<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330</id><updated>2011-07-31T03:14:37.798+01:00</updated><category term='São Gens'/><category term='Tartessos'/><category term='Belenenses'/><category term='Museu Regional de Beja'/><category term='Afonso Henriques'/><category term='Graça'/><category term='Alentejo'/><category term='Arquivo Municipal de Lisboa'/><category term='Rossio'/><category term='Fenícios'/><category term='Bandeira Municipal'/><category term='O blogue na Imprensa'/><category term='Curiosidades'/><category term='Valência'/><category term='Lisboa vista pelos outros'/><category term='Blogue'/><category term='Revista'/><category term='Madeira'/><category term='Parque Florestal de Monsanto'/><category term='Monsanto'/><category term='Origem de Lisboa'/><category term='Diário de Notícias'/><category term='Teatro Nacional de São Carlos'/><category term='Avenidas de Lisboa'/><category term='Bénard da Costa'/><category term='Garajau'/><category term='Baixa'/><category term='Domingos Parente da Silva'/><category term='História de Lisboa'/><category term='Borboletas'/><category term='Museus'/><category term='São Domingos'/><category term='Sant Vicent Màrtir'/><category term='Jardim Botânico'/><category term='Romanos'/><category term='Toponímia'/><category term='Tomáz da Silva'/><category term='Igrejas de Lisboa'/><category term='Música'/><category term='Ditados'/><category term='Topografia'/><category term='Estabelecimento Prisional de Monsanto'/><category term='Agostinhos'/><category term='Cristo-Rei'/><category term='Betesga'/><category term='São José dos Carpinteiros'/><category term='Actualidades'/><category term='Efemérides'/><category term='Fototipias'/><category term='Televisão'/><category term='Ambiente'/><category term='Lagartagis'/><category term='Borboletário'/><category term='Opinião'/><category term='Moçárabes'/><category term='São José'/><category term='Terramoto de 1755'/><category term='Idrisi'/><category term='Senhora do Monte'/><category term='Exposição'/><category term='Museu de História Natural'/><category term='Aqueduto das Águas Livres'/><category term='Beja'/><category term='São Vicente'/><category term='Vistas'/><category term='Relatos Históricos'/><category term='Cinemateca'/><category term='Time Out'/><category term='Destak'/><category term='Estatuária'/><category term='Santa Justa'/><category term='Monumentos'/><category term='José Luís Monteiro'/><category term='Miradouros'/><category term='Ópera'/><category term='Arquivo Fotográfico'/><category term='Alfama'/><category term='Santo Antão'/><category term='Caldas da Rainha'/><category term='Cinema'/><category term='Belém'/><category term='Terramotos'/><category term='Forte de Monsanto'/><category term='Bandeira da cidade'/><category term='Português'/><category term='Restelo'/><category term='Almada'/><category term='Introdução'/><category term='Rio de Janeiro'/><category term='Castelo de São Jorge'/><category term='Memórias Musicais'/><category term='Nossa Senhora da Anunciada'/><category term='Lisboa sentida'/><category term='D. Pedro IV'/><category term='Descobertas'/><category term='Cristo Redentor'/><category term='San Vicente Martir'/><category term='Cónios'/><title type='text'>De Lisboa</title><subtitle type='html'>De Lisboa, onde está, deambulando por ela</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>91</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-116742909493082195</id><published>2009-08-01T01:00:00.006+01:00</published><updated>2009-08-01T01:42:36.464+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História de Lisboa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Descobertas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Toponímia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Idrisi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alfama'/><title type='text'>Os Aventureiros, uma outra perspectiva</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;No seguimento do artigo anterior, trago para este blogue uma opinião diversa - e céptica - quanto à famosa lenda dos oito aventureiros lisboetas que, no tempo do domínio árabe, lançaram-se pelo Oceano fora, supostamente à descoberta. A opinião é de Garcia Domingues, ilustre historiador e filósofo arabista (infelizmente já falecido), em entrevista à revista &lt;a href="http://www.leonardo.com.pt/" target="_blank"&gt;Leonardo&lt;/a&gt;, dedicada à Filosofia (republicada recentemente):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;L – Segundo as suas afirmações, as Descobertas não tinham qualquer finalidade? Nem a da constituição do V Império?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GD – Há uma mistificação da história das Descobertas, à qual estão a associar conotações políticas para justificar certa política anti-patriótica desenvolvida pelo Estado. Actualmente, os nossos dirigentes políticos têm vergonha de afirmar que fizémos a expansão, porque estão a encolher Portugal. Nós, Portugueses, estamos a voltar a casa, perdido o Ultramar. Não descobrimos nada. Não partíamos para resolver este problema: o que existe para além do mar? Nunca fizémos uma coisa destas. O que houve foi a expansão, um fenómeno de expansão. A primeira acção consistiu na tomada da Ceuta, uma vez que tinhamos chegado ao Algarve. Só depois, o Infante D. Henrique se instalou em Sagres, dando início às navegações até aos Açores e Madeira. O desejo de ultrapassar o território que possuíamos deu origem à expansão do domínio político, religioso e económico. Fomos à procura da cana-de-açucar, à procura do ouro e dos produtos exóticos. O que não significa que não houvesse pessoas que contribuíram para a expansão com a preocupação das Descobertas que resultam da ambição. É evidente que se fizeram algumas, mas foram sempre secundárias em relação às finalidades da expansão. As navegações determinaram o desenvolvimento das ciências naúticas e a invenção de instrumentos novos, como o nónio de Pedro Nunes. A expansão é algo de muito natural aos povos. Principalmente se há uma explosão demográfica…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;L – No entanto, os Portugueses de Quinhentos não eram assim tantos…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GD – Certo. Mas as possibilidades da criar fontes de riqueza eram menores do que existem nos nossos dias. A expansão era encarada como uma possibilidade de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;L – Esse movimento não tinha uma finalidade superior?…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GD – Sim, de acordo, há uma finalidade, mas só foi percebida posteriormente pela história. É com a história que se formam as ideias nacionais e os ideais de um povo que, porventura, podem indicar uma finalidade. Por assim dizer, os povos nascem, crescem e morrem. Criam uma espécie de força própria. Entre nós, foi a força expansiva. Mas essas ideias mudam, embora se verifiquem determinadas constantes. Já existiam povos no território antes da formação de Portugal, mas só no século XV surgiu a vocação da marinhagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;L – Os árabes contribuíram para essa gesta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GD – Essa influência foi diminuta. Os árabes preocupavam-se bastante com os limites geográficos dos territórios e da astronomia, e os seus conhecimentos foram úteis às navegações. A propósito recordo aos senhores, a famosa lenda dos Aventureiros de Lisboa segundo a qual navegadores árabes aventuraram-se no mar oceano, procurando o seu fim. É mentira. No século XI, após as invasões normandas, o Amir de Córdova ordenou a constituição de uma poderosa esquadra muçulmana, sediada em Sevilha, que começou a ser construída em diversos pontos da região compreendida entre Almeria e Huelva. Por essa altura, formou-se na Alfama de Lisboa um núcleo de resistência aos normandos. A sua acção consistia na vigilância costeira assinalando a passagem dos barcos que pretendiam atacar populações do Sul. É claro que nessas missões, digamos assim, de espionagem, alguns navios tanto se afastaram da costa que se perderam. Um desses almirantes deu com as Canárias. Deste modo, nasceu a ideia lendária de que os navegadores partiam para encontrar o mar com fim. Mas essa não foi uma preocupação real. A ideia de expansão e de navegação surgiu mais tarde, já com o território português definido. Os Portugueses foram navegadores e marinheiros. Quanto ao Quinto Império tenho a dizer o seguinte: um mito! Trata-se de uma magicação do Padre António Vieira que não corresponde a coisa alguma.&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É notório o cepticismo (relativo) de Garcia Domingues quanto à influência árabe em Portugal, a que não escapa o episódio dos Aventureiros (como o próprio reconhece na entrevista, soava bastante anti-árabe... para um arabista). Quanto ao referido episódio, contraria muito do que registou Idrisi vários séculos antes (e poucos depois do sucedido), o que não deixa de ser estranho. A rota seguida pelos Aventureiros, a ser verdadeira, não é coerente com a tese apontada (salvo manifesta azelhice dos marinheiros em causa). Por outro lado, não se entende a completa omissão quanto à ameaça normanda, que existiu de facto (profusamente documentada em outras fontes).&lt;br /&gt;Quanto ao real desejo dos marinheiros, concordo, nem Idrisi nem nós podemos garantir que desejavam descobrir e conhecer. Quem sabe, não tenha sido aquela história, uma fanfarronice dos "Mugharrirun"? Não seriam os primeiros navegantes a fantasiar sobre as suas viagens!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez tenhamos um problema de fontes, hoje conhecidas, mas às quais provavelmente Idrisi não teve acesso directo. Ou então, alguma confusão. Há outra lenda (?) que fala da viagem de um tal Khaskkash, almirante da esquadra omíada (este sim, com provas dadas contra os normandos) que, partindo da Andaluzia, terá atravessado o Oceano, supostamente atingindo outro continente, para além das Canárias. Haverá relação entre as histórias? Quem sabe...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-116742909493082195?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/116742909493082195/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=116742909493082195&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/116742909493082195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/116742909493082195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2009/08/os-aventureiros-uma-outra-perspectiva.html' title='Os Aventureiros, uma outra perspectiva'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-1025458184146699541</id><published>2009-07-24T15:37:00.008+01:00</published><updated>2009-07-24T18:13:13.284+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História de Lisboa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Descobertas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Toponímia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Idrisi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alfama'/><title type='text'>Os Aventureiros, precoces descobridores alfacinhas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Mais de 300 anos antes dos Descobrimentos, e das famosas partidas da praia do Restelo, houve oito lisboetas que se lançaram ao mar, animados pela mesma vontade de descobrir. Assim nos conta Muhammad [Maomé] Al-Idrisi (ou simplesmente, Edrisi), notável geógrafo do século XII, a propósito da sua descrição da cidade de Lisboa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;«[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisboa está construída na margem setentrional do rio Tejo; é aquele sobre o qual está localizada Toledo. A sua largura depois de Lisboa é de 6 milhas, e a maré faz-se ressentir violentamente. Esta bela cidade que se estende ao longo do rio, está limitada por muralhas e protegida por um castelo. No centro da cidade há fontes de água quente tanto no inverno como no verão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Situada nas proximidades do Oceano, esta cidade tem à sua frente, na margem oposta, o forte de al-Ma’dan [Almada], assim designado porque o mar lança grãos de ouro na margem. Durante o inverno os habitantes da zona vão junto do forte à procura deste metal e isto dura até que acaba a estação rigorosa. É um facto curioso que nós mesmos testemunhámos [prova da presença de Idrisi em Lisboa].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi de Lisboa que partiram os Aventureiros, aquando da sua expedição tendo como objecto de saber o que continha o Oceano e quais eram os seus limites, como já foi dito. Existe ainda em Lisboa, perto dos banhos quentes, uma rua que se chama Rua dos Aventureiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos como a coisa se passou: eles reuniram-se ao número de oito, todos parentes próximos; e depois de terem construído um navio mercante, embarcaram água e víveres em quantidade suficiente para uma navegação de vários meses. Lançaram-se ao mar ao primeiro sopro de vento de este. Depois de terem navegado durante onze dias ou cerca disso, chegaram a um mar cujas ondas compactas exalavam um odor fétido, escondiam numerosos recifes que eram difíceis de ver. Temendo o perigo, mudaram a direcção das suas velas, correram para sul durante doze dias, e alcançaram a ilha dos Carneiros, onde numerosos rebanhos pastavam sem pastor e sem pessoa para os guardar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo posto pé nesta ilha, encontraram uma fonte água corrente e perto daí uma figueira selvagem. Apanharam e mataram algumas ovelhas, mas a carne era tão amarga que era impossível de comer. Só aproveitaram as peles. Navegaram ainda doze dias para sul e encontraram enfim uma ilha que parecia habitada e cultivada; aproximaram-se a fim de saber o que era; pouco tempo depois foram envolvidos por barcas, feitos prisioneiros e conduzidos a uma cidade situada no litoral. Desceram e foram conduzidos a uma casa onde viram homens de alta estatura e de cor alaranjada- avermelhada, que tinham pouca barba e mantinham os cabelos longos (não frisados), e as mulheres que eram de uma rara beleza. Durante três dias ficaram prisioneiros numa divisão desta casa. O quarto dia viram vir um homem falando uma língua árabe, que lhes pergunta o que eles eram, porque é que tinham vindo, e qual era o seu país. Eles contaram-lhe a sua aventura; aquele dá-lhes boas esperanças e fez-lhes saber que era um intérprete do rei. No dia seguinte foram apresentados ao rei, que lhe faz as mesmas perguntas e ao qual eles responderam, como já tinham feito no dia anterior ao intérprete, que se tinham aventurado ao mar para saber o que poderia ter de singular e de curioso, e a fim de constatar os seus limites extremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo que o rei os ouviu assim falar pôs-se a rir e disse ao intérprete: «Explica a esta gente que o meu pai tendo outrora prescrito a alguns dos seus escravos a embarcarem neste mar, eles percorreram-no, em largura, durante um mês, até que, a luz (do céu) lhes faltou, eles foram obrigados a renunciar a essa vã empresa. O rei ordena depois ao intérprete de transmitir aos aventureiros uma magnanimidade da sua pessoa, de forma a que eles ficassem com uma boa opinião dele, o que foi feito. Eles voltaram então à sua prisão, e aí ficaram até que um vento de oeste se elevasse e tapando-lhe os olhos, fê-los entrar numa barca e navegaram durante algum tempo no mar. «Nós andámos», disseram eles, «cerca de três dias e três noites, e atingimos de seguida uma terra onde nos desembarcam, com as mãos atadas atrás das costas, numa praia, onde fomos abandonados. Aí ficámos até ao nascer do sol, no mais triste estado, por causa das faixas que nos apertavam fortemente e nos incomodavam bastante; por fim, tendo ouvido ruído e vozes humanas, nós pusemo-nos a gritar. Então alguns habitantes do país vieram até nós, tendo-nos encontrado numa situação tão miserável, desataram-nos e fizeram-nos numerosas questões às quais nós respondemos pela narração da nossa aventura. Eram berberes. Um de entre eles disse-nos: «Vós sabeis qual é a distância que vos separa do vosso país?» E à nossa resposta negativa, ele acrescenta: «Entre o ponto onde vós vos encontrais e a vossa pátria há dois meses de caminho». O chefe dos aventureiros disse então: wâ asafi (interjeição de desespero: «!»); é por isso que o nome deste lugar ainda hoje é de Asafî. É o porto de que já falámos como estando na extremidade do ocidente.»&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste texto de Idrisi encontramos, sem dúvida, muito do que veio a contribuir para a gloriosa época dos Descobrimentos, ainda que de forma indirecta. E é curioso e interessantíssimo o facto de terem sido lisboetas os tais Aventureiros, antecessores em façanhas (mas muito dificilmente, antepassados) dos intrépidos navegadores portugueses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É comum reduzir a importância dos Descobrimentos a saber quem descobriu o quê pela primeira vez (e com isso, frequentemente, reduzir a importância das próprias Descobertas). Nesse sentido, o texto de Idrisi é mais uma peça para o “puzzle”. Não parece suscitar dúvidas que os Aventureiros terão chegado às Canárias, bem como, com grande probabilidade, à Madeira e/ou aos Açores (que tenham chegado à Grã-Bretanha/Irlanda ou à América, como suspeitam alguns, é pouco provável). Mas é também quase certo (por outras fontes) que qualquer um daqueles arquipélagos já teria sido visitado desde os tempos dos romanos, dos fenícios, ou por outros, anteriores àqueles (quem sabe?).&lt;br /&gt;A meu ver, não ficam em causa os respectivos Descobrimentos (Séc. XV), na acepção que considero da palavra. Uma coisa é “achar”, outra é revelar para o Mundo (revelando o Mundo para os “achados”, nalguns casos). E assim, também a meu ver, a época dos Descobrimentos foi mesmo uma época de descobertas, talvez só igualada em importância pela remota (milenar e longuíssima) época em que os seres humanos, partido de África, foram descobrindo pela primeira vez todos (ou quase todos) os recantos deste mundo. Os portugueses redescobriram-no, redescobrindo e pondo em contacto todos (ou quase todos) os descendentes dessa antiquíssima diáspora africana. Como já alguns arriscaram afirmar… iniciámos a globalização (pelo menos a uma escala intercontinental, enfim, planetária).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando à viagem dos Aventureiros, não se sabe com exactidão quando terá acontecido. Que terá sido anterior a 1147, data da conquista da cidade de Lisboa pelos portugueses, é garantia óbvia. Poderá ter acontecido nos séculos imediatamente anteriores a este relato (X, XI), pois o geógrafo deixa entender que a história era antiga (?). A título de curiosidade, ainda estava Idrisi concluindo as suas obras e já a Lisboa que descrevia (e visitou, de facto) tinha fechado aquele capítulo da sua história (domínio árabe) para sempre…&lt;br /&gt;Por outro lado, Idrisi dá-nos a idéia que a história dos Aventureiros seria bastante popular e talvez até afamada além Al-Gharb (o ocidente da Península Ibéria conquistada), embora seja de sua autoria a única fonte até hoje conhecida. É certo que muitas fontes se terão perdido com a Reconquista, mas Idrisi indica que os Aventureiros eram gente comum, pelo que é natural que as suas aventuras tenham ficado gravadas “apenas” na voz do povo. Isso até 1147, embora não tivesse de ser, obrigatoriamente. De facto, muita coisa permaneceu da memória colectiva da Lisboa árabe, em especial da sua comunidade moçárabe (cristãos arabizados - se seria a maior da cidade, é discutível, mas que seria bastante numerosa, sem dúvida).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à identidade dos Aventureiros, não ficaram os nomes (sendo gente comum, é o mais natural), mas refere Idrisi a sua recordação na toponímia, em rua (ou ruela, mais provavelmente) lá para os lados de Alfama (pela referência aos banhos quentes). Lembraria a rua o local onde viviam (portanto, em Alfama)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de tratar-se de gente comum, estou em crer que não seriam moçárabes (sem prejuízo de terem alguma origem moçárabe) mas sim “mouros” autênticos – que os havia em Alfama, estando os moçárabes afastados do centro, nos respectivos arrabaldes (embora também se dedicassem ao mar, sem dúvida). De qualquer forma, com a definitiva reconquista cristã da cidade, perdeu-se o nome da rua e também se perdeu a memória daquela aventura, reforçando a minha laica tese de que não seriam moçárabes, pois estes ainda conseguiram manter vivas muitas tradições – veja-se as raízes moçárabes da lenda de S. Vicente. A própria Alfama terá sido despida da “mourama”, depois confinada à Mouraria (ou expulsa para sempre da cidade, provavelmente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li algures que os oitos aventureiros seriam afinal oito fugitivos cristãos (incluindo um Arcebispo e vários Bispos), que teriam feito a viagem por altura da conquista árabe de Lisboa (Séc. VIII). Desconheço por completo fonte credível que o confirme, para além de que a versão de Idrisi é quase totalmente incompatível com tal versão (tal fuga só poderia ter corrido pior se tivessem acostado ao Egipto ou à Palestina!).&lt;br /&gt;Seria a versão de Idrisi uma deturpação de uma estória original cristã ou moçárabe? Sinceramente, não me parece. Talvez esta versão, essa sim, possa ter resultado de deturpação posterior, de algum escriba português, que tendo ficado a conhecer a lenda dos Aventureiros, a “cristianizou” (fruto de preconceito que ainda hoje sobrevive).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há evidência que ligue directamente a viagem dos Aventureiros à origem dos Descobrimentos, mas sim, muita coisa em comum (digamos que uma ligação indirecta muito forte!). Se as próprias obras de Idrisi não eram bem conhecidas à época dos Descobrimentos (parece que não), algumas das suas fontes talvez, bem como fontes árabes contemporâneas que sim, talvez conhecessem a obra. Mas a viagem dos Aventureiros, em concreto, só nos aparece revelada e relembrada séculos mais tarde (com a redescoberta das obras de Idrisi).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comum é o desejo, de saber “o que continha o Oceano e quais eram os seus limites”. Razões políticas, estratégicas ou religiosas aparte, sempre acreditei que uma das principais motivações dos Descobrimentos teria sido aquela curiosidade, que era mais do que científica. No Mediterrâneo, tudo era conhecido e (relativamente) pacífico. Para os que chegavam ao Ocidente (da península Ibéria ou Magrebe), fenícios, romanos e árabes, o Atlântico era estranho, aterrador, avassalador. Na verdade o Oceano para esses não era um mar maior (que o Mediterrâneo, nomeadamente), mas uma antecâmara das orlas do mundo, onde não havia mais terra, para além das quais não valia a pena ir, sobretudo porque não havia a opção de regressar (acreditavam). O próprio Idrisi, mesmo admitindo a existência das tais ilhas (mesmo em grande número), não se convenceu do contrário:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;«O oceano rodeia os limites terrestres e tudo para além daí é desconhecido. Ninguém foi capaz de verificar o que quer que fosse, devido às dificuldades e perigos da navegação, a sua grande obscuridade, profundidade e tempestades frequentes; devido ao medo dos peixes monstruosos e terríveis ventos; no entanto existem muitas ilhas, umas com gente e outras desabitadas. Nenhum marinheiro se arrisca a entrar nessas águas profundas, e se alguns o fizeram, foi percorrendo ao longo das costas terrestres, receosos de se afastar demasiado. As ondas deste oceano, embora movendo-se com altura de montanhas, mantêm-se inteiras e sem se quebrar, porque se se quebrassem, seria impossível para um barco ultrapassá-las»&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim se conformava quem cá chegava, ou quem por cá passava (diga-se que Idrisi acaba por não ser muito animador para futuros exploradores). E quem cá ficou?&lt;br /&gt;Para quem habitou e habita esta “Ocidental Praia”, viver de frente para o fim do mundo (e de costas para o dito) era (e é) pena difícil de conformar. Os Aventureiros, como outros depois deles (e também antes) sentiram tal angústia. Imbuídos do tal espírito de “Mugharrirunes”, fizeram-se ao mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora nunca venhamos a saber exactamente quem eram aqueles heróis, a cidade de Lisboa ainda hoje os lembra, não em Alfama, mas no actual Parque das Nações, onde foi aberta uma nova “Rua dos Aventureiros” (Idrisi ficaria perdido!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ironia do destino, a Ceuta natal de Idrisi também seria conquistada pelos portugueses (1415), tomada essa que marcou o início da nova gesta, de novos aventureiros lisboetas (ler neste mesmo blogue, sobre a origem da bandeira de Lisboa… e da de Ceuta, desde então e até hoje imagem da primeira).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-1025458184146699541?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/1025458184146699541/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=1025458184146699541&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/1025458184146699541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/1025458184146699541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2009/07/os-aventureiros-precoces-descobridores.html' title='Os Aventureiros, precoces descobridores alfacinhas'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-5318871673965162991</id><published>2009-07-15T17:44:00.004+01:00</published><updated>2009-07-15T18:09:16.492+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Descobertas'/><title type='text'>Canja, Laranjas e as Descobertas (da China)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Se os árabes trouxeram a cultura da laranja para a Península Ibérica? É correcto (originária da Pérsia).  Então como se explica que em grego, turco, em árabe e até mesmo em persa (!) a laranja comum seja conhecida como "portugal" ou "portuguesa" nas respectivas línguas?