Aquí llegan todos los caminos (las autopistas, los trenes, y nuestra pequeña ruta de la fantasía) y todos terminan hechos agua, fundiéndose con el mar. No hay nada más allá. Antes, cuando la Tierra era plana, aquí se acababa el mundo, y aun hoy las cosas no han cambiado tanto.
Lisboa late a fuego lento, suave, dulce
Lisboa es bella, pero no con la belleza clara y objetiva de otras ciudades, Lisboa es bella en su tristeza, en su mantenerse en píe a pesar de haberse caído. Lisboa sucumbe a los terremotos y sigue siendo bella si se sabe vislumbrar su maravilla
Lisboa és una ciutat per ser mirada des de totes les perspectives
Lisboa es el secreto mejor guardado de Europa
Lisboa es una tierra que provoca añoranzas para el resto de la vida, fina, acogedora, educada, rebozante de cultura, inteligencia y arte en cada calle, en cada callejón; en las plazoletas, plazas, las laderas, los terraplenes, las callejuelas o avenidas, en el morro del Castillo o a las orillas de Tejo
Lisboa es una de las pocas capitales europeas que todavía conserva el encanto de otros tiempos
Lisboa es una de esas ciudades que cambia de atmósfera y de color a merced de la luz del día

sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

E Feliz Ano Novo!

Mais uma volta que este nosso planeta completou à volta do Sol... é isso o que é mais um ano!
Muitas e boas dessas voltas para todos!

sexta-feira, 22 de dezembro de 2006

Feliz Natal

É da mais elementar etiqueta bloguística lusa, mas é com todo o gosto que desejo um Feliz Natal a todos os leitores, estejam onde estiverem, com paz e saúde.
E para os que não vão, como eu, gozar a festa em Lisboa (como costumo dizer, passo o Natal na "terra", mas a minha terra é Lisboa...), boas viagens.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

Para que não se percam no caminho de casa...

... eis os variados nomes de Lisboa, em diferentes línguas. Agruparam-se segundo a grafia "convertida" (independentemente do alfabeto de escrita), embora foneticamente possam ser diferentes entre si. É possível que as palavras em certos alfabetos não sejam visualizadas correctamente (depende do sistema e fontes instaladas para cada leitor). Também é possível terem passado alguns erros em léxico e grafias alheias - agradecemos a vossa compreensão e, já agora, ajuda para corrigi-los.
Aqui estão eles:

Lisboa: Espanhol, Aragonês, Asturiano, Catalão, Basco, Galego, Veneziano, Ido, Norueguês, Quéchua, Tahitiano, Indonésio, Tagalogue (alternativa) e Vietnamita (alternativa)

Lisbona: Italiano, Corso, Sardo, Siciliano, Piemontês, Romance, Maltês, Albanês, Interlíngua e Arménio*
* - escrito Լիսբոնա

Lisbon: Inglês, Bretão, Galês, Gaélico da Escócia, Cornualhês, Malaio, Ilocano, Capampanganês, Crioulo da Papua, Curdo (alternativa)*, Tagalogue (alternativa), Vietnamita (alternativa), Hebraico**, Bengali***, Punjabi**** e Tailandês*****
* - escrito لیسبۆن
** - escrito ליסבון
*** - escrito লিস্বন
**** - escrito ਲੀਸਬੋਨ
***** - escrito ลิสบอน

Lissabon/Lißabon: Alemão, Baixo Alemão, Luxemburguês, Holandês, Frísio, Limburguês, Africanse, Sueco, Dinamarquês, Islandês, Finlandês, Estónio, Russo*, Azeri*, Tártaro*, Turcomeno*, Uzbeque* e Tajique**
* - escrito Лиссабон
** - escrito Лиссабон ou لیسبان

Lisbonne: Francês, Normando e Crioulo Haitiano

Lisabon: Bielorusso*, Ucraniano *, Búlgaro**, Checo, Bósnio, Croata, Sérvio**, Eslovaco, Alemânico, Curdo (alternativa)*** e Uigure****
* - escrito Лісабон
** - escrito Лисабон
*** - escrito لیسابۆن
**** - escrito لىسابون

Lisabona: Romeno, Moldavo*, Grego**, Letão, Lituano e Occitano
* - escrito alternativamente como Лисабона
** - escrito Λισσαβώνα

Lisbonum*, Olisipo ou Ulisipo*: Latim
* - escrito Lisbonvm ou Vlisipo

Lisbono: Esperanto

Lisszabon: Húngaro

Lizbona: Polaco e Esloveno

Lizboa: Tétum

Lizbon: Turco, Cassubiano, Dimli* e Pashtum**
* - escrito لیزبۆن
** - escrito لزبون

Liospóin (ou Liosbóin): Gaélico Irlandês

Lisibén: Chinês (Mandarim)*
* - escrito 里斯本

Risubon: Japonês*
* - escrito リスボン

Liseubon: Coreano*
* - escrito 리스본

Lišbūnâ/Lishbūnah ou al-Ušbūnâ/al-Aschbouna (nomes antigos): Árabe* e Aramaico (no caso de Lišbūnā)**
* - escrito لشبونة ou الأشبونة
** - escrito ܠܫܒܘܢܐ

Lešbūne (ou Līsbon): Persa*
* - escrito لشبونه ou لیسبون

Lisban: Hindi* e Urdu**
* - escrito लिस्बन
** - escrito لسبن

Lisbun: Yiddich*
* - escrito ליסבון

Lisaboni: Georgiano*
* - escrito ლისაბონი

Lispan: Tamil
* - escrito லிஸ்பன்

Lisipón ou Lisibong: Tibetano
* - escrito ལི་སི་པོང་

Os resultados talvez não sejam tão extravagantes como são, por exemplo, os que obtemos relativamente ao nome Portugal. Mas é curioso notar que as duas designações mais "desviadas" são as de dois antigos senhores da cidade (romanos e árabes)! Não esperaram pelo aparecimento dos portugueses...

quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

Ainda mais cinema... ibérico

Já que falamos de cinema (ver abaixo), continuemos, porque há mais para divulgar. Desta vez um outro festival que já vai a meio, o Hola Lisboa (decorre de 7 a 17 de Dezembro), festival de cinema ibérico promovido pela Associação Lumiére Noir e pela EGEAC (CML). Está instalado no mítico Cinema São Jorge, à Avenida da Liberdade. Para mais detalhes, façam o favor de visitar o respectivo site.