&lt;br /&gt;Saiba-se que foram os portugueses que trouxeram a laranja doce da China, no tempo das Descobertas, tendo esta substituído em grande medida a laranja amarga, essa sim, já previamente conhecida em quase todo o Mediterrâneo. O mais fascinante é como turcos, persas e árabes, estando mais perto da China, não a conheciam. Para que se veja como foi revolucionária a viagem de Vasco de Gama...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a mui portuguesa canja de galinha? Afinal também veio da China... e o nome, do chinês ("congee")! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Embora na Ásia possa ter mais ingredientes, e consistência variando entre a sopa e espessa papa, a base é a mesma (arroz cozido). Graças às Descobertas, um prato que seria exclusivamente asiático também se tornou "tradicional" em Portugal (e depois, no Brasil, por razão óbvia). Por outro lado, o uso da canja para retemperar e recuperar de convalescenças, também é igualzinho, em Portugal e na Ásia!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-5318871673965162991?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/5318871673965162991/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=5318871673965162991&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/5318871673965162991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/5318871673965162991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2009/07/canja-laranjas-e-as-descobertas-da.html' title='Canja, Laranjas e as Descobertas (da China)'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-2381119464483972729</id><published>2009-05-27T11:50:00.002+01:00</published><updated>2009-05-27T11:53:50.155+01:00</updated><title type='text'>Já cheira... e bem!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/Sh0bZjTWnuI/AAAAAAAAAIw/l3q5VMXnDjg/s1600-h/Sardinhas.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 204px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/Sh0bZjTWnuI/AAAAAAAAAIw/l3q5VMXnDjg/s400/Sardinhas.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5340454858918371042" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Consulte o programa das &lt;a href="http://www.egeac.pt/DesktopDefault.aspx?tabindex=0&amp;tabid=99"&gt;Festas de Lisboa 2009&lt;/a&gt;!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-2381119464483972729?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/2381119464483972729/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=2381119464483972729&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/2381119464483972729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/2381119464483972729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2009/05/ja-cheira-e-bem.html' title='Já cheira... e bem!'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/Sh0bZjTWnuI/AAAAAAAAAIw/l3q5VMXnDjg/s72-c/Sardinhas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-947115459598145704</id><published>2009-05-24T17:24:00.001+01:00</published><updated>2009-05-24T17:28:04.281+01:00</updated><title type='text'>Belém até Morrer!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/Shl1cvtu85I/AAAAAAAAAIo/sPHmyb479xg/s1600-h/belenenses.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 322px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/Shl1cvtu85I/AAAAAAAAAIo/sPHmyb479xg/s400/belenenses.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339427969929507730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-947115459598145704?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/947115459598145704/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=947115459598145704&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/947115459598145704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/947115459598145704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2009/05/belem-ate-morrer.html' title='Belém até Morrer!'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/Shl1cvtu85I/AAAAAAAAAIo/sPHmyb479xg/s72-c/belenenses.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-618617376111176355</id><published>2009-05-21T15:20:00.004+01:00</published><updated>2009-05-21T15:39:26.241+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bénard da Costa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinemateca'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Morreu João Bénard da Costa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Deixa saudades e um labor notável em prol da Sétima Arte (da cinefilia em particular, mas não só). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em 2006 noticiámos o ciclo "Como o Cinema era Belo" (&lt;a href="http://delisboa.blogspot.com/2006/12/ainda-bom-cinema-em-dose-de-50.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;). Associado a esse ciclo ficou-nos o livro, obra de Bénard da Costa, que recomendo vivamente. &lt;br /&gt;Contagiou-nos a sua paixão, nós agradecemos. Até sempre!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/ShVmZ0Tx7iI/AAAAAAAAAIg/aKaQC1Xrstk/s1600-h/coceb.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338285527041961506" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 152px; CURSOR: hand; HEIGHT: 216px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/ShVmZ0Tx7iI/AAAAAAAAAIg/aKaQC1Xrstk/s400/coceb.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A notícia:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.tvi24.iol.pt/cinema/joao-benard-da-costa-morte-cinema-cinemateca-google/1065216-4059.html"&gt;http://www.tvi24.iol.pt/cinema/joao-benard-da-costa-morte-cinema-cinemateca-google/1065216-4059.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-618617376111176355?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/618617376111176355/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=618617376111176355&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/618617376111176355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/618617376111176355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2009/05/morreu-joao-benard-da-costa.html' title='Morreu João Bénard da Costa'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/ShVmZ0Tx7iI/AAAAAAAAAIg/aKaQC1Xrstk/s72-c/coceb.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-7605964123329043312</id><published>2009-05-18T00:12:00.008+01:00</published><updated>2009-05-18T00:37:13.695+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristo-Rei'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rio de Janeiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristo Redentor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Madeira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Almada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Belenenses'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Garajau'/><title type='text'>Os 50 anos do Cristo-Rei</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A minha singela homenagem ao cinquentenário monumento que, estando em Almada, tornou-se num dos símbolos da região de Lisboa. A imagem abaixo foi extraída do filme de uma outra inauguração, a do Estádio do Restelo, casa do meu querido Belenenses - em 23 de Setembro de 1956:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/ShCawHAsxNI/AAAAAAAAAII/eUzzQdA14hE/s1600-h/cristorei.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336935709740418258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 319px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/ShCawHAsxNI/AAAAAAAAAII/eUzzQdA14hE/s400/cristorei.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repare-se como era diferente a paisagem: ainda não havia ponte, e do monumento ao Cristo-Rei ainda (ou já, considerando a data) só existia o "pedestal".&lt;br /&gt;Permitam a nota de um adepto Belenense. Na esplêndida vista que temos do nosso estádio, o Cristo-Rei também se tornou especial companheiro de tantas jornadas. Por graça (sem malícia) diz-se que os braços abertos estão à espera do Belenenses novamente campeão para bater palmas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao falar no Cristo-Rei é icontornável a referência e inspiração do Cristo Redentor do Corcovado, no Rio de Janeiro. No entanto, em território português, outro monumento vem à minha memória - o Cristo do Garajau (Madeira). É mais modesto (em tamanho, note-se), mas mais antigo. Foi inaugurado em 1927 (4 anos antes do Cristo "carioca"):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/ShCdEVXf_TI/AAAAAAAAAIQ/JDSjxi51mnE/s1600-h/garajau.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336938256214785330" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/ShCdEVXf_TI/AAAAAAAAAIQ/JDSjxi51mnE/s400/garajau.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o Cristo do Garajau podem encontrar mais detalhes (e a foto) &lt;a href="http://ilhadamadeira.weblog.com.pt/arquivo/200761.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;. De recordar que, durante décadas, o monumento do Garajau era visível a praticamente todos os que chegavam à Madeira (uma vez que o faziam por barco).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para terminar, uma imagem actual do monumento "anivesariante":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/ShCewmjGH0I/AAAAAAAAAIY/UwL2WAwmzE4/s1600-h/450px-Cristo_Rei_%2528vista_lateral%2529.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/ShCewmjGH0I/AAAAAAAAAIY/UwL2WAwmzE4/s400/450px-Cristo_Rei_%2528vista_lateral%2529.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336940116252696386" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-7605964123329043312?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/7605964123329043312/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=7605964123329043312&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/7605964123329043312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/7605964123329043312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2009/05/os-50-anos-do-cristo-rei.html' title='Os 50 anos do Cristo-Rei'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/ShCawHAsxNI/AAAAAAAAAII/eUzzQdA14hE/s72-c/cristorei.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-5871369431633017333</id><published>2009-05-12T23:45:00.001+01:00</published><updated>2009-05-13T16:45:18.998+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias Musicais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro Nacional de São Carlos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ópera'/><title type='text'>Memórias musicais de Lisboa: A estreia de Tristão e Isolda</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Em mais uma visita ao Arquivo Fotográfico Municipal online, lembrei-me de pesquisar pelo termo "ópera". Não são muitos os resultados (há acervos da especialidade melhor dotados, naturalmente), mas ainda assim suficientes para iniciar estas "Memórias".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal sempre esteve (e está) na periferia da Europa "operática" (ou artística em geral, na verdade). No entanto, tal não impediu (nem deveria impedir) a passagem de grandes artistas por Lisboa, em representações memoráveis (não raras vezes com excelente acompanhamento de artistas portugueses).&lt;br /&gt;Aqui temos dois desses artistas, Cecilia Gagliardi e Francesc Vinyas (nome em catalão actual), fotografados em Lisboa (1908) como Tristão e Isolda (Wagner):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/Sgrg0rHSELI/AAAAAAAAAIA/ErWD98XDWi0/s1600-h/cgagliardi.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5335323904104861874" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 258px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/Sgrg0rHSELI/AAAAAAAAAIA/ErWD98XDWi0/s400/cgagliardi.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/Sgrg0sj4uXI/AAAAAAAAAH4/L-KgPNQOqOo/s1600-h/fvignas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5335323904493271410" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 284px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/Sgrg0sj4uXI/AAAAAAAAAH4/L-KgPNQOqOo/s400/fvignas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Chamou-me a atenção a peculiar indumentária "wagneriana", em versão de início do Século XX, mais que tudo.&lt;br /&gt;Porém, ao tentar pesquisar algo mais sobre estas fotos, segui o "fio" de um episódio histórico...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que a apresentação do "Tristão" em 1908 foi a sua estreia absoluta em Portugal... nada mais nada menos que no dia 1 de Fevereiro, em que foram assassinados no Terreiro do Paço o Rei e o Príncipe Real (seguindo-se a execução dos atiradores). Estava aliás prevista a presença da Família Real nessa estreia, no Teatro de São Carlos, o que obviamente não se verificou. Quanto à estreia, não sei ao certo se acabou por ser naquele dia ou nalgum dia seguinte, mas aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a Vinyas (nascido na Catalunha) e Gagliardi (nascida em Roma), alcançaram fama nesse tempo, deste e do outro lado do Atlântico. De Vinyas há registos sonoros, editados em disco. De Cecília Gagliardi, parece que não. Se não me falha a fonte, Puccini escreveu a Toscanini para que Gagliardi fosse a primeira &lt;em&gt;Fanciulla del West&lt;/em&gt; na estreia europeia da obra (prevista para ser em Roma - a estreia absoluta foi no "Met" de Nova Iorque). Tal acabou por não acontecer, pois Gagliardi comprometeu-se como "Aïda", noutra produção (Verdi).&lt;br /&gt;Finalmente, penso que já terá dado para perceber que o primeiro "Tristão" de Lisboa foi cantado... em italiano! No São Carlos, e até esse mesmo ano, era essa a regra...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://arquivomunicipal.cm-lisboa.pt/"&gt;Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-5871369431633017333?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/5871369431633017333/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=5871369431633017333&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/5871369431633017333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/5871369431633017333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2009/05/memorias-musicais-de-lisboa-estreia-de.html' title='Memórias musicais de Lisboa: A estreia de &lt;em&gt;Tristão e Isolda&lt;/em&gt;'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/Sgrg0rHSELI/AAAAAAAAAIA/ErWD98XDWi0/s72-c/cgagliardi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-8752883599949704536</id><published>2009-05-08T14:36:00.033+01:00</published><updated>2009-05-11T16:10:20.660+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História de Lisboa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bandeira da cidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bandeira Municipal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Vicente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Domingos'/><title type='text'>Sobre a bandeira de Lisboa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A bandeira de Lisboa, tal como "definitivamente" estipulado em 1940 por proposta da Comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses, é assim descrita:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Gironada de branco e negro de oito peças [os "triângulos"], com o brasão de armas sobreposto. Cordões e bolas de prata e negro. Haste e lanças douradas [estandarte]. Como a peça principal das Armas é o barco, que é de prata e negro, a bandeira é branca, representando a prata, e a negro.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/SgTKP_G8p8I/AAAAAAAAAHY/1tf1AsJqF40/s1600-h/200px-Flag_of_Lisbon.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333610234700933058" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 134px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/SgTKP_G8p8I/AAAAAAAAAHY/1tf1AsJqF40/s400/200px-Flag_of_Lisbon.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao brasão:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Armas de ouro, com um barco exteriormente de negro realçado de prata, e interiormente de prata realçado de negro, mastreado e encordado de negro, com uma vela ferrada de cinco bolsas de prata. A proa e a popa rematadas por dois corvos de negro afrontados. Leme de negro realçado de prata. O barco assente num mar de sete faixas onduladas. Coroa mural de ouro de cinco torres. Colar da Torre e Espada. Listel branco com os dizeres ‘Mui Nobre e Sempre Leal Cidade de Lisboa’ a negro.&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/SgTKQI4beZI/AAAAAAAAAHg/TnNGnlG3__4/s1600-h/Brasao-cores.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333610237324392850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 280px; CURSOR: hand; HEIGHT: 269px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/SgTKQI4beZI/AAAAAAAAAHg/TnNGnlG3__4/s400/Brasao-cores.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela que é hoje a bandeira municipal do Concelho de Lisboa tem origens antigas, entrelaçadas com alguns dos mais importantes momentos da história da cidade (e em simultâneo, do País) mas também, inevitavelmente, com as referências religiosas que marcaram aqueles acontecimentos e a própria sociedade, ao tempo em que ocorreram.&lt;br /&gt;Na revisão de 1940, após séculos de sucessivos golpes de "heterodoxia", pretendeu-se um regresso à heráldica original, na medida do possível, para - entre outras razões - preservar os significados originais. Por esta mesma razão, que é válida quanto baste e porque esse regresso foi, em larga medida, conseguido, não irei tratar aqui da evolução dos símbolos, entendida como um prolongado e sinuoso desvio... ainda que de inegável interesse (para outra ocasião e outra perspectiva).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, ainda antes de passar às origens, permitam um pequeno e leve comentário sobre o aspecto visual da bandeira, e o que suscita. Desde logo, uma cor parece ter predomínio estranho, se ignorarmos origens e significados: o negro (se não reparou, leia de novo a descrição inicial e conte).&lt;br /&gt;Para uma cidade poética e insistentemente associada à luz, à claridade, o negro apela para as suas sombras, para os seus recantos, para a noite... ou para o luto. E por luto... estão lá os corvos, fúnebres sentinelas que acompanham os restos mortais do Santo.&lt;br /&gt;Temos um contraste entre o que em Lisboa se contrasta, mas também se complementa: a alvura da cidade, do seu casario, e das igrejas; mais o negro da estimada e afamada melancolia, cantada em fados, entre outros tratos. A aparência e o sentir.&lt;br /&gt;Se olharmos para as origens, porém, nada disso importa. Poder e Fé, por esta ordem, falam mais alto. Afinal, não é do que tratam as bandeiras?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo certo que sofreu várias transformações pelo caminho (as quais não vou tratar neste artigo, repito), pode dizer-se com alguma segurança que a actual bandeira de Lisboa tem origem naquela que terá surgido após a "revolução" ou "crise" de 1383-1385 (conjunto bandeira e brasão, note-se, pois o brasão é anterior). A melhor prova temo-la na bandeira de Ceuta, cidade que mantém desde a sua conquista (1415) até hoje uma bandeira igual à de Lisboa (com excepção do brasão, que no entanto é o de Portugal). Reza a crónica de Azurara que, uma vez tomado o bastião magrebino, El Rei D. João I pediu (ou ordenou) a João Vasques de Almada que colocasse a bandeira da cidade de Lisboa, que este trazia, no alto do Castelo (supostamente à falta de estandarte real). De notar o significado particular deste acontecimento para o estatuto da cidade de Lisboa, em novo contexto histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o brasão - de S. Vicente - tem origem anterior, é certo, e já lá vamos. Mas, sobre a bandeira propriamente dita ("gironada" de negro e branco), consta que foi o próprio João da Regras que sugeriu o formato, à imagem do escudo da Ordem de São Domingos, por ter sido no importantíssimo e central mosteiro daquela ordem que o povo de Lisboa aclamou o Mestre como "Regedor e Defensor do Reino". Com efeito, as oito peças negras e brancas estavam no escudo da Ordem de São Domingos (também conhecida como Ordem dos Pregadores). E lá continuam, até hoje...&lt;br /&gt;Quanto à relação entre o Doutor João das Regras e a Ordem de S. Domingos, há mais que contar.&lt;br /&gt;Como uma de várias recompensas pelos serviços prestados, D. João I doou ao jurista os terrenos da Quinta de São Domingos, onde viria a erguer a igreja de São Domingos de Benfica, onde aliás estão ainda hoje os restos mortais de João das Regras. Não bastando isto - mas é facto menos divulgado - saiba-se que foi na cidade de Bolonha (onde João das Regras se formou) que faleceu o próprio São Domingos, pouco mais de 150 anos antes. Isto depois de ter tornado aquela cidade uma verdadeira "capital" daquela ordem. Acasos? Não creio, seguramente.&lt;br /&gt;Devemos às andanças de João das Regras por Bolonha o facto de termos a bandeira negra e branca? E, algures no Largo de São Domingos e actual igreja, poderemos recordar o local inspirador...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/SgTKQWedl4I/AAAAAAAAAHo/w40hpHsTHoA/s1600-h/escudoordemdominicana.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333610240973576066" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 220px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/SgTKQWedl4I/AAAAAAAAAHo/w40hpHsTHoA/s400/escudoordemdominicana.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Escudo da Ordem de S. Domingos (ainda actual)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Passo então à origem do brasão... sumariamente, pois há abundante literatura, como houve abundantes variações do mesmo, ao longo destes séculos.&lt;br /&gt;A famosa barca de São Vicente, com os corvos, é símbolo que remonta aos primeiros tempos da cidade após a conquista aos mouros, mais concretamente ao momento em que chegaram as relíquias do Santo à cidade (1173) - assunto que tenho abordado com frequência neste blogue. Tendo em conta que o primeiro foral foi concedido em 1179, terá sido por esta altura que o Concelho foi autorizado a utilizar os símbolos vicentinos no selo da cidade - do qual chegou até nós um exemplar datado de 1233.&lt;br /&gt;É de lembrar que a intenção de Afonso Henriques, de resgatar as relíquias, era anterior à conquista de Lisboa, e poderia ter favorecido Braga ou Coimbra. No entanto, goradas as anteriores tentativas, coube a sorte a Lisboa. Segundo relato coevo (os &lt;em&gt;Miracula Sancti Vincentii&lt;/em&gt;, escritos entre 1173 e 1185), foi o próprio São Vicente que teve "preferência" por Lisboa, um "milagre" (a par de outros) com significado bem mais terreno (ver Picoito, 2008): &lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;(...) porque a ele [S. Vicente] lhe aprouvera ser venerado de preferência pela gente de Lisboa e a intenção do rei era, pelo contrário, depositá-lo em Braga ou em Coimbra, já que a misericórdia divina ainda não lhe entregara Lisboa (...)&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;Por intervenção sobrenatural ou não, não se deu o caso (ou acaso), com o qual S. Vicente, os corvos e a barca ficariam arredados da história e dos símbolos lisboetas (estariam presentes em Braga ou Coimbra?).&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/SgTKPmstWmI/AAAAAAAAAHQ/MZVUOgkuc3k/s1600-h/selo1233.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333610228148427362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 90px; CURSOR: hand; HEIGHT: 120px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/SgTKPmstWmI/AAAAAAAAAHQ/MZVUOgkuc3k/s400/selo1233.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O Selo de 1233&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Das múltiplas variações que sofreu o brasão, há que referir que a dado momento poderá ter incluído a imagem do próprio Santo. Assim sugere um documento relativo à escolha do santo padroeiro da cidade do Funchal, por exemplo, onde se refere expressamente que o dito padroeiro (São Tiago Menor, o ápostolo) deve figurar no brasão da diocese tal como São Vicente figurava então na bandeira de Lisboa. Ou seria apenas na bandeira da diocese? Teixeira de Carvalho e Virgílio Correia, nos seus "Subsídios para a História da Arte Portugueza" (1922), referem: &lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;A Bandeira de Lisboa no Reinado de D. João I tinha huma pintura de S. Vicente, Protector da nossa Capital e consta que esta Bandeira fora arvorada por João Vasques de Almada no Castello de Ceuta, quando o mesmo Rei tomou aquella Cidade.&lt;/blockquote&gt;E até 1383, teve a cidade alguma bandeira? Há quem assegure que sim, e é muito provável. Na própria "Crónica de D. João I", de Fernão Lopes, temos referências a bandeiras "regionais", empunhadas em plenas pelejas - não só da cidade de Lisboa, mas também de várias vilas de Portugal (como a de Elvas, por exemplo). Não parece que tal costume fosse uma das inovações militares da época. &lt;br /&gt;Mas quando é que essas bandeiras primeiro apareceram, a par de bandeiras senhoriais, bandeiras das ordens militares, religiosas e, enfim, da bandeira régia? Fica a questão em aberto. &lt;br /&gt;E antes da reconquista cristã (nos períodos muçulmano e romano, por exemplo)? Que símbolos teve a cidade? É outra questão em aberto... sem quaisquer vestígios até à data que permitam esboçar uma resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao brasão (esse sim, anterior), também há quem fale num corvo (não dois)... e uma águia. É curioso, pois as lendas falam de um corvo apenas... quer a lenda do martírio (em Saragoça), quer certas versões da lenda da viagem das relíquias (desde o Algarve até Lisboa). Não cabe aqui aprofundar a questão dos corvos e respectiva simbologia (tema vastíssimo!). Já referimos a origem que consideramos verosímil e fiável, por ratificação ou ordem de Afonso Henriques, mas temos também bastantes provas da utilização "pública" daqueles símbolos nas décadas seguintes. A lápide do Chafariz do Andaluz (1336) é talvez a mais importante (das ainda hoje existentes) e a evidente semelhança com o actual símbolo reforça, uma vez mais, que a revisão de 1940 significou um regresso às origens. Nesta ocasião refere-se expressamente que o modelo naval utilizado "deve figurar como uma estilização das linhas gerais de um barco e não como um tipo de construção naval de acordo com o desejo de cada época" (após a utilização dos mais variados tipos, desde galés romanas a naus, caravelas e galeões - por aquele andar hoje teríamos fragatas?). Assim, a semelhança com o Chafariz é involuntária? Ou teve a mesma idéia - feliz, diga-se - o escultor de 1336?&lt;br /&gt;Quanto aos corvos... são dois, pois.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/SgWvW_obeLI/AAAAAAAAAHw/jkRrBytGJ68/s1600-h/chafarizandaluz.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333862143263209650" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 219px; CURSOR: hand; HEIGHT: 232px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/SgWvW_obeLI/AAAAAAAAAHw/jkRrBytGJ68/s400/chafarizandaluz.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Pormenor do Chafariz do Andaluz (1336): a referência&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como referi no início, dois momentos importantes da história de Lisboa inspiraram a bandeira da cidade. O primeiro, de conquista, derrota do poder mourisco, consolidação do Reino de Portugal, afirmação do Rei entre a Cristandade, consagração de Lisboa - "reconvertida" - à mesma Cristandade, conciliando a fé antiga de moçárabes e portugueses, sob os auspícios de São Vicente.&lt;br /&gt;Quanto ao segundo momento, temos grandes diferenças, mas igual peso na história. Trata-se de outra "era" que começa, como refere Fernão Lopes, algo que tem tido múltiplas interpretações (e não raramente equívocas do ponto de vista histórico). Mas, para o caso de Lisboa, penso que não erraremos muito ao considerar que a crise de 1383-85 ficou marcada pela afirmação da cidade, do seu poder, e pela firme determinação dos lisboetas, sem as quais teria fracassado o movimento do Mestre, Nun'Álvares, João das Regras, Álvaro Pais e respectiva companhia. Ali, com a benção de S. Domingos de Gusmão e dos seus frades, de negros mantos (a condizer).&lt;br /&gt;Se no primeiro momento tivémos conquista, no segundo tivémos defesa. Conquista e defesa de Lisboa, mas também conquista e defesa da independência de Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria ainda de mencionar alguns outros aspectos e momentos históricos associados à bandeira de Lisboa. Já referi o episódio de Ceuta, que tomou bandeira semelhante e a manteve, mesmo depois de 1640. E por falar em 1640, logo após o sucesso dos conjurados, no Paço (e para mal do Vasconcellos), foi o povo invadir o Senado de Lisboa, onde o respectivo presidente lhes entregou a bandeira da cidade, para proceder à proclamação do novo rei (D. João IV).&lt;br /&gt;Outro facto, bem mais recente, é relacionado com a "reforma" da heráldica municipal efectuada nos anos 30 do Século XX. Foi com base na bandeira de Lisboa - e portanto, indirectamente, no brasão dos dominicanos - que ficou estabelecido que todas as bandeiras municipais (municípios cuja sede seja cidade) deveriam ser também "gironadas", com as mesmas partes (com cores próprias, naturalmente). A centenária bandeira foi modelo para todas as outras...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/SgTKDP7A12I/AAAAAAAAAHI/74GnMIvE44M/s1600-h/ceuta.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333610015875979106" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/SgTKDP7A12I/AAAAAAAAAHI/74GnMIvE44M/s320/ceuta.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A bandeira de Ceuta&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fontes:&lt;br /&gt;Margarida Fragoso, "O Emblema da Cidade de Lisboa", 2002&lt;br /&gt;Pedro Picoito, "A Trasladação de S. Vicente. Consenso e Conflito na Lisboa do século XII", Revista Medievalista, nº4, 2008&lt;br /&gt;Marina Tavares Dias, "Lisboa Misteriosa", 2004&lt;br /&gt;Teixeira de Carvalho e Virgílio Correia, "Subsídios para a História da Arte Portugueza - Collecção de memorias (...)", 1922&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Online:&lt;br /&gt;Câmara Municipal de Lisboa (http://www.cm-lisboa.pt/?idc=2)&lt;br /&gt;Bandeiras (http://www.tuvalkin.web.pt/terravista/Guincho/1421/bandeira/pt-lsb.htm)&lt;br /&gt;Igreja de São Domingos (http://www.isdomingos.com/index.asp?art=6534 )&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-8752883599949704536?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/8752883599949704536/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=8752883599949704536&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/8752883599949704536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/8752883599949704536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2009/05/sobre-bandeira-de-lisboa.html' title='Sobre a bandeira de Lisboa'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/SgTKP_G8p8I/AAAAAAAAAHY/1tf1AsJqF40/s72-c/200px-Flag_of_Lisbon.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-8458993593153973427</id><published>2009-05-06T22:20:00.007+01:00</published><updated>2009-05-06T22:43:22.724+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O blogue na Imprensa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário de Notícias'/><title type='text'>O DL no DN</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Fomos contactados para entrevista, mas não deu (má altura para nós). Mesmo assim, este nosso blogue teve direito a menção - para nós honrosa, para mais em ilustre companhia "blogueira" - em artigo publicado por Rui Pedro Antunes no &lt;a href="http://www.dn.pt/"&gt;Diário de Notícias&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/SgIEIafG85I/AAAAAAAAAHA/U7pcDdHhqVE/s1600-h/DL+no+DN.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 226px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/SgIEIafG85I/AAAAAAAAAHA/U7pcDdHhqVE/s400/DL+no+DN.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332829451355354002" /&gt;&lt;/a&gt;Agradecemos a atenção!&lt;br /&gt;Quanto ao recorte, tomámos a liberdade de obtê-lo no incontornável &lt;a href="http://cidadanialx.blogspot.com/2009/04/postamou-pescam.html"&gt;Cidadania LX&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Link para a referência "online": &lt;a href="http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1213293"&gt;http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1213293&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-8458993593153973427?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/8458993593153973427/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=8458993593153973427&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/8458993593153973427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/8458993593153973427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2009/05/o-dl-no-dn.html' title='O DL no DN'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/SgIEIafG85I/AAAAAAAAAHA/U7pcDdHhqVE/s72-c/DL+no+DN.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-9189863997895380992</id><published>2009-05-04T08:00:00.007+01:00</published><updated>2009-05-04T22:53:12.229+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tartessos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cónios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alentejo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Romanos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Beja'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Museu Regional de Beja'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Museus'/><title type='text'>O DL recomenda: em Beja</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/Sf8FVLFIVYI/AAAAAAAAAGw/J-LfWF8qMJw/s1600-h/beja.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331986345139656066" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 212px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/Sf8FVLFIVYI/AAAAAAAAAGw/J-LfWF8qMJw/s320/beja.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tem muito para ver a cidade de Beja (e arredores). Para os amantes de história, porém (e excluindo os ditos arredores, por agora), convém anotar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.museuregionaldebeja.net/" target="_new"&gt;Museu Regional de Beja (Museu Rainha D. Leonor)&lt;/a&gt; - não esquecendo o Núcleo Visigótico, instalado na Igreja de Santo Amaro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cm-beja.pt/portal/page?_pageid=53,36229&amp;amp;_dad=portal&amp;amp;_schema=PORTAL&amp;amp;detalhe_docv2=30000238263&amp;amp;cboui=30000238263" target="_new"&gt;Espaço Museológico da Rua do Sembrano&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este último espaço é uma "janela" aberta para uma pequena parcela do subsolo da cidade: caminhando sobre o chão de vidro resistente é possível vislumbrar as ruínas postas a descoberto. Uma dessas ruínas, curiosamente, veio contribuir para a falência de uma "certeza" tradicional da história de Beja. Até há relativamente pouco tempo acreditava-se que Pax Julia teria sido uma cidade fundada pelos romanos, de raiz. Contudo, foi encontrada e identificada naquele local parte de uma espessa muralha pré-romana... sinal inequívoco da existência da cidade antes dos romanos, em algum momento da chamada Idade do Ferro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, também o estudo da romanização e proto-história de Beja pode dizer muito sobre igual momento da cidade de Lisboa. Parece ser ponto assente que, logo após a derrota de Viriato, surgindo a empresa de Décimo Júnio Bruto a partir de Lisboa (que "fortificou"), o território a Sul do Tejo já não deveria constituir problema para os romanos.&lt;br /&gt;Seria Beja parte de um território amigável - região "tartéssica" ou "cónia" - que afinal de contas também respirou de alívio com o fim de Viriato (e antes, dos Cartagineses)? &lt;br /&gt;Serão aqueles vestígios da própria Conistorgis, cidade principal dos Cónios, destruída pelos Lusitanos? Ironicamente, talvez o tempo o diga...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-9189863997895380992?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/9189863997895380992/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=9189863997895380992&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/9189863997895380992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/9189863997895380992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2009/05/o-dl-recomenda-em-beja.html' title='O DL recomenda: em Beja'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/Sf8FVLFIVYI/AAAAAAAAAGw/J-LfWF8qMJw/s72-c/beja.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-6193998039267650714</id><published>2009-04-28T08:14:00.001+01:00</published><updated>2009-04-28T15:41:23.225+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História de Lisboa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tartessos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Origem de Lisboa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cónios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fenícios'/><title type='text'>Apontamentos sobre a História de Lisboa (IV): Lisboa romana</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Se quanto à origem e fundação de Lisboa subsistem muitas dúvidas, já sobre a presença dos romanos a informação, ainda que por vezes imperfeita, é bem mais rica.&lt;br /&gt;Mas ainda antes de passarmos ao início da "romanização" de Lisboa, vale a pena tentar (e é mesmo tentar!) recontruir o cenário "pré-romano", aproveitando para tal alguns dos elementos anteriormente apresentados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há questões intrigantes que merecem atenção. Porque é que a cidade de Lisboa, aparentemente, terá sido uma das primeiras e principais aliadas dos romanos? Qual o papel de Lisboa nas Guerras Púnicas, que opuseram os romanos a cartagineses? Qual a caracterização de Lisboa no seio de um variado grupo de povos de diversas origens (Lusitanos, Túrdulos, Célticos, Cónios, Turdetanos, entre outros)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, que Lisboa existia ao tempo da chegada dos romanos? Uma antiga colónia fenícia? Como já aqui apontámos, essa hipótese carece de sólidos fundamentos. À semelhança de outros casos, a Lisboa que recebia produtos mediterrânicos (fenícios, egípcios e até, a dada altura, gregos), e que em troca negociava matérias-primas do Norte da Península e do Norte da Europa (incluindo as Ilhas Britânicas) deverá ter sido uma cidade com um autonomia considerável, cosmopolita e - já então - ponto de encontro de diversos povos... mas não tantos como isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisando as fontes históricas, chegamos à conclusão que a parte Ocidental da Península Ibérica, ao tempo da chegada dos romanos, era praticamente desconhecida para estes. Para o efeito vale a pena recordar uma passagem de Políbio (geógrafo grego que vivia em Roma): "(...) a parte [da Península] que se estende junto ao Mar Externo ou Grande não tem denominação geral, porque não foi descoberta senão recentemente, e é habitada exclusivamente por várias tribos bárbaras, que são numerosas (...)". Isto por oposição à "Ibéria", que Políbio refere como sendo a parte "mediterrânica" da Península (entre o Ebro e o Estreito de Gibraltar), que era já bem conhecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, apesar daquela introdução, Políbio descreveu aquilo que conhecia da zona, apontando singularidades da fauna e actividades humanas (mais que fornecer uma exaustiva descrição geográfica).&lt;br /&gt;No entanto, é de assinalar que existe uma razão forte para que se dê crédito aos testemunhos de Políbio, uma vez que este acompanhou bem de perto as primeiras incursões romanas na região, a pretexto das lutas contra Cartago - lutas essas que foram o principal motivo que trouxe os romanos à Península Ibérica, precisamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo em conta que a primeira incursão terá ocorrido cerca de 218 a.C., justifica-se assim a referência de Políbio a um conhecimento "recente" (de apenas algumas décadas, à época do autor). É certo que o mesmo não sucedia com os cartagineses, que conheciam bem a região, mas esses eram o "inimigo", e para além disso tinham mantido um acesso exclusivo à mesma durante quase três séculos, mediante sucessivos acordos com a República Romana.&lt;br /&gt;As afirmações de Políbio atestam assim a eficácia da "proibição" cartaginesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, eram também conhecidas as viagens de exploradores gregos, alguns oriundos da colónia de Massália (Marselha). Como a de Píteas, ou a do anónimo autor do famoso "Périplo Massaliota" - que Avieno trataria de recuperar séculos depois. Políbio, conhecedor do relato de Píteas, revela-se bastante céptico quanto à sua veracidade. Deitou por terra, por exemplo, a hipótese de que o herói Ulisses (em grego, Odysseus) alguma vez tenha alcançado o Estreito de Gibraltar. Não seria o único.&lt;br /&gt;E, hoje em dia, embora seja difícil contestar boa parte do périplo de Píteas (sobretudo as viagens a Norte), permanece duvidosa a parte respeitante à Península Ibérica. Alguns autores adiantam mesmo que Píteas terá partido da costa atlântica de França (depois de viajar por terra desde Marselha), "contornando" assim o bloqueio de Cartago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tudo isto podemos concluir (novamente!) que a presença dos gregos nas costas atlânticas da Ibéria terá sido, nas melhor das hipóteses, esporádica (e até furtiva). Não faz assim sentido considerar que tivessem existido colónias gregas ao longo da costa atlântica, como alguns querem fazer crer, suportados num único fundamento minimamente verosímil: achados de cerâmica de origem grega, que o mais natural é que tenham chegado através das rotas comerciais cartaginesas (como tantos outros produtos de diversas regiões do Mediterrâneo).&lt;br /&gt;E com isto, voltamos a insistir, carece de fundamento a hipótese de uma Lisboa "grega".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para lá da "muralha" cartaginesa (e fenícia, antes dela) ficava então a Lisboa "desconhecida". Embora não sejamos favoráveis às teses que defendem uma colonização fenícia ou cartaginesa da região de Lisboa, é inegável a influência que aqueles povos semitas tiveram (considerando-se inclusivé uma presença prematura de elementos hebraicos).&lt;br /&gt;E parece difícil contrariar a idéia de que o nome de Lisboa se deve também aos fenícios. A teoria mais comum refere "Allis Ubbo", que supostamente significa "enseada amena". Se o topónimo se referia inicialmente ao estuário (ou ao esteiro da Baixa?) e posteriormente se passou a aplicar à cidade, é um dos assuntos questionáveis nesta interpretação. Bem mais atraente, embora (ainda) estranhamente circunscrita aos meios "académicos" é a teoria de que o primeiro nome de Lisboa era "Allis-ippo" (ou "Alliz-ippo"). Não é difícil encontrar "ippo" ou "ipo" (como prefixo ou sufixo) em nomes antigos de muitas localidades do Sudoeste Peninsular referidos pelos romanos, revelando toda uma área de influência com grande concentração no golfo de Cádis, seguindo pelo litoral português, em cidades costeiras ou com acesso privilegiado ao mar por via fluvial (como Collipo).&lt;br /&gt;À partida, este facto confirma a situação de Lisboa no seu primeiro milénio, sob forte influência dos povos instalados no Sul da Península.&lt;br /&gt;Na língua semita, "Allis", como se pode comprovar ainda no moderno hebraico (e poderá estar na origem do nome Alice!) significa feliz ou alegre. Aqui, o significado não difere em muito do entendido em "Allis Ubbo". "Allis-ippo" ou "Olisipo" (ao ouvido de um romano) seria então a "cidade feliz" ou "cidade alegre".&lt;br /&gt;Ainda que se conteste a presença intensiva dos fenícios em Lisboa, o mais natural é que tenha sido o nome de baptismo que estes lhe deram aquele que passou a ser conhecido no Mediterrâneo. No entanto é curioso que a grande maioria dos locais onde encontramos "ippo"/"ipo" seja apenas na Península Ibérica (havia mais Fenícia e Cartago)... Por outro lado, também é verdade que, mesmo no Sul da Península, a "ocupação" efectiva por parte daqueles povos foi relativamente tardia.&lt;br /&gt;Poderemos então considerar uma origem tartéssica ou cinética/cónia (aqui considerando uma forte afinidade entre estes dois povos, como autóctones e em maior ou menor grau fortemente influenciados pelo Oriente púnico - veja-se o caso das antigas escritas do Sul)? É possível.&lt;br /&gt;Quanto ao "nome", não há certezas, mas creio que há hipóteses claramente descartáveis (embora continuem a ser "populares")... tal como há fortes "suspeitos"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Lisboa não era uma cidade fenícia, quem poderiam ser os lisboetas? Turdetanos e Túrdulos (frequentemente considerados como dois ramos do mesmo povo), como já referimos, poderiam ser bons candidatos. Vários escritores romanos reconhecem a influência fenícia sobre estes povos, considerados como os mais avançados da Península Ibérica. Independentemente da sua denominação e da sua "filiação" étnica ou política, o que parece merecer poucas dúvidas é que a cidade primitiva, sendo para todos os efeitos costeira, desde cedo esteve ligada ao mar e a dois grandes eixos, mediterrânico e (norte) atlântico. De certa forma as influências "continentais", marcantes em certas zonas do interior, diluiram-se neste extremo peninsular, numa aculturação precoce que, por sua vez, talvez justifique a relativa facilidade com que os lisboetas se sujeitaram (ou se entregaram) a nova aculturação, com a chegada dos romanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos agora um interessante - e relativamente recente - contributo para estas matérias em particular. Está em Castelhano mas creio que resume bem o estado da questão, não esquecendo os avanços de arqueólogos e historiadores de ambos os lados da Península:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;REVISTA PORTUGUESA DE Arqueologia.volume 8.número 2.2005, p.193-213&lt;br /&gt;MARIANO TORRES ORTIZ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¿Una colonización tartésica en el interfluvio Tajo-Sado durante la Primera Edad del hierro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"(...) se puede afirmar que en la desembocadura de los ríos Tajo y Sado existen una serie de topónimos en -ipo que deben ser forzosamente relacionados con las poblaciones tartésicas del valle del Guadalquivir, lo que también viene demostrado tanto por la onomástica de los magistrados monetales presentes en las acuñaciones de Alcácer do Sal cómo por la consideración por Ptolomeo (II, 5, 2-4) de las ciudades de Salacia, Caetobriga, Myrtilis y Pax Iulia como turdetanas, y la mención a los oppida Turdulorum y los Turduli Veteres en esta zona por Plinio (Nat. hist. IV, 113) y Mela (de chor. III, 1, 6).&lt;br /&gt;Igualmente, el análisis de la necrópolis de Alcácer muestra indudables paralelismos conotras del área tartésica, como la Cruz del Negro y Medellín, con dos fases sucesivas de enterramientos en urna y posteriormente en fosa de cremación individual, no documentándose las necrópolis de encachados tumulares tan comunes en el sur de Portugal. Esa misma matriz orientalizante y mediterránea se observa en los materiales excavados en el cerro del Castillo (Tavares da Silva et al., 1980-1981; Paixão, 2001), documentándose incluso exvotos de bronce similares a los hallados en Medellín y en barro en Bencarrón, en los Alcores de Carmona. Tanto en Alcácer do Sal como en Santarém se observa esa continuidad orientalizante hasta época romana republicana, lo que sugiere un ambiente cultural distinto entre esta zona y el resto del sur de Portugal, donde las penetraciones culturales meseteñas son evidentes desde fines del siglo V o inicios del IV a.C., un proceso igualmente bien documentado en Extremadura (Berrocal, 1992, p. 275 y ss., 1995, p. 168-176; Rodríguez Díaz, 1995).&lt;br /&gt;Otras evidencias materiales, como las cerámicas de retícula bruñida, los grafitos en escritura paleohispánica, las fíbulas y los jarros de bronce piriformes y los braserillos también apuntan a la filiación cultural tartésica de las poblaciones asentadas en las desembocaduras de los ríos Tajo y Sado.&lt;br /&gt;En consecuencia, se propone la hipótesis de que estas poblaciones son el pueblo que aparece mencionado en la Ora Maritima de Avieno con el nombre de Cempsos (O. M. 195-196, 200).&lt;br /&gt;Éstos habían poseído anteriormente la isla de Cartare (O. M. 257), situada por todos los editores y comentaristas de Avieno en las costas del Lago Ligustino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No obstante, siempre se les ha considerado, junto a los Sefes, tribus célticas o, más genéricamente, indoeuropeas, por su situación en la costa atlántica de la Península Ibérica y la mención de los Keltoi "más allá de" los Kynesioi por parte de Herodoto (II, 33), habiéndose buscado igualmente relacionar este etnónimo con otros de la Europa indoeuropea (Schulten, 1922, p. 29--30, 93; Bosch Gimpera, 1932, p. 503, 1942, p. 70-71, 74-75; Almagro Basch, 1966, p. 212, 214; Tovar, 1976, p. 195-196; Silva y Gomes, 1992, p. 168; Fabião, 1993, p. 156; Mangas y Plácido,1994, p. 73; Alarcão, 1996, p. 24).&lt;br /&gt;Sin embargo, Alarcão (2001, p. 322) señala que si no fuese porque Lambrino sostiene que el etnónimo de los Sefes es indoeuropeo, se podría admitir un origen para este pueblo en el sur de la Península Ibérica donde, nótese bien, también habitaban los Cempsi, para los que Corrêa (1924, p. 88-89) señala que su celticidad no está demostrada, aunque no la descarta, y Berrocal (1992, p. 32) advierte que nada los define como célticos.&lt;br /&gt;Así, lo que muestra el poema es que en la segunda mitad del siglo VI a.C. todavía se recordaba el origen en el área tartésica de este pueblo (para una fecha del siglo VI a.C. de parte del material de la Ora Marítima de Avieno, cf. Schulten, 1922; Antonelli, 1998), lo que coincide con la colonización tartésica de esta zona que se plantea en este trabajo en un momento que aún no se puede fechar con precisión pero que debe ascender como mínimo a fines del siglo VII a.C., si no ya a fines del VIII, cuando se fechan las evidencias orientalizantes más antiguas en Lisboa ySantarém (Arruda, 2002, p. 120, 185-186).&lt;br /&gt;Este asentamiento de poblaciones de origen tartésico en las desembocaduras del Tajo y del Sado explica también la mención al camino que desde la península de Lisboa llevaba a las costas tartésicas en cuatro días (O. M. 179-180), una ruta que complementaba las comunicaciones en una zona donde el viaje por mar, aún siendo posible, es complicado ante la dificultad de doblar el cabo de San Vicente, además de proporcionar una ruta alternativa durante el invierno, época en la que se evitaba navegar en la Antigüedad.&lt;br /&gt;La razón del establecimiento de estas poblaciones en la Península de Lisboa sería principalmente comercial, como una estrategia más por el dominio de las rutas que comercializaban el estaño y otros metales por parte de las entidades políticas ubicadas en el valle del Guadalquivir, razón aducida también para justificar el interés fenicio en la zona (Arruda, 1993, p. 207-208, 2002, p. 100, 223).&lt;br /&gt;Sin embargo, otra razón hay que buscarla en la propia dinámica interna de las poblaciones tartésicas del bajo Guadalquivir y de la cuenca media del Guadiana, para las que se ha planteado que en el siglo VII a.C. se efectuaría una colonización agrícola de la tierra disponible dentro del marco de la aparición de núcleos verdaderamente urbanos en toda la zona, como sería el caso de Medellín en el curso medio del Guadiana, a causa de un proceso de marcado crecimiento demográfico (Almagro-Gorbea, 1990, p. 98-100, 1996, p. 67-68).