A talhe de foice, e porque tratamos agora de cinema ibérico, cumpre também informar que hoje mesmo será apresentado em Lisboa (Palácio da Mitra) o novo filme do aclamado realizador espanhol Carlos Saura, intitulado "Fados". Depois de ter realizado "Sevillanas", "Flamenco" e "Tango no me dejes nunca", Saura decidiu completar o ciclo com uma obra-documentário sobre a canção de Lisboa (pois neste caso remete-se apenas à variante "alfacinha").

O filme, que já terá sido rodado na totalidade, contou com a consultoria de Carlos do Carmo (meu caro consócio de outras lides), Rui Vieira Nery e Ivan Dias, sendo que o elenco de fadistas (cantores e guitarristas) inclui ilustres "veteranos" como Argentina Santos, José Fontes Rocha e Raul Nery (pai de Rui Nery), acompanhados dos mais novos Camané, Mariza e Ricardo Rocha (neto de José Fontes Rocha).

Contribuiram ainda outros nomes do "mundo" lusófono, em clara associação do Fado às sonoridades do Brasil e da África lusófona, seja por eventuais raízes comuns, seja por mera similitude natural ou até, como é o caso, porque os próprios artistas em causa têm uma relação muito especial com o Fado: Cesária Évora, Lura, Chico Buarque, Caetano Veloso e ainda a mexicana Lila Downs, esta interpretando um tema de Lucília do Carmo (mãe de Carlos do Carmo) à maneira "ranchera".

Consta que a obra tem forte cunho pessoal de Saura, que se afirma conhecedor de longa data do Fado, tendo reforçado a inspiração com visitas a várias casas lisboetas. Não obstante, e não obstante também a intensa polémica que rodeou a concessão de financiamento por parte da Câmara Municipal de Lisboa (mas aqui a política fica à porta), é uma obra que aguardamos com grande interesse.

E já agora, por entre pesquisas deparei-me com este Portal do Fado que à primeira vista me parece merecedor de mais visitas. Pelo sim, pelo não, passará a constar na barra aqui ao lado.

terça-feira, 12 de dezembro de 2006

Ainda bom cinema... em dose de 50

No seguimento do post anterior aproveito para divulgar outro programa, este da Fundação Calouste Gulbenkian - embora também em colaboração com Cinemateca (pela mão de João Bénard da Costa, pontifex da 7ª arte no nosso país).

Aqui fica a introdução ao ciclo COMO O CINEMA ERA BELO - 50 filmes inesquecíveis, tal como apresentada no respectivo site:

Integrado nas Comemorações do Cinquentenário da Fundação e em colaboração com a Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema, este Ciclo de Cinema apresenta 50 filmes, numa escolha de João Bénard da Costa. Uma mostra que assinala também a contribuição da Fundação, entre 1973 e 1990, para a divulgação do cinema através da organização de Ciclos, com obras clássicas, que marcaram uma época na formação dos gostos e na cultura cinematográfica em Portugal.

Como é óbvio, esta minha recordatória chega já com atraso, uma vez que já tiveram lugar 21 das 50 sessões. No entanto, ainda há muito de bom para ver, como poderão contatar na programação (onde, para registo, estão também os nomes dos filmes já projectados).
Apesar do que sugere o título ("...era belo"), o "saudosismo" em causa é o da "velha" cinefilia (a dos "telhudos pela tela"), porque quanto às películas seleccionadas, temos das mais antigas até às mais recentes (sendo a mais recente o belíssimo "Novo Mundo" de Terrence Malick).

Faltarão por certo outros grandes filmes, tal como o próprio Bénard da Costa confessou - a sua selecção inicial incluía 214 obras!...
A limitação a 50 poderá significar que temos ali a "crème de la crème" dos filmes? Em parte, porque não se quis deixar de representar alguns excelentes realizadores, em detrimento da abundante proficuidade de outros.
De qualquer forma, o resultado final é de primeira.

Para finalizar, e porque estamos em tempo de compras natalícias, recomendo o livro-guia publicado a propósito (cuja capa ilustra este post), que poderão encontrar aqui (na Fundação - com possibilidade de venda online) ou aqui (na livraria da Cinemateca). Saíu da pena de Bénard da Costa, obviamente.
Custa 27.78 Euros, mas - aproveitem a dica - encontrei-o na livraria da Fundação por apenas 25.

Pena é que algumas das obras (alguns dos meus filmes favoritos) ainda não tenham tido publicação em DVD (ou pelo menos, uma publicação decente). Não é que não prefira a "tela", nem é que tenha Home Cinema por aí além, mas à falta de tempo e oportunidade... venham eles!

PS: tudo isto, em Lisboa, claro!

sexta-feira, 8 de dezembro de 2006

Uma das vantagens de ser cinéfilo em Lisboa...

...é viver na cidade da Cinemateca. 2ª feira inicia um ciclo de cinema coreano. 3ª feira, tem tesouros dos primórdios do cinema português (Séx.XIX). São apenas exemplos.
Há cinema todos os dias excepto ao Domingo.
Cinema, e do bom.

Aconselho um saltinho ao respectivo site.