&lt;br /&gt;De hecho, podemos estar ante lo que Ruiz Zapatero (1995, p. 33-34) denomina "modelo&lt;br /&gt;socioeconómico expansivo", definido por este investigador para explicar la expansión interna de los Campos de Urnas en la Península Ibérica. Así, la existencia de una nueva base subsistencial, que en la adaptación al área de Lisboa vendría dada por la adopción de introducción del cultivo de la vid y del olivo a la explotación agropecuaria del Bronce Final (Arruda, 2003, p. 208, 210, 215; Barros, Cardoso y Sabrosa, 1993, p. 166), una nueva organización social y un ritual funerario ligado al surgimiento de los primeros núcleos urbanos, como evidencian las necrópolis&lt;br /&gt;de la Cruz del Negro y Medellín (Almagro-Gorbea, 1996, p. 64), y nuevos desarrollos tecnológicos, que aquí habría que vincular a la generalización de la metalurgia del hierro y, posiblemente, de la plata (Barros, Cardoso y Sabrosa, 1993, p. 159), serían lo suficientemente atractivas como para ser adoptadas por las poblaciones locales. Todo ello con un estímulo externo no necesariamente importante en términos demográficos, procedente desde el valle medio del Guadiana (vid. el siguiente párrafo), aunque la adopción de los topónimos en -ipo y de la escritura tartésica&lt;br /&gt;en Alcácer do Sal sugiere incluso una sustitución lingüística que podría a su vez indicar un aporte demográfico importante.&lt;br /&gt;Dentro de esta dinámica expansionista se efectuaría el poblamiento de la península de Lisboa desde el codo del Guadiana, a través de la zona de Beja hasta las desembocaduras de los ríos Tajo y Sado. En este sentido, el proceso recordaría mucho a la expansión vilanoviana y a la colonización etrusca de la llanura del Po por parte de los etruscos desde el siglo VI a.C. (Torelli, 1996, p. 44; Bartoloni, 2001; Bonghi Jovino, 2001; Sassatelli, 2001), en un proceso estructuralmente semejante de creación y consolidación de los núcleos urbanos.&lt;br /&gt;De esta forma, se observa como sobre la población del Bronce Final caracterizada por las cerámicas con decoración bruñida propias de los estilos Lapa do Fumo y Alpiarça del valle del Tajo (Cardoso, 1995) se superpone ya en la Primera Edad del Hierro la llegada de un nuevo contingente demográfico, que tanto por su cultura material como por los topónimos usados deben ser consideradas tartésicas, que interaccionará con el sustrato local.&lt;br /&gt;Así, se observa la discontinuidad entre las fases II y III del cerro del Castillo de Alcácer do Sal (Tavares da Silva et al., 1980-1981, p. 170 y ss., 210-211), donde a un horizonte de cerámicas a mano del Bronce Final se superpone a fines del siglo VII a.C. un numeroso conjunto de cerámicas orientalizantes tanto bícromas como de barniz rojo que muestran evidentes relaciones con las documentadas en Medellín y en el área onubense.&lt;br /&gt;Esta cesura en el registro se observa igualmente en Almaraz, donde a un hábitat del Bronce Final con producciones cerámicas únicamente a mano se sobrepone otro con la misma cronología de inicio que Alcácer do Sal, fines del siglo VII a.C., con muestras evidentes de la llegada de una población alóctona a la zona considerada fenicia por Cardoso (1995, p. 52) pero que más bien habría que considera tartésica en función de la toponimia prerromana documentada en esta región portuguesa.&lt;br /&gt;El panorama está menos claro en Santarém, aunque parecen existir evidencias de un nivel del Bronce Final en la Alcáçova sobre el que se superponen a fines del siglo VIII a.C. los niveles con materiales orientalizantes de tipología fenicia y a mano propios del bajo Guadalquivir (Arruda, 2002, p. 223), aunque aún es difícil comprender cuál ha sido la dinámica del proceso. En su conjunto, parece asistirse a un proceso de "colonización" tartésica en el que se asimilará la población&lt;br /&gt;residente en la región en ese momento, dando lugar a la caracterización turdetana que va a poseer esta zona en las fuentes clásicas de los siglos I-II de la era.&lt;br /&gt;Sin embargo, es difícil discernir si este proceso de colonización se efectúo por vía marítima a través de las costas atlánticas o, por el contrario, se produjo por vía terrestre a través del valle medio del Guadiana, que ya desde el Bronce Final presenta una notable homogeneidad de materiales con la baja Andalucía, como evidencian el lote cerámico hallado en el teatro romano de Medellín (del Amo, 1973; Almagro-Gorbea, 1977, p. 102-104, figs. 48-49) y por otros hallazgos en la actual provincia de Badajoz (Enríquez Navascués, 1990; Rodríguez Díaz y Enríquez Navascués,&lt;br /&gt;2001, p. 112 y ss.).&lt;br /&gt;No obstante, la vía terrestre constituye actualmente la hipótesis más económica, aunque debería ser confirmada por nuevos hallazgos en la franja de territorio portugués que se extiende entre la curva del Guadiana, precisamente frontera en el Bronce Final entre las cerámicas con decoración bruñida interna y externa (Enríquez Navascués, 1990, p. 76-77, figs. 2 y 5; Rodríguez Díaz y Enríquez Navascués, 2001, p. 116), y la península de Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En este sentido, una etapa intermedia entre la desembocadura del Tajo y la cuenca media de este río, y quizá con la Extremadura, tal vez vendría marcada por el horizonte de la Edad del Hierro del yacimiento de Cachouça, aunque el material reseñado tras la una ocupación del Bronce Final parece señalar ya a un momento muy avanzado de la Primera Edad del Hierro, hacia mediados del siglo VI a.C., como sugieren las cuentas oculadas de vidrio, un amphoriskos del mismo material, una terracota quizá en forma de ave, una fíbula de apéndice caudal (¿tipo Acebuchal?)&lt;br /&gt;y los platos y cuencos de borde engrosado fabricados en cerámica gris a torno (Vilaça, 2000, p.175; Vilaça y Arruda, 2004, p. 23-24), lo que no permite enlazar con los materiales de los siglos VIII-VI A. C. excavados en Santarém, Almada y Lisboa.&lt;br /&gt;Todo ello llevaría a discutir finalmente la propuesta de otros investigadores de una migración precisamente desde estas áreas, Extremadura y el occidente de Portugal, hacia la baja Andalucía, ya porque ésta se hallaría despoblada (Belén y Escacena, 1992, p. 71), ya por la atracción económica ejercida desde el núcleo tartésico y que se vería plasmada en el área de distribución de las estelas extremeñas (Celestino, 1998, 2001, p. 276, 293). El proceso que se propone aquí es el contrario, con una expansión desde el área nuclear tartésica del bajo Guadalquivir en una primera&lt;br /&gt;fase hasta la baja Extremadura y, posteriormente, hasta las regiones del centro de Portugal seguramente con la intención tanto de aliviar las necesidades de una población en expansión como de controlar las rutas por las que se comercializaban los metales atlánticos.&lt;br /&gt;Por último, una dinámica similar puede plantearse también en la zona del valle medio del Tajo, donde también se fundarían colonias de poblamiento en lugares estratégicos de las principales rutas comerciales y vías de comunicación, explicándose así los materiales orientalizantes procedentes de Talavera la Vieja (Jiménez Ávila y González Cordero, 1999; Martín Bravo, 1999, p. 93-96, figs. 33-34) y del Cerro de la Mesa (Ortega y del Valle, 2004, p. 176-179), ambos situados en sendos vados del Tajo en las rutas que se dirigen hacia los pasos del Sistema central. Se trataría de una dinámica muy similar a la propuesta por Algaze (1993) para la expansión de Uruk&lt;br /&gt;en Mesopotamia durante el IV milenio a.C. con el control de las principales rutas de comunicación fuera del núcleo de las principales entidades políticas mediante puestos de avanzada que servirían como colonias de poblamiento y como lugar de control de los flujos comerciales, una táctica que se extiende a otras civilizaciones en el momento en que se está produciendo el surgimiento del estado (Algaze, 1993a).&lt;br /&gt;En definitiva, creo que se presenta un panorama coherente para una mejor comprensión&lt;br /&gt;de las dinámicas de las sociedades protohistóricas de la Primera Edad del Hierro del sudoeste de la Península Ibérica, que muestran un panorama mucho más integrado que el normalmente presentado y en el que se valora la iniciativa y las acciones de las poblaciones locales en un momento de intensa interacción con las poblaciones coloniales fenicias presentes en la zona desde un momento temprano del siglo IX a.C. o incluso anterior, según demuestran las nuevas evidencias documentadas en Huelva (González de Canales, Serrano y Llompart, 2004)."&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Adicionalmente, novos trabalhos e pesquisas têm vindo a revelar novos dados, não sem algumas surpresas igualmente interessantes. A quem interesse, creio ser indispensável a sua leitura:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novos dados sobre a ocupação pré-romana da cidade de Lisboa: as ânforas da sondagem n.º 2 da Rua de São João da Praça (2005) - JOÃO PIMENTA, MARCO CALADO, MANUELA LEITÃO:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ipa.min-cultura.pt/pubs/RPA/v8n2/folder/313-334.pdf" target="_new"&gt;http://www.ipa.min-cultura.pt/pubs/RPA/v8n2/folder/313-334.pdf&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fenicios en el Extremo Occidente: conflicto y violencia en el contexto&lt;br /&gt;colonial arcaico - CARLOS G. WAGNER (2005):&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ipa.min-cultura.pt/pubs/RPA/v8n2/folder/177-192.pdf" target="_new"&gt;http://www.ipa.min-cultura.pt/pubs/RPA/v8n2/folder/177-192.pdf&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mais recentes achados epigráficos do Castelo de S. Jorge, Lisboa - Amílcar Guerra (2006):&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ipa.min-cultura.pt/pubs/RPA/v9n2/folder/271-298.pdf" target="_new"&gt;http://www.ipa.min-cultura.pt/pubs/RPA/v9n2/folder/271-298.pdf&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ânforas romanas do Castelo de São Jorge (Lisboa) - João Pimenta/IPPAR (2005?):&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ipa.min-cultura.pt/pubs/TA/folder/41/" target="_new"&gt;http://www.ipa.min-cultura.pt/pubs/TA/folder/41/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A IMPORTAÇÃO DE ÂNFORAS DE PREPARADOS PÍSCICOLAS EM OLISIPO (SÉCULOS II-I A.C.). - João Pimenta/IPPAR (2006?):&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ceipac.gh.ub.es/biblio/Data/A/0517.pdf" target="_new"&gt;http://ceipac.gh.ub.es/biblio/Data/A/0517.pdf&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olisipo pré-romana. Um ponto da situação - Marco Calado (2006):&lt;br /&gt;&lt;a href="http://br.monografias.com/trabalhos3/olisipo-pre-romana/olisipo-pre-romana2.shtml" target="_new"&gt;http://br.monografias.com/trabalhos3/olisipo-pre-romana/olisipo-pre-romana2.shtml&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os portos na origem dos centros urbanos: contributo para a arqueologia das cidades marítimas e flúvio-marítimas em Portugal - Maria Luísa Pinheiro Blot:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ipa.min-cultura.pt/pubs/TA/folder/28" target="_new"&gt;http://www.ipa.min-cultura.pt/pubs/TA/folder/28&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-6193998039267650714?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/6193998039267650714/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' 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href="http://3.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/SfJKKazdrVI/AAAAAAAAAGA/TEwXxfSMs_g/s1600-h/wall_falls.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328402851987041618" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 260px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/SfJKKazdrVI/AAAAAAAAAGA/TEwXxfSMs_g/s400/wall_falls.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Alemanha, 1989&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/SfJNQmarkkI/AAAAAAAAAGI/9_Kg3F6BuAM/s1600-h/liberazione.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328406256718418498" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 384px; CURSOR: hand; HEIGHT: 309px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/SfJNQmarkkI/AAAAAAAAAGI/9_Kg3F6BuAM/s400/liberazione.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Itália, 1945&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/SfJO5I9L_0I/AAAAAAAAAGQ/g73z8knZsxA/s1600-h/france+1944.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328408052696350530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 321px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/SfJO5I9L_0I/AAAAAAAAAGQ/g73z8knZsxA/s400/france+1944.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; França, 1944&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/SfJTbEdO-dI/AAAAAAAAAGo/hfP4uzmgClA/s1600-h/caq63apartheid10.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328413033650649554" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 245px; CURSOR: hand; HEIGHT: 365px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/SfJTbEdO-dI/AAAAAAAAAGo/hfP4uzmgClA/s400/caq63apartheid10.jpg" border="0" /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/a&gt;África do Sul, 1990&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/SfJQwWImJhI/AAAAAAAAAGY/zFp-AEwXZ0U/s1600-h/28-AyoungRomaniansoldiercarriesagun.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328410100638295570" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 269px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/SfJQwWImJhI/AAAAAAAAAGY/zFp-AEwXZ0U/s400/28-AyoungRomaniansoldiercarriesagun.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Roménia, 1989&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/SfJRMm6cc5I/AAAAAAAAAGg/ImCpR7CmcYg/s1600-h/25+abril.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328410586178679698" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 286px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/SfJRMm6cc5I/AAAAAAAAAGg/ImCpR7CmcYg/s400/25+abril.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;Portugal, 1974 &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/tIsXmOHo7EA&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/tIsXmOHo7EA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-682133510304047103?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/682133510304047103/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=682133510304047103&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/682133510304047103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/682133510304047103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2009/04/la-liberte-eclairant-le-monde.html' title='&lt;em&gt;La liberté éclairant le monde&lt;/em&gt;'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/SfJH6PKMChI/AAAAAAAAAF4/nDhS5DpyfgQ/s72-c/statue-of-liberty-picture.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-2926334361500829172</id><published>2009-04-16T09:58:00.000+01:00</published><updated>2009-04-16T10:00:15.037+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História de Lisboa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Televisão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Igrejas de Lisboa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Baixa'/><title type='text'>Reportagem SIC: A história das igrejas da Baixa lisboeta</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;embed src="http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=" width="400" height="350" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;Fonte: SIC&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-2926334361500829172?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/2926334361500829172/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=2926334361500829172&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/2926334361500829172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/2926334361500829172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2009/04/reportagem-sic-historia-das-igrejas-da.html' title='Reportagem SIC: A história das igrejas da Baixa lisboeta'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-2048579218921977384</id><published>2009-04-15T23:30:00.000+01:00</published><updated>2009-04-15T23:30:55.250+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Português'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Time Out'/><title type='text'>Como disse? Oi?</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Já aqui recomendei a edição portuguesa da revista &lt;a href="http://delisboa.blogspot.com/2009/03/time-out.html"&gt;Time Out&lt;/a&gt;. Quanto aos guias turísticos da mesma editora, mal os conheço, mas aparentam qualidade mínima. No entanto, num dos seus guias sobre Lisboa, neste caso em português - edição brasileira em colaboração com o famoso jornal Estadão (S. Paulo) - encontrei esta "dica" que me deixou verdadeiramente atordoado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Evite falar em espanhol com os portugueses. [não estou a ver para quê, mas está certo] É melhor arriscar um inglês ou francês [oi? de certeza?], ou mesmo o português. [????????]"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recordo, o guia está em português, dirigido a leitores que falam o português (ainda que com outro sotaque e uma ou outra diferença mais). Afronta? Penso que não, terá sido apenas um caso (mais um) de tradução literal (e por isso descuidada) do inglês.&lt;br /&gt;É certo que o nosso sotaque não é fácil, no início, mas também duvido que o inglês ou o francês sejam alternativa prática...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica a brincadeira e uma saudação para os nossos primos de além-Atlântico...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-2048579218921977384?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/2048579218921977384/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=2048579218921977384&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/2048579218921977384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/2048579218921977384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2009/03/como-disse-oi.html' title='Como disse? Oi?'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-3583692060241040007</id><published>2009-04-10T01:36:00.004+01:00</published><updated>2009-04-10T01:42:02.370+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O blogue na Imprensa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Destak'/><title type='text'>De Lisboa no Destak</title><content type='html'>Foi na &lt;a href="http://www.destak.pt/docs/909/lisboa.pdf"&gt;edição do passado dia 30 de Março &lt;/a&gt;que o jornal Destak deu destaque a este modesto espaço, em rubrica dedicada aos blogues de Lisboa (recomenda-se):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/Sd6UsObQQxI/AAAAAAAAAFo/C2bUu5T5tS0/s1600-h/destakdelisboa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5322855297106068242" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 383px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/Sd6UsObQQxI/AAAAAAAAAFo/C2bUu5T5tS0/s400/destakdelisboa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Obrigado!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-3583692060241040007?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/3583692060241040007/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=3583692060241040007&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/3583692060241040007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/3583692060241040007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2009/04/de-lisboa-no-destak.html' title='De Lisboa no Destak'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/Sd6UsObQQxI/AAAAAAAAAFo/C2bUu5T5tS0/s72-c/destakdelisboa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-763908928124727695</id><published>2009-03-23T00:16:00.003Z</published><updated>2009-03-23T00:21:03.567Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tomáz da Silva'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São José'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nossa Senhora da Anunciada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Igrejas de Lisboa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Domingos Parente da Silva'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='José Luís Monteiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Santo Antão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Agostinhos'/><title type='text'>Igrejas de Lisboa (II): Igreja Paroquial de S. José ou da Anunciada</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Dois anos depois, retomo a projectada série de artigos sobre as Igrejas de Lisboa, até hoje resumida a uma entrada apenas, da &lt;a href="http://delisboa.blogspot.com/2007/05/igrejas-de-lisboa-s-jos-dos.html"&gt;Igreja de São José dos Carpinteiros&lt;/a&gt;. Desta vez passo a outra Igreja da mesma freguesia (relacionada com a anterior, como veremos), não muito longe da primeira, ao Largo da Anunciada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de uma Igreja relativamente "recente" (final do Século XIX), não classificada (ao que sei), e sobre a qual o interessante "sítio" da &lt;a href="http://www.jf-sjose.pt/"&gt;Junta de Freguesia de S. José&lt;/a&gt; é praticamente o único que nos oferece informação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;Construída pela irmandade do Santíssimo Sacramento para sede da paróquia que desde 1567 estivera na igreja de S. José dos Carpinteiros. A sua construção iniciou-se em 1863, ficando concluída em 1883. De um projecto de Tomás da Fonseca, e alterado em 1868 por Domingos Parente, é uma igreja sem nave. A Parente se deve a fachada lateral de três corpos sobre a Rua de S. José. A partir de 1881 a obra passou para a direcção de José Monteiro até à sua conclusão. O resultado final tem pouco a ver com o projecto original.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316166423631958610" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/ScbRMi9xElI/AAAAAAAAAE4/mjGn41muJXg/s400/s.+jose+anunciada+2.jpg" border="0" /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A igreja foi construída no local onde estivera o mosteiro dos frades Agostinhos, que em 1539 o cederam por troca às freiras Dominicanas da Nossa Senhora da Anunciada, que se transferiram para este local da sua primitiva fundação na Costa do Castelo, e que ficou completamente arruinado pelo terramoto de 1755.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a instalação das freiras Dominicanas de Nossa Senhora da Anunciada, o nome destas passou ao local onde se situava o mosteiro, e à rua que junto dele seguia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse local foi marcado, no Plano de divisão das freguesias de 1770, no sítio da arruinada igreja do mosteiro e como o terreno pertencia às freiras deste mosteiro, que, tendo-se transferido depois do terramoto para o convento de Sta. Joana, formando com outras a comunidade de freiras desta invocação, a irmandade do S. Sacramento, erecta na freguesia de S. José comprou-o às freiras, por escritura de 25 de Maio de 1765.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316166420637036114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 255px; HEIGHT: 340px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/ScbRMXzuLlI/AAAAAAAAAEw/jGzqpLz6tBY/s400/s.+jose+anunciada+1.jpg" border="0" /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Igreja foi projectada em 1793, tendo o arquitecto António Fernandes Rodrigues feito um aparatoso projecto que não se executou por demandar grandes despesas. Fez-se depois um novo projecto, que não sendo tão custoso, era contudo elegante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começou-se então a construção da nova igreja, mas as obras caminharam com tão pequeno entusiasmo durante todo um século que só em 1862 ou 1863, segundo consta, é que receberam maior impulso, sem que todavia lograssem a conclusão do templo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1883, apesar dos trabalhos não estarem concluídos, pois faltava ainda construir o corpo da igreja e o coro, foi benzida em 12 de Agosto e para ali se transferiu a freguesia a 15 de Agosto do referido ano de 1883, ficando a antiga igreja de S. José entregue à sua irmandade, continuando ali a exercer-se o culto. Parece que divergências que se deram entre esta irmandade e do Santíssimo abreviaram a mudança da Freguesia.&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como pontos de interesse, ficamos a saber que no local já teriam existido outros edifícios religiosos, primeiro de frades Agostinhos, depois das Irmãs Dominicanas da Nossa Senhora da Anunciada - invocação que sobreviveria, ficando o mosteiro completamente arruinado pelo terramoto de 1755. Dos Agostinhos Descalços de Santo Antão ficou a evocação deste último Santo, no nome da Porta (da Cerca Fernandina) que existiu, mais abaixo (uma vez que, à saída da muralha, no Século XV, o mosteiro era o primeiro e solitário edifício, como se pode ver em gravuras da época), bem como na actual rua (já que, das Portas, pouco resta).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316166423068596130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 258px; HEIGHT: 275px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/ScbRMg3c16I/AAAAAAAAAFA/ldsYGDteJPg/s400/santoantao.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Porta chamada de Santo Antão, para além da qual estão as hortas... e, embora não assinalado nas diversas vistas da cidade (esta, a editada por G. Braun), muito provavelmente, o mosteiro de Santo Antão (ao centro no topo da imagem)...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Ainda em época pombalina passou o terreno para a posse da Irmandade do Santíssimo Sacramento, sendo no entanto necessários cerca de 120 anos para a abertura ao culto da Igreja para ali pensada e desejada. À primeira vista parecerá intrigante e misterioso, mas a própria reconstrução pombalina (sob a qual a reconstrução de muitas igrejas teria de ser custeada pelas paróquias e seus fiéis), as invasões francesas, a Guerra Civil e o Liberalismo... explicam em boa medida o atraso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como arquitectos são referidos Domingos Parente e José Monteiro, nomes que encontramos associados a um outro edifício da cidade, mais afamado: o da Câmara Municipal de Lisboa, inaugurado três anos antes (após destruição por incêndio do edifício de Eugénio dos Santos, em 1863). &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-763908928124727695?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/763908928124727695/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=763908928124727695&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/763908928124727695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/763908928124727695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2009/03/igrejas-de-lisboa-igreja-paroquial-de-s.html' title='Igrejas de Lisboa (II): Igreja Paroquial de S. José ou da Anunciada'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/ScbRMi9xElI/AAAAAAAAAE4/mjGn41muJXg/s72-c/s.+jose+anunciada+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-4000813676578468104</id><published>2009-03-19T23:25:00.003Z</published><updated>2009-03-19T23:32:02.106Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Exposição'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arquivo Fotográfico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fototipias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arquivo Municipal de Lisboa'/><title type='text'>Fototipias - Exposição no Arquivo Fotográfico Municipal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315044148868155234" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; HEIGHT: 213px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/ScLUfjrOB2I/AAAAAAAAAEo/QCffEQZaVr4/s400/fototipias.jpg" border="0" /&gt;&lt;blockquote&gt;O Arquivo Municipal de Lisboa - Arquivo Fotográfico inaugura no próximo dia 24 de Março, às 18:30, a exposição Fototipias, com o trabalho inédito do fotógrafo amador António Machado de Mendia (1880-1933), 27 paisagens, na sua maioria realizadas no País Basco (colecção particular). São igualmente expostos trabalhos de vários fotógrafos do espólio Eduardo Portugal (1900-1958) doado ao Arquivo em 1991: Domingos Alvão, Silva Nogueira, Francesco Rochinni e outros, em actividade no final do século XIX e primeira metade do século XX, que utilizaram a fototipia como processo de impressão dos seus trabalhos e na realização de edições e exposições.&lt;br /&gt;A fototipia foi um processo de impressão fotomecânico, comercializado a partir de 1868, que permite imprimir muitas provas a partir da mesma matriz, com excelente reprodução dos meios-tons, detalhe minucioso nas sombras e a aparência de fotografias reais. A rede deste processo fotomecânico, irregular, é dificilmente perceptível à vista desarmada, pelo que a semelhança com as provas fotográficas é notável.&lt;br /&gt;A exposição tem também uma componente didáctica, em que são apresentados ao público outros processos de impressão fotomecânicos, materiais e processos de fabrico, suas características técnicas e pistas para a sua identificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcação de visitas guiadas&lt;br /&gt;Serviço educativo: Paula Figueiredo: paula.cunca@cm-lisboa.pt  Alexandra Nunes: alexandra.nunes@cm-lisboa.pt&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Horário:&lt;br /&gt;De terça-feira a sexta-feira, das 10. 00h às 18.30h - 1.º e 3.º Sábados de cada mês das 10.00h às 17.15h&lt;br /&gt;Encerrado: segundas, domingos e feriados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como chegar:&lt;br /&gt;Arquivo Municipal de Lisboa/Arquivo Fotográfico&lt;br /&gt;Rua da Palma, 246&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Metro - Martim Moniz/Intendente  Autocarro - 708, 40&lt;br /&gt;Eléctrico - 28&lt;/blockquote&gt;No &lt;a href="http://arquivomunicipal.cm-lisboa.pt/"&gt;Arquivo Municipal de Lisboa&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-4000813676578468104?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/4000813676578468104/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=4000813676578468104&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/4000813676578468104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/4000813676578468104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2009/03/fototipias-arquivo-fotogr.html' title='Fototipias - Exposição no Arquivo Fotográfico Municipal'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/ScLUfjrOB2I/AAAAAAAAAEo/QCffEQZaVr4/s72-c/fototipias.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-3529114412125047796</id><published>2009-03-17T14:45:00.013Z</published><updated>2009-03-18T10:19:35.399Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Forte de Monsanto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Topografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vistas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Castelo de São Jorge'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Graça'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Senhora do Monte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Miradouros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estabelecimento Prisional de Monsanto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Monsanto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Parque Florestal de Monsanto'/><title type='text'>Qual é o sítio mais alto de Lisboa?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Qual é, na topografia da cidade (excluindo construções), o ponto mais alto de Lisboa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para muita gente (sobretudo turistas), será o Castelo de São Jorge. É verdade, mas só em parte. Provavelmente será o sítio mais alto... que alguma vez visitaram em toda a cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tão conhecido e muito menos afamado (injustamente) é o Monte de S. Gens, onde está o Miradouro da Senhora do Monte (bem como a Capela ou Ermida da mesma invocação). Segundo as fontes que consultámos pela internet fora, este recôndito miradouro (com uma das melhores vistas, senão a melhor da cidade) supera a antiga "acrópole" em altura, e é mesmo o sítio mais alto... da parte histórica de Lisboa. E como tal - mas não só - será talvez o mais alto dos que vale a pena visitar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sequência, mais adiante, temos a Penha de França, que parece-me superar os anteriores, mas também não é o ponto mais alto de Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; width: 320px; height: 227px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/Sb-_d5DCOJI/AAAAAAAAAEQ/fOYXwRFQ_Kg/s320/s+gens.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314176605571135634" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;O sítio mais alto do Concelho de Lisboa, sem margem para discussão, é o alto de Monsanto... no local onde se encontra actualmente o Estabelecimento Prisional, antigo Forte de Monsanto. 227 metros de altitude, medida modesta no que a serras diz respeito, mas suficiente para o domínio de Lisboa.&lt;br /&gt;Mercê da topografia da "serra", do parque florestal ali plantado, bem como da vizinhança de outra zona alta, no outro lado Vale de Alcântara (altos de Campolide, Campo de Ourique), as vistas são limitadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 262px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/Sb-_vZCQS_I/AAAAAAAAAEY/nrMxl0eANJA/s320/lisboa_topografia.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314176906215574514" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja possível visitar o Centro Emissor de Monsanto (mas não tenho a certeza). De qualquer forma, para os apreciadores de vistas "em altura", posso garantir que a vista do cimo dos edifícios das Amoreiras (o "shopping" de Tomás Taveira) é deslumbrante, magnífica...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 238px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/Sb_neZcSuJI/AAAAAAAAAEg/o-Zr-Hr0EsQ/s320/fortemonsanto.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314220594732120210" border="0" /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;No "tecto" de Lisboa - O Forte de Monsanto no princípio do Século XX&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;Fontes:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://lisboainteractiva.cm-lisboa.pt/"&gt;Lisboa Interactiva - CML&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://arquivomunicipal.cm-lisboa.pt/"&gt;Arquivo Municipal de Lisboa&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-3529114412125047796?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/3529114412125047796/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=3529114412125047796&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/3529114412125047796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/3529114412125047796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2009/03/qual-e-o-sitio-mais-alto-de-lisboa.html' title='Qual é o sítio mais alto de Lisboa?'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/Sb-_d5DCOJI/AAAAAAAAAEQ/fOYXwRFQ_Kg/s72-c/s+gens.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-3572677431915704331</id><published>2009-03-12T10:34:00.005Z</published><updated>2009-03-12T11:06:21.204Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lagartagis'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jardim Botânico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Borboletas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Borboletário'/><title type='text'>Reabertura do Lagartagis</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5312249936807068642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 308px; HEIGHT: 231px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/SbjnLAl6A-I/AAAAAAAAAD4/t_f3zh_txmw/s320/lagartagis.bmp" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais uma razão para (re)visitar o Jardim Botânico de Lisboa: após algumas dificuldades, vai reabrir o Borboletário - Lagartagis!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É este programa, para o dia 21 de Março (Sábado):&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;Reabertura Lagartagis&lt;br /&gt;Borboletas de volta a Lisboa!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reabertura Lagartagis&lt;br /&gt;21 de Março 2009&lt;br /&gt;Dia Aberto no Lagartagis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Programa&lt;br /&gt;Encontro na Escadaria Principal do Jardim Botânico, 15h&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A PARTIR DAS 15H ATÉ ÀS 17H&lt;br /&gt;Inauguração do Stand «Como fazer um Jardim de Borboletas»&lt;br /&gt;(venda de plantas envasadas e «instruções a seguir»)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANIMAÇÕES PARA CRIANÇAS E BORBOLETAS&lt;br /&gt;a) Pinturas Faciais&lt;br /&gt;b) Pinturas com Aguarelas e Sal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VISITAS GUIADAS À ESTUFA (a partir das 15h30, de 15' em 15')&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LANCHE «Comida de Borboletas»&lt;br /&gt;a) Espetadas de Fruta&lt;br /&gt;b) Chá frio adocicado com Mel&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como se vê, será uma boa alternativa para as crianças passarem uma boa tarde de Sàbado. Não as deixe em casa!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ligações:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://static.publico.clix.pt/borboletasnaweb/" target="_blank"&gt;Borboletas na Web - Lagartagis&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.tagis.org/" target="_blank"&gt;Tagis - Centro de Conservação das Borboletas de Portugal&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.jb.ul.pt/" target="_blank"&gt;Jardim Botânico de Lisboa&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-3572677431915704331?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/3572677431915704331/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=3572677431915704331&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/3572677431915704331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/3572677431915704331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2009/03/reabertura-do-lagartagis.html' title='Reabertura do Lagartagis'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/SbjnLAl6A-I/AAAAAAAAAD4/t_f3zh_txmw/s72-c/lagartagis.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-2817286143964118764</id><published>2009-03-09T15:54:00.008Z</published><updated>2009-03-09T16:30:37.956Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História de Lisboa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Santa Justa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Afonso Henriques'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Vicente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Moçárabes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Gens'/><title type='text'>São Vicente, a polémica</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não é de agora a polémica em título. Em boa verdade, tem mais de 800 anos e há muito que estaria esquecida, não fosse pelos documentos... e por quem a eles se dedica, como o faz Pedro Picoito no artigo &lt;a href="http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA4/medievalista-picoito.htm" target="_blank"&gt;A Trasladação de S. Vicente.&lt;br /&gt;Consenso e Conflito na Lisboa do século XII&lt;/a&gt;, publicado no nº 4 da revista &lt;a href="http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA4/index.htm" target="_blank"&gt;Medievalista&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez mais uma leitura atenta, numa nova perspectiva, revela "surpresas".&lt;br /&gt;Os lisboetas, moçárabes, antes hispano-romanos, depois da dominação de árabes e visigodos, conhecem um novo dominador. É Portugal que chega... (parece publicidade a um novo livro, é bem verdade que daria um dos bons).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Medievalista é publicada pelo &lt;a href="http://www2.fcsh.unl.pt/iem/" target="_blank"&gt;Instituto de Estudos Medievais&lt;/a&gt;, da &lt;a href="http://www.fcsh.unl.pt/" target="_blank"&gt;Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa&lt;/a&gt;, sob a direcção de José Mattoso. O artigo que referimos não é, obviamente, o único a merecer atenção.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5311221826944831570" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 197px; CURSOR: hand; HEIGHT: 255px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/SbVAHI5ZEFI/AAAAAAAAADw/L4jY3TPS0hQ/s320/svicente09.bmp" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-2817286143964118764?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/2817286143964118764/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=2817286143964118764&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/2817286143964118764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/2817286143964118764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2009/03/sao-vicente-polemica.html' title='São Vicente, a polémica'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/SbVAHI5ZEFI/AAAAAAAAADw/L4jY3TPS0hQ/s72-c/svicente09.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-2914440533702213212</id><published>2009-03-03T21:51:00.001Z</published><updated>2009-03-03T21:52:07.163Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sant Vicent Màrtir'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Valência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Vicente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='San Vicente Martir'/><title type='text'>São Vicente, Lisboa e Valência</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Foi em 2006 que aqui publiquei uma &lt;a href="http://delisboa.blogspot.com/2006/04/so-vicente-aqui-e-ali.html" target="_blank"&gt;curta referência&lt;/a&gt; sobre a(s) lenda(s) de S. Vicente, após ter visitado a agradabilíssima cidade de Valência (Espanha). Já naquela ocasião surgiram comentários oportunos (sublinhando por exemplo a incompreensível falta de "aproveitamento" a vários níveis, em Lisboa, relativamente a São Vicente). Há dias poucos dias atrás, porém, recebi este outro, de manifesto interesse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;La Asociación VIA VICENTIUS VALENTIAE , que presido , está recuperando un camino histórico de Roda de Isábena a Valencia que rememora los pasos de San Vicente Mártir , patrón de Lisboa y Valencia, cuando en el siglo IV fue apresado en Zaragoza junto al Obispo Valero por los soldados romanos enviados por el Cónsul Daciano y trasladado a Valencia para sufrir martirio ante la negativa a renunciar a su fe. Así la difusión del conocimiento de este hecho provocó en los siglos siguientes una corriente de peregrinaciones desde toda Europa hasta Valencia para visitar los restos del mártir en San Vicente de la Roqueta , convirtiéndose este fenómeno en algo muy anterior a las peregrinaciones medievales a Santiago de Compostela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos los detalles del Camino de San Vicente Mártir, que discurre desde Roda de Isábena, hasta Traiguera, donde enlaza con la antigua Via Augusta hasta llegar a Valencia en un camino de unos 750 km , y multitud de aspectos históricos y leyendas del santo pueden consultarse en las webs que la asociación ha creado en Internet: &lt;a href="http://www.caminodesanvicentemartir.es/" target="_blank"&gt;http://www.caminodesanvicentemartir.es&lt;/a&gt; y &lt;a href="http://viavicentius.blogspot.com/" target="_blank"&gt;http://viavicentius.blogspot.com&lt;/a&gt;. En ellas, junto a la información práctica como mapas y perfiles de la ruta, el peregrino puede acceder a consejos para caminantes, un foro especializado y abundantes datos sobre la biografía de San Vicente Mártir y el arte o la arquitectura dedicados al Santo, además de consultar la Carta Vicentina y el Libro de Peregrinos, e incluso obtener la Credencial Vicentina. Asimismo realizamos reportajes , videos y artículos que pretenden difundir la historia del santo. Se insiste particularmente en la idea de que este es un gran proyecto de recuperación histórica que queda al servicio de la sociedad con aspectos tan maravillosos como son las peregrinaciones ,el senderismo , el cicloturismo y la recuperación del tránsito por pueblos olvidados y de la misma Via Augusta como parte de su trayecto. Quedo a vuestra más absoluta disposición para aportar nuestro granito de arena en el conocimiento de nuestra historia . Un saludo afectuoso.&lt;br /&gt;Salvador Raga Navarro PRESIDENTE Asociación VIA VICENTIUS VALENTIAE - VIA ROMANA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.caminodesanvicentemartir.es" target="_blank"&gt;http://www.caminodesanvicentemartir.es&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://viavicentius.blogspot.com/" target="_blank"&gt;http://viavicentius.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;É de referir que não naqueles espaços vizinhos não faltam referências ao "vicentismo" da nossa cidade!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-2914440533702213212?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/2914440533702213212/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=2914440533702213212&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/2914440533702213212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/2914440533702213212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2009/03/s.html' title='São Vicente, Lisboa e Valência'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-713428473920648302</id><published>2009-03-01T22:05:00.004Z</published><updated>2009-03-01T22:26:35.218Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Revista'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Time Out'/><title type='text'>Time Out</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nasceu há 40 anos como pequeno guia da vida cultural da cidade de Londres. Hoje, para além de dezenas de guias para o turista, é revista com versões para 24 outras cidades do Mundo, entre as quais Lisboa. O formato é importado, bem como o nome, mas vem ganhando leitores assíduos. Já sou um deles.&lt;br /&gt;Há questões de gosto, mas pelo menos em termos de informação sobre a vida cultural e de lazer da cidade de Lisboa, penso que é uma publicação que já fazia falta a cidade. Falo da &lt;a href="http://www.timeout.pt/" target="_blank"&gt;Time Out Lisboa&lt;/a&gt;, revista semanal que na sua versão online ("beta") apregoa assim: "Descubra o que fazer em Lisboa. Incluindo Teatro, Cinema, Arte, Musica, Desporto, Festivais, Atracções, Restaurantes, Bares e Discotecas".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5308348238956392722" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 133px; CURSOR: hand; HEIGHT: 177px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/SasKmTcQ8RI/AAAAAAAAADg/OSM-7fOZxew/s320/Capa_TimeOut74.jpg" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-713428473920648302?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/713428473920648302/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=713428473920648302&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/713428473920648302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/713428473920648302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2009/03/time-out.html' title='Time Out'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/SasKmTcQ8RI/AAAAAAAAADg/OSM-7fOZxew/s72-c/Capa_TimeOut74.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-6421808089600741336</id><published>2009-02-28T18:23:00.002Z</published><updated>2009-02-28T18:31:37.770Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Caldas da Rainha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Museus'/><title type='text'>O DL recomenda: Museu José Malhoa</title><content type='html'>Não fica em Lisboa, mas está a um "salto". Reabriu em Dezembro de 2008, renovado e com novo espólio. Vale bem a pena visitar o "novo" &lt;a href="http://mjm.imc-ip.pt/" target="_blank"&gt;Museu José Malhoa&lt;/a&gt;, nas Caldas da Rainha.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Bravo!&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-6421808089600741336?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/6421808089600741336/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=6421808089600741336&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/6421808089600741336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/6421808089600741336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2009/02/o-dl-recomenda-museu-jose-malhoa.html' title='O DL recomenda: Museu José Malhoa'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-4748262314588630593</id><published>2009-02-28T18:13:00.008Z</published><updated>2009-03-01T22:30:17.641Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Museu de História Natural'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jardim Botânico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Museus'/><title type='text'>O DL recomenda: Museu de História Natural</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Visitei, gostei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 230px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/SasMW4NV6LI/AAAAAAAAADo/eT9OuBoxID8/s320/allosaurus.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5308350172971264178" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrarão mais informações no sítio do &lt;a href="http://www.mnhn.ul.pt/" target="_blank"&gt;Museu de História Natural&lt;/a&gt;. Não esquecer os Museus ali alojados e o Jardim Botânico, a não falhar na visita (como não falhei). Quando por lá estiver, entre vegetação exótica, verdes recantos... não se esqueça onde verdadeiramente está - em plena cidade!&lt;br /&gt;É património que merece o melhor apoio - o do público.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-4748262314588630593?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/4748262314588630593/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=4748262314588630593&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/4748262314588630593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/4748262314588630593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2009/02/recomendo-museu-de-historia-natural.html' title='O DL recomenda: Museu de História Natural'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/SasMW4NV6LI/AAAAAAAAADo/eT9OuBoxID8/s72-c/allosaurus.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-5913790088499256735</id><published>2009-02-18T10:04:00.007Z</published><updated>2009-03-03T21:54:05.552Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Toponímia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Belém'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Restelo'/><title type='text'>Restelo</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/SZyWWIJAUgI/AAAAAAAAADI/mqLwp7LwY3A/s1600-h/torrebelem1900.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5304279768022143490" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 237px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/SZyWWIJAUgI/AAAAAAAAADI/mqLwp7LwY3A/s320/torrebelem1900.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Torre de Belém... ou Baluarte do Restelo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É graças à minha filiação "clubística" que nutro especial carinho por esta zona da cidade (embora nunca lá tenha vivido), ao estudo da qual já dediquei algumas linhas, noutro espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual é a origem do nome? E afinal, o que é o Restelo? Será descabida esta última questão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde há várias décadas que o Restelo é reconhecido – pelo menos aos olhos do cidadão “comum” – como sendo a zona a Norte e Oeste de Belém, ocupada maioritariamente por vivendas e condomínios, e por isso tida como “nobre” ou de “luxo” (actual ou datado). O Estádio do meu Belenenses, baptizado “do Restelo”, acaba por demarcar o extremo a sudoeste dessa zona. Abaixo e para nascente, seguindo a Rua de Belém, ninguém duvida que está Belém, frente ao Tejo, sobre antiga praia.&lt;br /&gt;No fundo, a criação da Freguesia de São Francisco Xavier veio dar mais algum sentido a esta separação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, se olharmos para a história – para a origem – nem tudo é assim tão claro. Que o nome de Belém se deve à invocação de Santa Maria de Belém, no e pelo Mosteiro dos Jerónimos, bem como pelo templo Henriquino que o precedeu, é facto que não merece muitas dúvidas. Mas, que a própria zona do actual Mosteiro, frente ao rio, era conhecida como “praia do Restelo”, também é facto, também antigo e bem documentado (entre outros, pelo grande Fernão Lopes).&lt;br /&gt;Temos então que, se o Restelo e Belém não são afinal a mesma coisa, pelo menos Belém acabou por ser uma parte do Restelo que ganhou nome e fama próprios.&lt;br /&gt;Se atendermos à hipótese mais conhecida e consensual quanto à origem daquela toponímia, faz-se um pouco mais de luz sobre esta “transição”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em página da Paróquia de Santa Maria de Belém podemos ler que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Em meados do século XV, o Infante D. Henrique mandou ampliar uma pequena ermida que tinha sido fundada, na zona do Restelo, junto ao Tejo, sob a invocação de Nossa Senhora da Estrela, protectora dos navegantes. Enriquecendo o sentido da primeira invocação, o Infante dedicou a nova Igreja a Santa Maria de Belém.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim se entende a ligação com a história da Natividade de Jesus Cristo, por intermédio da Estrela, a dos Reis Magos, mas também de Maria, mãe de Jesus, ela própria Estrela dos Mares, guia e protectora dos navegantes. Estes nomes e símbolos têm sido objecto de interpretação de várias correntes e “ciências”, ditas da “mística”, do “oculto”, na convicção de que escondem significados só acessíveis a uns. Sendo de interesse, são áreas do conhecimento que não domino minimamente – sobre as quais não posso elaborar muito, portanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, no site da Agência Ecclesia, da Igreja Católica Portuguesa, encontramos mais elementos de interesse para a nossa questão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O nome deste lugar [Restelo], um povoado modesto mas estrategicamente vocacionado para (ante)porto de Lisboa, confunde-se com o desse primitivo santuário dedicado a Nossa Senhora da Estrela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A interpretação mística é directa: Nossa Senhora era a luz para os navegantes que desejavam entrar sem perigo na barra de Lisboa; a Estrela evocava o misterioso astro que conduziu os Magos. E quando o Infante D. Henrique mandou edificar no Restelo essa igreja dedicada a Nossa Senhora de Belém, não foi o local do nascimento de Cristo que quis evocar – o presépio aonde acorreram os pastores e os anjos deram glória a Deus – mas antes o ponto de encontro das gentes com Cristo, Sacerdote, Profeta e Rei, para o qual se dirigiram aquelas três personagens míticas e ofereceram ouro, incenso e mirra.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esquecendo propositadamente as outras questões, encontramos agora e finalmente uma justificação, geralmente aceite, para o nome “Restelo”: surgiu por corrupção de Estrela (ou de “SenhoRa-Estrela”). Bem próxima anda outra hipótese, muito semelhante (por conotações marinheiras mas também espirituais), pela qual a origem se deve à palavra “Setestrelo”, que se refere à constelação da Ursa Maior, muito importante para quem queira encontrar a Estrela do Norte, guia dos navegantes (isto no Hemisfério Norte, obviamente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/SZ3kRM3un9I/AAAAAAAAADQ/tanj4d-6q2E/s1600-h/estadiorestelolisboa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5304646920276189138" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/SZ3kRM3un9I/AAAAAAAAADQ/tanj4d-6q2E/s320/estadiorestelolisboa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Estádio do Restelo... casa d'Os Belenenses&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ninguém ou mesmo nada sou para pôr em causa aquela primeira hipótese (“Senhora da Estrela”), que é em quase todos os seus aspectos bem plausível e “encaixa” perfeitamente numa miríade de sentidos, mais claros ou mais obscuros. No entanto, creio que encontrei (ou redescobri?) uma alternativa, no mínimo, muito interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alternativa em questão pouco ou nada remete para o religioso ou espiritual, nem tão-pouco para as obras régias. Fica bem, isso sim, ao lado de uma Junqueira ou de Pedrouços, topónimos de fácil e óbvia interpretação. Por outro lado, a suposição de corrupção de uma outra palavra, ainda que possa ser também antiga (embora não tanto como a lenda de Ulisses em Lisboa), é algo que merece algumas reservas, sobretudo tratando-se de nomenclatura religiosa (será assim tão aceitável, passar de “Senhora da Estrela” para “Restelo”?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque se dizia e escrevia “Rastelo” ou “Rastello”, palavra essa que tinha (e tem) outro significado em português… e que sobrevive, precisamente, na palavra “restelo”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos o que nos diz este texto, sobre os famosos “12 trabalhos” do linho (Museu da Agricultura de Fermentões):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“(…) [sobre o acto de] assedar: depois de limpas as impurezas as fibras são separadas por cumprimentos e espessuras. As mais longas e finas formam o linho, as mais curtas e grosseiras, a estopa. Para isso usam-se os sedeiros, instrumentos com dentes de aço finos e serrados, nos quais se passam as estrigas de linho. A estopa que fica, antes de ser fiada tem que se submeter a outra operação. Em manadas a estopa é passada no restelo, uma espécie de pente largo de madeira com dentes de aço grandes e pontiagudos. Depois de ‘penteada’ a estopa está pronta a ser fiada.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, o que nos diz o dicionário Priberam:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Restelo: rastelo; azeitonas caídas no chão antes de varejadas, ou espalhadas por descuido dos ranchos [possível mas improvável, no nosso caso].&lt;br /&gt;Rastelo: fieira de dentes de ferro por onde se passa o linho para se lhe tirar a estopa; grade com dentes de pau, para aplanar a terra lavrada;&lt;br /&gt;Da mesma maneira existem os verbos “restelar” ou “rastelar”, cujo acto por sua vez dá origem ao substantivo “restelo” ou “rastelo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Note-se que, no Brasil, a palavra “restelo” surge muitas vezes associada ao significado acima referido para “rastelo”, como utensílio agrícola ou de jardinagem. Aliás, não é invulgar que o camoniano “Velho do Restelo” passe, ainda que só por sugestão… por jardineiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda na área do português, ou melhor, do galego-português, encontramos também matéria interessante. Os significados que encontramos no português, relativos ao trabalho do linho, encontramo-los também no galego actual, em palavras semelhantes: “rastrelo” ou “restrelo”. Variações que, curiosa e precisamente, também chegaram a ser utilizadas pelos cronistas portugueses para designar o “nosso” Restelo.&lt;br /&gt;Mas há mais ainda, falando da Galiza: também lá, na zona de Finisterra, há uma praia do Restrelo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, tendo o mesmo significado, não será a origem a mesma, ligada ao trabalho do linho?&lt;br /&gt;Ou será a origem a mesma, mas a outra, se atendermos ao Campus Stellae (de Compostela)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda hipótese parece-me claramente arriscada, embora sedutora, sobretudo se enveredarmos pela descoberta de subtis e complexos significados (como os que se escondem nos mais elaborados traços dos Jerónimos, ao que parece).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à primeira hipótese, fica por explicar um aspecto essencial. Se o nome daquelas praias se deve ao linho… como e porquê?&lt;br /&gt;É uma conjectura, mas com pistas promissoras: quer na região da Galiza em causa, quer no “nosso” Restelo, a plantação e tratamento do linho eram de facto actividades comuns, favorecidas pela proximidade de grandes massas de água (a humidade, ao que vim a saber, é factor importantíssimo). Para além disso, ainda hoje podemos encontrar, entre a Rua de Belém e a Rua Vieira Portuense, uma “Travessa das Linheiras” (fiel à tradição local de associar a toponímia a ofícios e indústrias – Travessa dos Ferreiros, Travessa das Galinheiras…)!&lt;br /&gt;Considerando ainda que aquelas casas e ruas são, na sua grande maioria, quinhentistas, temos assim uma referência bem antiga, que por sua vez poderá remeter para épocas mais remotas (lembro por exemplo a popularidade do linho entre os árabes, bem como, por altura da sua ocupação, o facto de o Restelo ter sido uma zona eminentemente rural e agrícola).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E estariam então ali as linheiras, à vista da praia, a separar a estopa do linho… ocupadas com o seu “restelo”? E como poderiam não sabê-lo príncipes, clérigos e cronistas? Poderiam muito bem, penso eu, na mesma medida em que o próprio povo esqueceu e esquece a(s) origem(s).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fontes:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.priberam.pt/"&gt;Priberam&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.paroquia-smbelem.pt/SMBelem_Guiao_visita_Jeronimos.htm"&gt;Paróquia de Santa Maria de Belém&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.agencia.ecclesia.pt/ecclesiaout/snpcultura/vol_coro_santa_maria_belem.html"&gt;Agência Ecclesia&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.geira.pt/MaFermentoes/Tema1/direita.html"&gt;Museu Agrícola de Fermentões&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-5913790088499256735?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/5913790088499256735/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=5913790088499256735&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/5913790088499256735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/5913790088499256735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2009/02/restelo.html' title='Restelo'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/SZyWWIJAUgI/AAAAAAAAADI/mqLwp7LwY3A/s72-c/torrebelem1900.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-4222682325508222678</id><published>2009-02-13T10:22:00.008Z</published><updated>2009-02-14T11:35:01.389Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aqueduto das Águas Livres'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Monumentos'/><title type='text'>Maravilha sobre Alcântara</title><content type='html'>&lt;a target="_new" href="http://3.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/SZaqzx4Dd0I/AAAAAAAAAC0/GWAGWJF-JNc/s1600-h/aqueduto+1m+sec+XX.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5302613417813833538" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 293px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/SZaqzx4Dd0I/AAAAAAAAAC0/GWAGWJF-JNc/s400/aqueduto+1m+sec+XX.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quando foi erguido, não faltaram vozes críticas... em particular quanto o seu estilo, considerado como demasiado retrógrado para a época (o que, em boa medida, até era verdade, se só de estilo se tratasse). Com o passar dos anos, porém, a antiguidade assumiu o seu posto e este monumento é hoje um dos símbolos de Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recorde-se que aquela imponente obra de engenharia, com o maior arco em pedra do mundo... e embora assentando sobre a falha sísmica do Vale de Alcântara... resistiu ao Terramoto de 1755!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não se pode esquecer que o "aqueduto" é muito mais que a arcaria de Alcântara, numa discreta mas extensíssima rede que sobrevive, malgrado algumas mutilações e o sufoco da construção. Para os mais familiarizados, será passatempo curioso seguir o seu percurso através do &lt;a href="http://earth.google.com/intl/pt/" target="_new"&gt;Google Earth&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a target="_new" href="http://1.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/SZaqzxNN5JI/AAAAAAAAAC8/fJ7f1O67QWc/s1600-h/aqueduto+google.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5302613417634161810" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 235px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/SZaqzxNN5JI/AAAAAAAAAC8/fJ7f1O67QWc/s400/aqueduto+google.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: A primeira fotografia encontra-se no &lt;a href="http://arquivomunicipal.cm-lisboa.pt/" target="_new"&gt;Arquivo Municipal de Lisboa&lt;/a&gt;. Data das primeias décadas do Século XX, como se pode comprovar pela inexistência da floresta de Monsanto, bem como do bairro da Serafina.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-4222682325508222678?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/4222682325508222678/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=4222682325508222678&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/4222682325508222678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/4222682325508222678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2009/02/maravilha-sobre-alcantara.html' title='Maravilha sobre Alcântara'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_i3to4kvynSY/SZaqzx4Dd0I/AAAAAAAAAC0/GWAGWJF-JNc/s72-c/aqueduto+1m+sec+XX.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-5899071309246277403</id><published>2009-02-12T10:20:00.002Z</published><updated>2009-02-12T10:27:18.340Z</updated><title type='text'>Obras em curso</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Este blogue vai ter "cara lavada", mas mais que isso importa informar que vai voltar a ter actividade. Mais intensa, embora seguindo o seu rumo de sempre (regularmente incerto). Afinal, um diário de bordo em rede (&lt;em&gt;weblog&lt;/em&gt;) de uma vida em Lisboa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito Obrigado pelas visitas&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-5899071309246277403?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/5899071309246277403/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=5899071309246277403&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/5899071309246277403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/5899071309246277403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2009/02/obras-em-curso.html' title='Obras em curso'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-7995234758534050428</id><published>2007-10-19T15:09:00.000+01:00</published><updated>2007-10-19T15:27:51.838+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Televisão'/><title type='text'>O que se ouve na TV</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Uma conhecida marca de fraldas faz alarde no seu último anúncio televisivo - nos canais portugueses, atenção - de que os seus produtos terão sido testados pela Sociedade Espanhola de Pediatria.&lt;br /&gt;Espanhola?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos lá a ver, não tenho qualquer fobia e considero que, se há povo parecido com o nosso, é o espanhol... logo a seguir aos romanos (ah, Roma...).&lt;br /&gt;Mas aí está. Se são parecidos, não haverá por aí qualquer instituição "tuga" que possa dar o seu crédito à coisa?&lt;br /&gt;Ou se é para dar mesmo crédito, à séria, não prefeririam a chancela de uma Sociedade Alemã de Pediatria, de uma "British Association" ou coisa do género? As ditas fralditas, em vez de de meros contentores dos descuidos natais, até passariam a ser algo que "dá saúde e faz crescer".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem sei que para certas marcas e certas empresas fazer publicidade em Portugal por estes dias passa por traduzir anúncios de "nuestros hermanos". Mas deixem lá estar as associações deles. Já bastam as calinadas nas traduções e senhores cuja boca não se vê falar o que se lhe ouve.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-7995234758534050428?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/7995234758534050428/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=7995234758534050428&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/7995234758534050428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/7995234758534050428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2007/10/o-que-se-ouve-na-tv.html' title='O que se ouve na TV'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-6351156008166428723</id><published>2007-10-16T12:00:00.000+01:00</published><updated>2007-10-16T14:25:00.177+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opinião'/><title type='text'>A Guerra Colonial</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Assisti ontem ao programa "Prós e Contras" da RTP, onde o tema principal era a Guerra Colonial portuguesa de 1961-74.&lt;br /&gt;Como é habitual naquele programa, a bem das audiências, perde-se demasiado tempo com intervenções "bombásticas", normalmente muito pouco rigorosas e muito parciais. Velhos "ajustes de contas" entre partidários de ideologias obsoletas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, também houve algo que valesse a pena (e que "pena" por vezes foi). Embora dificilmente se possa dizer que qualquer um dos intervenientes fosse o mais objectivo ou o mais politicamente neutral (em favor de um maior rigor histórico, quero dizer), confesso que fiquei agradavelmente surpreendido com os contributos do Coronel Matos Gomes. Surpreendido, obviamente, porque nunca li obra sua nem me recordo de alguma vez o ter ouvido.&lt;br /&gt;Mas para um interessado pela História, como eu, foi de facto um prazer imenso ouvir quem tanto sabe sobre o assunto em questão, tanto como eu julgava não ser possível.&lt;br /&gt;Foi, sem dúvida, o melhor do programa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Debruçando-me agora sobre o assunto em debate, creio que muito terá ficado por dizer. Sobretudo para esclarecimento dos mais jovens (o mesmo é dizer, em termos de lições para o futuro). Infelizmente, como já referi, sobressaíram velhos ódios e rancores que as sucessivas gerações obstinadamente inculcam nas gerações seguintes, ansiando talvez por vinganças definitivas, desejando quebrar para sempre os ciclos da História pela força, como se tal fosse possível, muito menos desejável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha opinião pessoal é fundada o mais possível nos factos históricos mas também temperada pelo enorme privilégio de conhecer ou ter conhecido - sendo familiar ou amigo - pessoas que viveram o período em causa de maneiras diferentes. Pessoas com convicções diferentes e sortes diversas, que muito estimo ou estimava (muitos já faleceram, infelizmente).&lt;br /&gt;Que penso eu da Guerra Colonial? Ou, mais amplamente, da tentativa de estabelecimento de um império colonial - territorial, entenda-se - em meados do século passado? Simplesmente, foi um erro tremendo. Simplesmente, prejudicou milhões de pessoas e, mais importante para nós, portugueses, o futuro do nosso País durante décadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito aquilo, convém esclarecer alguns aspectos (que raiam as ideologias, mas vou tentar manter a distância). Ao considerar um erro, faço-o porque penso que, mesmo vivendo sob um regime fascista ou ditatorial (independentemente agora se era mau ou bom, brando ou radical), o nosso País poderia ter seguido outro rumo. Não por ser ou estar de um lado (neste caso, da "esquerda").&lt;br /&gt;Não só isso como posso enumerar boas opções e excelentes obras que o regime de Salazar realizou, sobretudo nas primeiras décadas de existência. Com efeito, quando olho para as décadas de 30 e 40 do século passado, torna-se difícil compreender, por exemplo, como a Espanha conseguiu ganhar-nos tanto avanço (mais significativo nas últimas décadas, é certo - afinal de contas também estiveram na "cauda" da Europa). Enquanto no País vizinho travava-se uma guerra civil cruenta e devastadora, o governo português empenhou-se seriamente no desenvolvimento do País, nomeadamente com a construção de inúmeras infra-estruturas servindo fins diversos, de inquestionável utilidade social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso realça ainda mais o erro, porque foi sem dúvida uma inflexão clara e desastrosa. A partir de certo momento, abrandou ou cessou a construção de escolas, hospitais, estradas ou barragens, em território nacional - inquestionavelmente o nosso território "europeu" e as ilhas atlânticas por nós povoadas. Com flagrante impacto no Interior e na Madeira e Açores, o tempo voltou a parar, pura e simplesmente.&lt;br /&gt;Que foi feito então aos que habitavam essas regiões? Os que puderam emigrar para outros países da Europa ou para a América, fizeram-no. Nos anos 50 teve lugar o maior êxodo da nossa História. Mais de 1 Milhão e meio de portugueses (e bem portugueses!) foram ajudar a enriquecer países terceiros com a sua tenacidade e afinco no trabalho. É justo dizer: que desperdício para Portugal! (e não fossem as remessas...).&lt;br /&gt;Aos restantes, os que ficaram, foi então prometido um futuro de abundância em territórios longínquos, dispersos por este mundo, cujo conhecimento - o necessário e adequado para tal empresa - era ainda deveras deficiente.&lt;br /&gt;Como se não bastasse, todos esses territórios eram habitados (nalguns casos, ao que parece, desde o início da Humanidade) por milhões de autóctones (é verdade, eram milhões), "naturalizados" portugueses não havia muito e, concerteza, com as suas expectativas e anseios relativamente aos seus novos governantes.&lt;br /&gt;É verdade que a realidade era diversa, de território para território, mas sobretudo entre as faixas litorais (com contacto há muito mais tempo - séculos, nalguns casos) e o interior. No entanto, fazendo as contas à vastidão reconhecida e "conquistada" em meados do século passado, não deixava de ser uma realidade nova e perigosa, deixando-nos em verdadeira igualdade de "vantagens" (políticas ou culturais) com qualquer outro país europeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os resultados de tal risco poderiam ser imprevisíveis. Mas o mais trágico é que nem imprevisíveis foram, precisamente porque países com uma capacidade económica e militar muitíssimo e inquestionavelmente superiores à nossa estavam, na mesma altura em que "colonizávamos" em força, a retirar. E a retirar, nalguns casos, após guerras sangrentas e exaustantes, ainda sem a intervenção tão activa que as potências da "Guerra Fria" vieram a ter na nossa guerra colonial - o que obviamente complicou o nosso "caso" e de que maneira.&lt;br /&gt;Ora, mesmo sem apelar a conhecimentos de índole militar (que não os tenho), o que a História nos diz, hoje, é que tudo ou quase tudo se estaria a compôr para um desastre sem igual desde, talvez, Alcácer-Quibir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Claro que haverá quem, lembrando Alcácer-Quibir, afinal encontre nesta comparação a justificação de uma coisa boa (um grande acto de bravura ou coisa do género). Não peço para que me expliquem porque terá sido Alcácer-Quibir uma coisa acertada (????), mas ao menos porque não havia coisa mais acertada para fazer...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito aquilo, não esgota porém tudo o que se pode e deve dizer sobre as acções militares ou, mais concretamente, sobre o patriotismo e a valia dos que responderam à chamada. Aliás, até digo, com a bravura demonstrada, dificilmente teríamos perdido a guerra em termos militares, tivesse ela continuado. Nisto concordo com quem não concordo em quase nada.&lt;br /&gt;O problema é que o nosso patriotismo padeceu do que padeceu a Pátria, obviamente. De nação europeia com uma história grandiosa (que éramos e somos) quis-se o estabelecimento de um império à escala mundial, em distâncias tão longínquas, territórios tão diversos, sobre povos tão diversos...&lt;br /&gt;Acaso não sabíamos, mesmo os que viveram (e nasceram) nas colónias, que a Pátria afinal era e é "aqui" e não "lá"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, se dificilmente teríamos perdido, é-me igualmente óbvio que, após 13 anos de guerra e salvo nalgum ou noutro local, dificilmente ganharíamos a guerra. Os factos da História encarregaram-se de demonstrar, infelizmente, que a guerra perdurou, sobretudo em Angola e Moçambique, durante quase mais 30 anos!&lt;br /&gt;Não digo que, caso prosseguíssemos em guerra, levássemos esses 30 anos entre as balas e minas do MPLA, da UNITA, da RENAMO, da FRELIMO, etc. Mas sem dúvida teria morrido muito mais gente e, muito mais importante, a "saída" não deixava de ser uma: o fim da guerra por via diplomática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse era o fim inevitável de um tremendo erro.&lt;br /&gt;Quanto ao como acabou e tudo o mais, é outra história (outros erros, infelizmente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já aqui o referi, mais de 1 Milhão e meio de portugueses emigrados, mais meio milhão de portugueses que, aliciados pelas ilusões de uns, tiveram de deixar as suas vidas que construíram em África. Mais de 8 a 9 mil mortos entre militares do lado português e desconhecidos milhares entre civis (incluindo portugueses) e militares das outras facções em contenda (não sei a quem agradam mortes que se podem e devem evitar!). Milhares de ex-combatentes que foram arrancados das suas terras, sobretudo das regiões que já referi (onde os esperava a emigração ou a pobreza), que ainda hoje sofrem as consequências.&lt;br /&gt;E não posso também de referir o aspecto económico, igualmente desastroso, como é fácil de concluir. E aqui relembro de novo a Espanha, que se desenvolveu sem "Ultramar", desenvolvendo a Catalunha, o País Basco, etc. E se o dinheiro de Cahora-Bassa, de escolas, hospitais, fábricas, igrejas, investido no "Ultramar", tivesse sido investido em Portugal - no verdadeiro Portugal?&lt;br /&gt;Será que muitas pessoas fazem idéia do como eram certas regiões do País há 40 anos? (como eu vi, por exemplo, a Madeira de então!) Se ainda hoje algumas vivem com dificuldades, imaginem então...&lt;br /&gt;[Quem queira entender, basta olhar para os números. Compare, a taxa de analfabetismo, a esperança média de vida, o número de escolas, de hospitais e postos de saúde, de universidades, de automóveis, televisões e frigoríficos por habitante, o PIB per capita, etc.] &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-6351156008166428723?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/6351156008166428723/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=6351156008166428723&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/6351156008166428723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/6351156008166428723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2007/10/guerra-colonial.html' title='A Guerra Colonial'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-1665961741307841973</id><published>2007-08-21T23:33:00.000+01:00</published><updated>2007-08-21T23:37:04.502+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Actualidades'/><title type='text'>Aos Domingos, Terreiro do Paço é das Pessoas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É a nova medida da&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cm-lisboa.pt/?id_item=14589&amp;id_categoria=11"&gt;Câmara Municipal de Lisboa&lt;/a&gt;. Vejam &lt;a href="http://www.cm-lisboa.pt/?id_item=14589&amp;amp;id_categoria=11"&gt;aqui&lt;/a&gt; os detalhes.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-1665961741307841973?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/1665961741307841973/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=1665961741307841973&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/1665961741307841973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/1665961741307841973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2007/08/aos-domingos-terreiro-do-pao-das.html' title='Aos Domingos, Terreiro do Paço é das Pessoas'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-1131796442757167268</id><published>2007-07-23T09:47:00.000+01:00</published><updated>2007-07-23T10:01:55.416+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ambiente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidades'/><title type='text'>Como isto anda...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Estamos em Julho e isto não parece mesmo nada Julho. As malditas alterações climáticas... mais a consciência ecológica à pressa...&lt;br /&gt;Ontem li um artigo sobre carros a hidrogénio e, mesmo que tivesse alguma imprecisão (parece tudo bom demais), fechei os olhos e sonhei.&lt;br /&gt;Sem o ruído dos motores, água pura a pingar dos escapes...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-1131796442757167268?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/1131796442757167268/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=1131796442757167268&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/1131796442757167268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/1131796442757167268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2007/07/como-isto-anda.html' title='Como isto anda...'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-7596864006057471445</id><published>2007-07-21T03:17:00.000+01:00</published><updated>2007-07-21T03:22:26.326+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Actualidades'/><title type='text'>Ainda sobre as eleições...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ficámos a saber que cerca de 62% dos eleitores lisboetas não votaram. E dos que votaram, cerca de 27% (ou seja 10.3% do total) não o fizeram por nenhum partido.&lt;br /&gt;Em suma, mais de 72% ou não quiseram saber das eleições ou dos partidos.&lt;br /&gt;Não será isto revelador? Ou preocupante?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os 62% será porque não importa e é deixar andar ou é porque não há esperança?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-7596864006057471445?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/7596864006057471445/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=7596864006057471445&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/7596864006057471445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/7596864006057471445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2007/07/ainda-sobre-as-eleies.html' title='Ainda sobre as eleições...'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-7876661196281100604</id><published>2007-07-19T00:33:00.000+01:00</published><updated>2007-07-19T00:36:56.164+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Actualidades'/><title type='text'>António Costa é o novo Presidente da Câmara</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O título diz tudo quanto quero, pois mantenho este blog afastado da política o quanto baste. Para informação.&lt;br /&gt;Agora vamos ver como e com que celeridade se começam a resolver os problemas de Lisboa.&lt;br /&gt;Dito isto, penso no que vi em mais umas férias na minha segunda terra, mas disso já vos conto, nos próximos dias. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-7876661196281100604?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/7876661196281100604/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=7876661196281100604&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/7876661196281100604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/7876661196281100604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2007/07/antnio-costa-o-novo-presidente-da-cmara.html' title='António Costa é o novo Presidente da Câmara'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-8179190367490169405</id><published>2007-06-26T15:24:00.000+01:00</published><updated>2007-06-26T15:59:08.838+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Actualidades'/><title type='text'>Berardo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Acaba de ser inaugurado em Lisboa o Museu-Colecção Berardo (ou mais singelamente Museu Berardo), situado no espaço de exposições do Centro Cultural de Belém. É para visitar, sem dúvida alguma, para mais quando o meu meio-conterrâneo promete entradas gratuitas para os funcionários públicos... e sócios de clubes da Primeira Liga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sócios de clubes da Primeira Liga?!?!? Esta última benesse deixou-me a pensar, se não estará relacionada com alguma outra batalha do "wanna-be Gulbenkian" de Santa Luzia. Ele está em todo o lado, até diz que quer criar um Banco do Benfica... quando é assim, pode tudo. Até aparecer neste blogue, não tinha eu como resistir.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-8179190367490169405?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/8179190367490169405/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=8179190367490169405&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/8179190367490169405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/8179190367490169405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2007/06/berardo.html' title='Berardo'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-4299034112772544696</id><published>2007-06-25T11:19:00.000+01:00</published><updated>2007-06-25T11:27:04.323+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidades'/><title type='text'>O homem que inventou o "Multibanco"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O site da BBC online é dos poucos que visito com frequência diária, por considerar que tem qualidade e riqueza de informação (com o tradicional rigor). Também tem, todos os dias, algo que faça sorrir.&lt;br /&gt;É o caso deste artigo, que nos fala do senhor que inventou as caixas "Multibanco", em 1967. Ficamos também a saber que o PIN tem quatro dígitos porque a esposa do senhor disse que era melhor assim, à conversa na cozinha. Tudo "very British", no sentido mais simpático possível:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/business/6230194.stm" target="_blank"&gt;http://news.bbc.co.uk/2/hi/business/6230194.stm&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-4299034112772544696?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/4299034112772544696/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=4299034112772544696&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/4299034112772544696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/4299034112772544696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2007/06/o-homem-que-inventou-o-multibanco.html' title='O homem que inventou o &quot;Multibanco&quot;'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-1866597071491476240</id><published>2007-06-11T16:07:00.000+01:00</published><updated>2007-06-11T16:37:04.100+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Actualidades'/><title type='text'>A Feira do Livro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Este ano nem tive tempo de escrever umas linhas sobre a Feira do Livro... senão agora, quando já terminou.&lt;br /&gt;Não falhei com uma visita, embora fugaz, pois foi num Sábado de tórrida soleira e só a "juventude" lá de casa teve direito a livros novos, o que já não é mau (ou por outra, é muito importante).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto e pelo que ouvi (nomeadamente, na televisão) a Feira de 2007 parece que foi bastante boa para os editores e livreiros. Em vez das habituais queixas, quase automáticas, ouvi palavras de optimismo e de agrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o &lt;a href="http://www.feiradolivrodelisboa.pt" target="_blank"&gt;Site Oficial da Feira&lt;/a&gt; (que por sinal está bastante bom) confirma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;Uma das maiores Feiras de sempre&lt;br /&gt;A 77ª Edição da Feira do Livro de Lisboa&lt;br /&gt;encerrou no Domingo, dia 10 de Junho, com um balanço francamente positivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com os participantes na edição deste ano foi visível um&lt;br /&gt;aumento significativo no número de visitantes e no volume de vendas. De uma&lt;br /&gt;forma geral o volume de vendas aumentou cerca de 20% e em alguns casos atingiu&lt;br /&gt;mesmo os 40%. Passaram pela Feira milhares de autores, para sessões de&lt;br /&gt;autógrafos, entre eles: José Saramago, António Lobo Antunes, Lídia Jorge,&lt;br /&gt;Batista Bastos, Moita Flores, José Luís Peixoto, Galopim de Carvalho ou&lt;br /&gt;Margarida Rebelo Pinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande festa do livro reuniu, assim, autores,&lt;br /&gt;editores e leitores, e deixou bem clara a sua importância no contexto da&lt;br /&gt;dinâmica cultural da cidade. A comprovar esse facto registe-se ainda a&lt;br /&gt;importância dada ao evento pelos candidatos às próximas eleições camarárias, que&lt;br /&gt;responderam positivamente ao convite dirigido pela APEL, Associação Portuguesa&lt;br /&gt;de Editores e Livreiros e compareceram no Parque Eduardo VII, para visitar a&lt;br /&gt;Feira e reunir com a organização.&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Independentemente da qualidade do que mais se vende (sobretudo dos "best-sellers") parece-me que quase todos os géneros têm procura. E a Internet, em vez de substituir, tem estimulado ainda mais a curiosidade pelos livros (já quanto à imprensa "escrita" não se pode dizer o mesmo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já agora, uma sugestão. Uma vez que os pavilhões até estão mais "juntinhos", porque não improvisar uns telheiros/coberturas. Em dias de sol intenso há muitos que desistem não por preferirem a praia, mas porque caminhar acima e abaixo no Parque torna-se insuportável. E em dias de chuva...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas que a Feira fique no Parque, que está muito bem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está de parabéns António Baptista Lopes, actual presidente da APEL (que tem outra grande virtude, a de ser meu consócio).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-1866597071491476240?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/1866597071491476240/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=1866597071491476240&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/1866597071491476240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/1866597071491476240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2007/06/feira-do-livro.html' title='A Feira do Livro'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-3500586829947566167</id><published>2007-06-08T02:05:00.000+01:00</published><updated>2007-06-08T02:06:52.982+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Actualidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Belenenses'/><title type='text'>Toca a assinar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;E porque a malta do Belém não é de se ficar, vai disto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.petitiononline.com/CFB1919/petition.html"&gt;http://www.petitiononline.com/CFB1919/petition.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-3500586829947566167?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/3500586829947566167/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=3500586829947566167&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/3500586829947566167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/3500586829947566167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2007/06/toca-assinar.html' title='Toca a assinar'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-82686615735840618</id><published>2007-06-03T01:51:00.000+01:00</published><updated>2007-06-03T01:56:55.499+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Actualidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Belenenses'/><title type='text'>Estava a adivinhar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;No artigo anterior falava eu em Câmara e em futebol, eis senão quando as duas coisas se cruzam de novo - para meu desgosto.&lt;br /&gt;Parece que o Belenenses está há um ano à espera de uma licença sem a qual não poderá utilizar o Restelo para as competições europeias da próxima época e, para piorar a coisa, a alternativa é Alvalade (será que se Sporting ou Benfica não pudessem usar os seus estádios jogariam no estádio do vizinho de 2ª circular?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer-me parecer que o meu clube, para não variar, foi demasiado sereno e demasiado "correcto" com a questão. Haverá muita coisa empatada com este sarilho na Câmara, mas não acredito que seja tudo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-82686615735840618?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/82686615735840618/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=82686615735840618&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/82686615735840618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/82686615735840618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2007/06/estava-adivinhar.html' title='Estava a adivinhar'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-8193603290796994147</id><published>2007-05-31T18:46:00.000+01:00</published><updated>2007-05-31T19:06:35.195+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Actualidades'/><title type='text'>Vespeiros</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Uma situação é "off-season", outra bem dentro da respectiva "season". Ambas "silly" quanto baste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira diz respeito a Lisboa: as eleições fora de tempo (muito literalmente falando), qual pau em vespeiro que lá fez saltar os bicharocos, a esvoaçar, agressivos e ao magote. Avançam os clubes do costume, perdão, os partidos, mais uns independentes ex-não-tão-independentes-como-isso.&lt;br /&gt;Os que esperam ganhar prometem o que há a prometer, os que pretendem só um ou dois lugarzinhos prometem ser pedra no sapato, mesmo quando fizer falta que o pé ande confortável.&lt;br /&gt;Muito preocupante é a situação das finanças, como todos sabem, mas sinceramente não vejo grandes melhorias para breve. Toda esta conversa faz-me lembrar os clubes de futebol (até porque loucas despesas com certos clubes também fazem parte do rol camarário).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por falar nisso, passo à "silly-season" do futebol, outro circo que acaba de começar (este sim, no tempo habitual). É incrível o quanto se escreve nos diários desportivos sobre saídas e contratações. Não é preciso muita atenção para perceber que 90% do volume de rumores não passa disso mesmo, um volume de rumores. Ou "como vender jornais desportivos quando não há jogos" - é dar "palha".&lt;br /&gt;Funcionasse assim a Bolsa de Valores e haveria muito mais gente rica. E muito mais gente pobre, claro (a matemática da distribuição de riqueza não dá abébias), mas eu sou dos que não dão para esse peditório. Em "season" morta do futebol, não compro jornais desportivos (e no resto da época bem poucos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa e noutra situação, o melhor é esperar que a poeira assente. "Que sera, sera". E que o Belenenses ganhe.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-8193603290796994147?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/8193603290796994147/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=8193603290796994147&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/8193603290796994147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/8193603290796994147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2007/05/vespeiros.html' title='Vespeiros'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-4778699246776260624</id><published>2007-05-28T13:58:00.000+01:00</published><updated>2007-05-28T13:59:29.406+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Belenenses'/><title type='text'>Força Belenenses!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"Honrae o &lt;em&gt;sport&lt;/em&gt;, porque quem honra o &lt;em&gt;sport&lt;/em&gt; ganha sempre, mesmo quando perde"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem disse isto em 1921 foi o distintíssimo Mário Duarte, primeiro guarda-redes do Belenenses, que de perdedor não tinha nada (para que entendam bem aquelas palavras) pois foi ele que levantou o primeiro troféu da história do Clube.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui ver o meu Belenenses ao Jamor numa final alfacinha. Perdemos mas lutámos e saímos com toda a dignidade. Derrotas destas só vão tornar ainda mais saborosas as próximas vitórias!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-4778699246776260624?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/4778699246776260624/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=4778699246776260624&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/4778699246776260624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/4778699246776260624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2007/05/fora-belenenses.html' title='Força Belenenses!'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-5979658227533983524</id><published>2007-05-23T11:48:00.001+01:00</published><updated>2009-03-23T00:18:52.887Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São José dos Carpinteiros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São José'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Igrejas de Lisboa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Santo Antão'/><title type='text'>Igrejas de Lisboa (I): S. José dos Carpinteiros</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Respondendo a um desafio (familiar) de escrever sobre as igrejas da Baixa de Lisboa - alertando sobretudo para o estado de degradação e olvido a que estão votados alguns templos - inicio hoje mais uma série (espero eu) de artigos versando precisamente sobre as igrejas de Lisboa (não apenas da Baixa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irei começar pelo que se pode considerar a fronteira Norte da Baixa, uma zona que em tempos remotos se situava à saída das portas da cidade. Começo pela Igreja de S. José dos Carpinteiros, sita na Rua de S. José (próximo do Largo da Anunciada).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_i3to4kvynSY/RlQbTBoM3QI/AAAAAAAAAB4/-orYB-uyOnk/s1600-h/sjcdgemn.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5067705494367165698" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_i3to4kvynSY/RlQbTBoM3QI/AAAAAAAAAB4/-orYB-uyOnk/s400/sjcdgemn.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A origem desta igreja deve-se à fundação, em 1532, da Confraria de S. José, formada por carpinteiros e pedreiros. Uma das razões plausíveis para a sua fundação poderá ter sido a ocorrência do violento terramoto de 1531 (tantas vezes ofuscado pelo de 1755 mas que foi tão ou mais devastador), a que se seguiu um grande esforço de reconstrução. É natural que nos tempos seguintes tivesse aumentado significativamente o número de mestres naqueles ofícios, ao ponto de terem a sua própria confraria.&lt;br /&gt;O nome de S. José é óbvio, uma vez que o Santo carpinteiro era (e é) o respectivo padroeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa fase inicial, porém, a Confraria instalou-se na Igreja de Santa Justa e Santa Rufina. Só em 1546 é que a Confraria construíu uma ermida para seu uso exclusivo, e custeada exclusivamente pelos seus confrades. Ficava fora das portas da cidade (no caso vertente, à saída das Portas de Santo Antão), na zona então chamada de "Entre-Hortas", pois como já escrevi noutra altura, no lugar da actual Avenida da Liberdade existiam apenas pequenas hortas, canaviais ou descampados.&lt;br /&gt;Chamava-se naquela altura Ermida de S. José dos Carpinteiros ou de S. José de Entre as Hortas e seria no lugar deste templo primitivo que mais tarde seria construída a actual Igreja de S. José dos Carpinteiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1567 o Cardeal D. Henrique (que viria a ser regente e Rei - o último da dinastia de Avis, se não considerarmos D. António, Prior do Crato) decidiu dividir a imensa freguesia de Santa Justa (onde se encontrava a Ermida) criando a Freguesia de S. José, cuja sede paroquial (e de freguesia) passaria a ser, precisamente, a ermida dos confrades carpinteiros (que assim forneceu o nome de baptismo da nova freguesia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado pouco tempo os confrades decidiram ampliar a "ermida" (que se mantinha como sede paroquial), novamente a despesas próprias, tornando-a finalmente numa igreja.&lt;br /&gt;Foi nessa ocasião que a Igreja de São José passou a ocupar o espaço que actualmente ocupa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o terramoto de 1755 a Igreja de S. José sofreu alguns danos, mas não os suficentes para impedir a sua reparação. Sob a orientação e trabalho do mestre-pedreiro Caetano Tomás a Igreja de S. José assumiu o aspecto barroco-pombalino que tem hoje.&lt;br /&gt;Também após 1755 foi pedido à Confraria dos Carpinteiros e Pedreiros que acolhesse na sua Igreja as reuniões da "Casa dos 24". A Casa dos 24 era o conselho corporativo instituído por D. João I (em 1383) que reunia 2 representantes dos 12 ofícios mais importantes de Lisboa. Teve um papel importantíssimo na mobilização da população da cidade para resistir às pretensões dos castelhanos e apoiar a causa do Mestre D'Avis. A Confraria dos Carpinteiros e Pedreiros (ou de S. José) estava naturalmente representada na Casa dos 24 (era a 7ª bandeira da Casa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o período Filipino, a actividade da Casa dos 24 chegou a ser suspensa, e por altura da Restauração já quase só a Confraria de S. José se mantinha organizada.&lt;br /&gt;Após a Restauração também a Casa dos 24 foi "restaurada" como era antes.&lt;br /&gt;Isto até 1834, altura em que a Casa dos 24 foi finalmente extinta, pois a Constituição Liberal de 1822 proibia as corporações de artes e ofícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de extinta a Casa dos 24 (em 1834) foi criada a Irmandade de Ofícios da Antiga Casa dos 24 de Lisboa, que até hoje continua sediada na Igreja de S. José dos Carpinteiros (tal como a Confraria de S. José dos Carpinteiros). A Irmandade é uma "associação pública de fiéis católicos, com personalidade canónica e civil", assumindo portanto um papel eminentemente religioso (enquanto as antigas confrarias faziam ao mesmo tempo as vezes de ordens profissionais, sindicatos ou até facções de partidos)...&lt;br /&gt;Ao que soube, o Juiz Presidente da Irmandade é o Arq.º Gonçalo Ribeiro Teles, figura sobejamente conhecida dos lisboetas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à antiga bandeira da Confraria dos Carpinteiros e Pedreiros, o actual Sindicato dos Agentes Técnicos de Arquitectura e Engenharia recuperou o seu emblema, como podem ver aqui:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_i3to4kvynSY/RlQbSxoM3PI/AAAAAAAAABw/4VV1z_MAz6E/s1600-h/emblemasatae.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5067705490072198386" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_i3to4kvynSY/RlQbSxoM3PI/AAAAAAAAABw/4VV1z_MAz6E/s400/emblemasatae.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Depois de tudo isto, falando de corporações de carpinteiros e pedreiros, mais o compasso e afins, ainda se poderá pensar que há aqui algo da Maçonaria. Há algo de comum, obviamente (a origem, pois no Norte da Europa Medieval eram importantíssimas as corporações de ofícios, entre as quais a dos pedreiros), mas a Confraria e Irmandade são e sempre foram claramente instituições exclusivamente do "mundo" Católico. Além do facto de a Confraria de S. José ser bem anterior à chegada dos "pedreiros-livres" a Portugal, teve certo apoio do Cardeal D. Henrique (como já referi), numa altura em que era, nem mais nem menos, o Inquisidor-Mor do reino. Não me parece que fosse dado a grandes "desvios".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para finalizar, deve-se referir que a Igreja de S. José dos Carpinteiros foi classificada como Imóvel de Interesse Público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para saber mais sobre esta Igreja e ver fotografias recomendo:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.monumentos.pt/Monumentos/forms/002_B.aspx" target="_bank"&gt;Pesquisa no Inventário da DGEMN&lt;/a&gt; - basta inserir "carpinteiros" no campo "Designação".&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ippar.pt/pls/dippar/pat_pesq_detalhe?code_pass=74176" target="_bank"&gt;Entrada no Inventário do IPPAR&lt;/a&gt; - página sobre o conjunto da Igreja&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.jf-sjose.pt/slpage.php?page=17" target="_bank"&gt;Página da Junta de Freguesia de S. José&lt;/a&gt; - conta-nos a história da freguesia e paróquia, mas também tem um apartado dedicado à Igreja de S. José dos Carpinteiros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao estado de conservação da Igreja, parece-me bastante satisfatório (a avaliar pelas fotografias), talvez a precisar de umas pinturas.&lt;br /&gt;O interior, com azulejos, pinturas e ainda um presépio, é rico e vale uma visita sem pressas. Para quem passar pelo exterior (e muitos de nós passarão frequentemente), mesmo com pressa, vale a pena deter-se e reparar no portal. É daquelas coisas com que nos deliciamos ao passear pelo estrangeiro, mas cá também temos!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-5979658227533983524?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/5979658227533983524/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=5979658227533983524&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/5979658227533983524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/5979658227533983524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2007/05/igrejas-de-lisboa-s-jos-dos.html' title='Igrejas de Lisboa (I): S. José dos Carpinteiros'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_i3to4kvynSY/RlQbTBoM3QI/AAAAAAAAAB4/-orYB-uyOnk/s72-c/sjcdgemn.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-1520594616887394553</id><published>2007-05-09T11:19:00.000+01:00</published><updated>2007-05-09T11:27:26.957+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Actualidades'/><title type='text'>Câmara Municipal em piruetas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Desde o início prometi que trataria o menos possível de assuntos de política, mas há alguns que entram pela vista adentro e merecem algumas palavras.&lt;br /&gt;O que se passa agora com a Câmara Municipal de Lisboa é sem dúvida insólito e também, sem dúvida, nada bom para a cidade. Mesmo que o funcionamento básico da CML e dos seus serviços não sejam afectados (espero que não).&lt;br /&gt;O que sabemos é que neste momento todos os Vereadores estão ocupados com uma mesma questão política, e pouco mais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-1520594616887394553?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/1520594616887394553/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=1520594616887394553&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/1520594616887394553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/1520594616887394553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2007/05/cmara-municipal-em-piruetas.html' title='Câmara Municipal em piruetas'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-2942338597655986253</id><published>2007-04-30T13:37:00.000+01:00</published><updated>2007-04-30T13:51:40.688+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Belenenses'/><title type='text'>Eleições no Melhor do Mundo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O passado fim de semana foi de eleições no mui alfacinha e mui português Clube de Futebol "Os Belenenses", emblema a que Deus Nosso Senhor me concedeu a Graça de poder pertencer e que, entre outras benesses, permitiu-me passar uma noite de Domingo dedicada a coisas verdadeiramente elevadas para o espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com mais de dois mil sócios a acorrerem à urnas no Pavilhão Acácio Rosa (aquele "serrano" que tanto fez pelo desporto em Lisboa), foi reeleito Cabral Ferreira, que promete continuar a boa senda desta época, à boa maneira do Belenenses, isto é, sem craques, sem alaridos, sem "apitos", sem dinheiro por aí além e sem apoios municipais/regionais ou do Estado.&lt;br /&gt;E no outro dia, na meia-final da Taça, cantou-se nas bancadas do Restelo "Cheira bem, cheira a Lisboa"...&lt;br /&gt;O Belenenses tem adeptos de Norte a Sul e nas Regiões Autónomas, mas gosta de honrar o seu berço, como clube de gente de bem (e não de gente "bem", como muitos pensam).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-2942338597655986253?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/2942338597655986253/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=2942338597655986253&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/2942338597655986253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/2942338597655986253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2007/04/eleies-no-melhor-do-mundo.html' title='Eleições no Melhor do Mundo'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-4461182284674002481</id><published>2007-04-30T12:54:00.000+01:00</published><updated>2007-04-30T13:37:34.749+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>De ouvido - Franz Ferdinand</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_i3to4kvynSY/RjXgQq1j3zI/AAAAAAAAABg/CbFZJnVTmAo/s1600-h/ff1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5059196333402087218" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_i3to4kvynSY/RjXgQq1j3zI/AAAAAAAAABg/CbFZJnVTmAo/s400/ff1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Datam de 2004 e 2005 os dois álbums dos escoceses Franz Ferdinand, que desde então têm feito furor. Mas como o furor normalmente não me chega, levei algum tempo até me decidir pela sua aquisição, já com uma baixa expectativa de arrependimento... que efectivamente não sinto. É "boa malha" sim senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei pelo fim, isto é, pelo segundo álbum intitulado "You Could Have It So Much Better". Agradou-me de sobremaneira.&lt;br /&gt;Fiquei de aviso para quando encontrasse o primeiro, o que veio a acontecer há poucos dias. Já tinha lido algures que nada ficava a dever ao segundo... e assim é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É deveras refrescante o som dos Franz Ferdinand no actual panorama musical, uma vez que retoma excelentes referências de outros tempos, com segurança e novidade quanto baste, contrabalançando a tendência para a qual resvalou a "brit-pop".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A voz e certas músicas fazem sem dúvida lembrar os Pulp, mas a forte presença das guitarras, mais "agresivas", puxa mais para o lado de bandas como os Strokes, com um cheirinho aqui e ali (mais "soft") de Blur ou Talking Heads (e ainda bem, porque não era fã por aí além dos Pulp). Nas letras e também na voz há ainda um certo ar "morrisseiano" e por isso não estranha que já tivessem feito aberturas de concertos do ex-Smiths.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_i3to4kvynSY/RjXgQq1j30I/AAAAAAAAABo/DI5H_Sm61oM/s1600-h/ff2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5059196333402087234" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_i3to4kvynSY/RjXgQq1j30I/AAAAAAAAABo/DI5H_Sm61oM/s400/ff2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Misturando tudo, curiosamente, lembrei-me de uma outra banda (e pelos vistos não fui o único): os velhinhos Kinks. Afinal de contas, escuto nos Franz Ferdinand o mesmo género de rock que foge das massas (ou não chega lá) mas que não enjeita uma boa dose de lirismo. Acrescente-se a dançabilidade e reencontram-se dois estilos com a mesma origem mas que andaram desavindos, um pelos terrenos do punk e afins, outro pelos terrenos da mais ligeira pop. Isto embora os FF prestem juramento ao Pop, mas bem sabemos como há Pop e Pop...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O som dos FF não engana e dá para lavar e durar. Por isso recomendo.&lt;br /&gt;E é bom encontrar novas bandas que sem serem exactamente "retro" vão buscar o que há de bom no baú de recordações e põem-no como novo. Agora não estraguem o produto, começando pelas capas dos discos, que não precisam de mais nada. É aquilo e chega.&lt;br /&gt;Consta que estão a escrever novas canções e por isso preferiram quase não sair à rua este ano, porque já estão fartos de repetir sempre as mesmas músicas nos concertos. Também é um bom princípio.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-4461182284674002481?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/4461182284674002481/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=4461182284674002481&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/4461182284674002481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/4461182284674002481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2007/04/de-ouvido-franz-ferdinand.html' title='De ouvido - Franz Ferdinand'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_i3to4kvynSY/RjXgQq1j3zI/AAAAAAAAABg/CbFZJnVTmAo/s72-c/ff1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-814580953395353910</id><published>2007-04-27T15:48:00.000+01:00</published><updated>2007-04-27T16:01:13.247+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Morreu Rostropovich</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_i3to4kvynSY/RjIQDK1j3yI/AAAAAAAAABY/rNGkzwsSFCQ/s1600-h/180px-Rostropovich_at_the_Wall.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5058122978125143842" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_i3to4kvynSY/RjIQDK1j3yI/AAAAAAAAABY/rNGkzwsSFCQ/s400/180px-Rostropovich_at_the_Wall.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Morreu hoje Mstislav Leopoldovich Rostropovich, o famoso e virtuosíssimo violoncelista russo que, certo dia, já não sei bem quando, vi e ouvi tocar em Lisboa - entre outras obras, o monumental Concerto para Violoncelo em B menor de Dvorak (que já antes disso constava na minha colecção de CDs, em gravação da Erato, um excelente disco recomendável a todos os melómanos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Mundo também o ficou a conhecer melhor quando resolveu interpretar obras de Bach junto ao Muro de Berlim ao mesmo tempo que os berlinenses, naquela jornada histórica, destruíam a barreira que durante anos separou o Leste do Ocidente. O Leste que viu nascer Rostropovich e o Ocidente que o acolheu devido às suas convicções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nasceu em Baku (no Azerbeijão) e foi aluno de grandes mestres, entre os quais os geniais Chostakovich e Prokofiev. Morreu em Moscovo.&lt;br /&gt;Até o gélido e ex-KGB Putin lamentou a perda.&lt;br /&gt;Nós também...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-814580953395353910?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/814580953395353910/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=814580953395353910&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/814580953395353910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/814580953395353910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2007/04/morreu-rostropovich.html' title='Morreu Rostropovich'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_i3to4kvynSY/RjIQDK1j3yI/AAAAAAAAABY/rNGkzwsSFCQ/s72-c/180px-Rostropovich_at_the_Wall.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-3159230537011384572</id><published>2007-04-23T15:01:00.000+01:00</published><updated>2007-04-24T16:37:51.619+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Actualidades'/><title type='text'>Vai abrir o túnel...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Amanhã será finalmente inaugurado o famoso Túnel do Marquês, após isto (retirado do Diário Económico):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Custo: cerca de 19 Milhões de Euros (ainda não definitivos)&lt;br /&gt;- As obras tiveram início a 18 de Agosto de 2003 e duraram 43 meses&lt;br /&gt;- Revestimento Cerâmico: aproximadamente 1.4 milhões de azulejos&lt;br /&gt;- Iluminação: 1.200 lâmpadas&lt;br /&gt;- Número de Trabalhadores: 100/dia em média, num total de 19.628 horas.&lt;br /&gt;- Comprimento Total: 1.725 metros.&lt;br /&gt;- 3 Entradas e 6 saídas.&lt;br /&gt;- Estacas: 2 mil.&lt;br /&gt;- Tráfego esperado: 50 mil veículos/dia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em jeito de redacção escolar, diria que a inauguração do Túnel do Marquês é muito boa notícia, muito importante, porque vai ajudar a resolver um dos mais graves problemas de Lisboa: o das obras do Túnel do Marquês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive à procura de um diagrama ou planta para saber onde é que se pode entrar e sair do túnel, mas não o encontrei. Espero que não me faça falta.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-3159230537011384572?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/3159230537011384572/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=3159230537011384572&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/3159230537011384572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/3159230537011384572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2007/04/vai-abrir-o-tnel.html' title='Vai abrir o túnel...'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-6706431737267503463</id><published>2007-04-23T00:01:00.000+01:00</published><updated>2007-04-23T00:09:05.605+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Introdução'/><title type='text'>Ligeira reformulação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Por ser evidente a minha dificuldade em preencher este espaço com conteúdos unicamente dedicados a Lisboa decidi alargar um pouco o âmbito deste espaço.&lt;br /&gt;À mesma resisto à tentação de transformar este blog... num blog. Isto é, um espaço mais intimista, de desabafos, enfim, um verdadeiro "diário em rede" (afinal a tradução de "web-log", há muito mastigada para "blog").&lt;br /&gt;Mas andará lá perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo sem que haja relação directa com Lisboa, pretendo colocar aqui mais prosas sobre música, cinema e livros. É isso.&lt;br /&gt;Só para não estranharem, que o dono do estabelecimento continua a ser o mesmo! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-6706431737267503463?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/6706431737267503463/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=6706431737267503463&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/6706431737267503463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/6706431737267503463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2007/04/ligeira-reformulao.html' title='Ligeira reformulação'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-2839911922498100761</id><published>2007-03-26T02:12:00.000+01:00</published><updated>2007-03-26T02:57:08.257+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Actualidades'/><title type='text'>E os "maiores" dos portugueses são...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Já que iniciei uma rubrica inspirada no "concurso" promovido pela RTP sobre os "Grandes Portugueses" e uma vez que esse tal "concurso" terminou, achei que valia a pena uma breve nota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua sendo minha intenção manter a política afastada deste blogue o mais possível. Não é que despreze ou menospreze a dita ciência (ou, pelo menos, parte dela), mas ela simplesmente estraga - e é esse mesmo o termo - o "ambiente" que aqui quero. De contemplação, reflexão, ponderação, rigor e certa erudição (a que é possível, dentro das minhas fracas possibilidades). Não de luta pelo poder (ou vinganças pela dita), que por mais voltas que se dê, é no que descamba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, mas uma coisa que prezo muito é o rigor. E, quando possível, o rigor minimamente científico. Para o caso vertente, um rigor que se traduza na menor perturbação possível do que é a realidade, com um mínimo de interferências dúbias ou manipulações.&lt;br /&gt;Fiel a esses preceitos, publico em seguida aquela que considero ser a lista mais fiável relativamente aos 10 grandes portugueses seleccionados para serem os "maiores". Já que a eleição por números de telefone é obviamente falível, para mim é esta a "classificação" que conta, embora não abranja todo o universo admissível e embora estivesse sujeita a uma pré-selecção um pouco mais "limpa", mas ainda assim falível. Ela é o resultado do estudo de opinião efectuado pela RTP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, aquele que os portugueses escolheram como seu maior dos maiores é:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;D. Afonso Henriques (21,0%)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No restantes lugares de honra (3º e 4º):&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Luís Vaz de Camões 15,2%&lt;br /&gt;Infante D. Henrique 11,2%&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo-se:&lt;br /&gt;D. João II 10,5%&lt;br /&gt;Fernando Pessoa 8,8%&lt;br /&gt;Marquês de Pombal 7,6%&lt;br /&gt;António Oliveira Salazar 6,6%&lt;br /&gt;Álvaro Cunhal 6,3%&lt;br /&gt;Aristides Sousa Mendes 5,9%&lt;br /&gt;Vasco da Gama 2,4%&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como referi acima, esta lista de 10 resultou de uma outra selecção, sobre a qual também tenho sérias reservas (dois que ali estão por mim não estavam - por sinal foram os dois primeiros na pseudo-votação por nºs de telefone). Porque não ficaria bem comigo mesmo, publicarei em seguida alguns dos nomes que não chegaram aos 10 mas que merecem a minha maior admiração, por diversos motivos. Vejam isto como um orgulho de ser compatriota deles, nem mais nem menos. Dos outros, não tenho, pelo menos em especial.&lt;br /&gt;A ordem é a da votação referida, não a minha. Para mim, são todos grandes:&lt;br /&gt;SALGUEIRO MAIA&lt;br /&gt;SANTO ANTÓNIO&lt;br /&gt;AMÁLIA RODRIGUES&lt;br /&gt;NUNO ÁLVARES PEREIRA&lt;br /&gt;JOÃO FERREIRA ANNES DE ALMEIDA&lt;br /&gt;AGOSTINHO DA SILVA&lt;br /&gt;EÇA DE QUEIRÓS&lt;br /&gt;EGAS MONIZ&lt;br /&gt;D. DINIS&lt;br /&gt;HUMBERTO DELGADO&lt;br /&gt;PEDRO NUNES&lt;br /&gt;PADRE ANTÓNIO VIEIRA&lt;br /&gt;D. JOÃO I&lt;br /&gt;SOPHIA DE MELLO BREYNER&lt;br /&gt;PADRE AMÉRICO&lt;br /&gt;ANTÓNIO DAMÁSIO&lt;br /&gt;AFONSO DE ALBUQUERQUE&lt;br /&gt;D. MANUEL I&lt;br /&gt;JOSÉ SARAMAGO&lt;br /&gt;CARLOS PAREDES&lt;br /&gt;PEDRO ÁLVARES CABRAL&lt;br /&gt;PADEIRA DE ALJUBARROTA&lt;br /&gt;ALMADA NEGREIROS&lt;br /&gt;ÁLVARO SIZA VIEIRA&lt;br /&gt;SOUSA MARTINS&lt;br /&gt;PADRE ANTÓNIO ANDRADE&lt;br /&gt;D. LEONOR&lt;br /&gt;ROSA MOTA&lt;br /&gt;ANTÓNIO TEIXEIRA REBELO&lt;br /&gt;D. AFONSO III&lt;br /&gt;VÍTOR BAÍA&lt;br /&gt;BARTOLOMEU DIAS&lt;br /&gt;D. MARIA II&lt;br /&gt;CARLOS LOPES&lt;br /&gt;AFONSO COSTA&lt;br /&gt;FONTES PEREIRA DE MELO&lt;br /&gt;GAGO COUTINHO&lt;br /&gt;MANUEL SOBRINHO SIMÕES&lt;br /&gt;ANTÓNIO LOBO ANTUNES&lt;br /&gt;GIL VICENTE&lt;br /&gt;MARIA HELENA VIEIRA DA SILVA&lt;br /&gt;MIGUEL TORGA&lt;br /&gt;NATÁLIA CORREIA&lt;br /&gt;EDGAR CARDOSO&lt;br /&gt;FERNÃO MENDES PINTO&lt;br /&gt;ALFREDO DA SILVA&lt;br /&gt;PEDRO HISPANO&lt;br /&gt;DAMIÃO DE GÓIS&lt;br /&gt;D JOÃO IV&lt;br /&gt;ADELAIDE CABETE&lt;br /&gt;ALMEIDA GARRETT&lt;br /&gt;ANTÓNIO GENTIL MARTINS&lt;br /&gt;MARIA JOÃO PIRES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E falta ainda muito boa gente...&lt;br /&gt;Observando outros nomes que constavam na lista dos 100, já se via que a cultura e a educação sobre a história do País andam mesmo por baixo. Pinto da Costa à frente de Damião de Góis? Alberto João Jardim à frente de Almeida Garrett? Vitor Baía à frente de Bartolomeu Dias? O "gato fedorento" à frente de Bocage?&lt;br /&gt;Até qualquer um dos beneficiados se sentiria incómodo com tamanha e tão bruta ignorância...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francamente, algo está a falhar em Portugal, e podem começar logo pelo serviço público, no caso em apreço o da RTP, embora este programa tenha ajudado a divulgar muito da nossa história e eu tenha lido e ouvido depoimentos interessantíssimos, como neste último programa. Alguns deles, ficaria muito mais tempo a ouvi-los, com grande deleite (e num ou noutro caso, para minha surpresa).&lt;br /&gt;Quanto ao resto, uma brincadeira, claro. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-2839911922498100761?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/2839911922498100761/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=2839911922498100761&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/2839911922498100761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/2839911922498100761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2007/03/e-os-maiores-dos-portugueses-so.html' title='E os &quot;maiores&quot; dos portugueses são...'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-8449657301899510664</id><published>2007-03-14T11:30:00.000Z</published><updated>2007-03-14T13:32:43.418Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História de Lisboa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidades'/><title type='text'>Os "grandes portugueses" e Lisboa (1ª parte)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não vou discutir os fundamentos e a legitimidade que assiste à eleição promovida pela RTP, sobre os "Grandes Portugueses". Da mesma forma evitarei tomar qualquer partido. O objectivo do presente é tão só evidenciar a ligação de cada um dos 10 "Grandes Portugueses" eleitos para a fase final com a cidade de Lisboa, que por ser capital de Portugal, está naturalmente presente na biografia de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecemos por saber quem daqueles dez era "alfacinha": dois poetas e dois reis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desses quatro, aquele que poderá ser considerado o mais "alfacinha" de todos é Fernando Pessoa, não só porque nasceu e morreu nesta cidade - obviamente - mas por toda a sua vivência e obra, ao ponto de existir uma "Lisboa Pessoana" (que é sem dúvida uma das mais fascinantes, senão a mais fascinante de todas as Lisboas alguma vez concebidas).&lt;br /&gt;Nasceu num prédio no Largo de São Carlos, foi baptizado na Igreja dos Mártires, no Chiado e faleceu no Hospital de São Luís dos Franceses.&lt;br /&gt;Como se não bastasse, ficou a sua figura para sempre "presa" a Lisboa no corpo da famosa estátua que existe no Chiado, n'A Brasileira, que é especialmente popular para fotografias de pose de quase toda a turistada que passa, muita dela porventura sem fazer a mínima idéia de quem se trata. Seria engraçado conhecer a opinião de Pessoa sobre o assunto!&lt;br /&gt;Em Lisboa existe também a casa-museu Fernando Pessoa (Rua Coelho da Rocha), promotora de frequentes actividades culturais e dotada de espólio diverso, onde se incluem pinturas de autores com Almada Negreiros. De referir que, exceptuando a traça exterior e o último quarto onde viveu o poeta, todo o restante do edifício é de arquitectura moderna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro poeta é Luís Vaz de Camões, embora neste caso não haja certeza quanto ao facto de ter nascido em Lisboa, embora seja a naturalidade normalmente sugerida. Certeza há que morreu em Lisboa.&lt;br /&gt;Viveu em pleno a época das Descobertas, tendo viajado por meio mundo em variadas peripécias. Essa vastidão de horizontes justificou a grandeza da sua obra em todos os aspectos, a par do excelente conhecimento das obras de autores clássicos.&lt;br /&gt;Em contrapartida, as estadias de Camões em Lisboa foram sempre atribuladas, entre os píncaros e a miséria, granjeando pelo meio fama de inveterado boémio.&lt;br /&gt;Camões entrou para a toponímia lisboeta já nos finais do século XIX, quando foi inaugurada a sua estátua (magnífica, por sinal) no largo que tem hoje o seu nome, no coração fervilhante daquela parte da cidade (reconhecível até no cinema, como no clássico "O Pai Tirano"). O largo passou mesmo a ser conhecido apenas como "o Camões".&lt;br /&gt;Mais recentemente chegou a estar "o Camões" (isto é, a estátua) fora do lugar, para que se procedesse à construção de um parque de estacionamento subterrâneo (com tanto lugar...). Com as obras descobriram-se vestígios do que já se sabia ter ali existido, como as ruínas do Palácio do Marquês de Marialva, que foi destruído e parcialmente soterrado devido ao terramoto de 1755, e até vestígios de ocupação romana.&lt;br /&gt;É também em Lisboa que está sediado o Instituto Camões, dedicado ao ensino e divulgação da língua portuguesa no Mundo. Lembra o Instituto Cervantes espanhol, mas com uma diferença importante: é que Camões esteve mesmo na maior parte dos sítios onde a língua portuguesa chegou há 500 anos atrás (que ele também a levou!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-8449657301899510664?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/8449657301899510664/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=8449657301899510664&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/8449657301899510664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/8449657301899510664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2007/03/os-grandes-portugueses-e-lisboa-i.html' title='Os &quot;grandes portugueses&quot; e Lisboa (1ª parte)'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-9139608499685676279</id><published>2007-02-16T22:29:00.000Z</published><updated>2007-02-16T22:44:25.511Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidades'/><title type='text'>Era em... Alcântara</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_i3to4kvynSY/RdYzmJJJbqI/AAAAAAAAABI/0TZBPoahr0M/s1600-h/A9454.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5032266364015439522" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_i3to4kvynSY/RdYzmJJJbqI/AAAAAAAAABI/0TZBPoahr0M/s400/A9454.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É a resposta à questão colocada no anterior post: a fotografia apresentada, com data aproximada do ano 1912, é do vale de Alcântara e da antiga ribeira hoje "encanada". Ao fundo vê-se a "Ponte Nova", que por certo seria bem mais recente que a antiga (embora nenhuma delas exista hoje em dia) que deu nome ao lugar. Porque Alcântara vem do árabe &lt;em&gt;Al Qantarah,&lt;/em&gt; que siginica, precisamente, a ponte. Pelo menos já desde o tempo dos árabes que ali deveria existir uma.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-9139608499685676279?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/9139608499685676279/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=9139608499685676279&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/9139608499685676279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/9139608499685676279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2007/02/era-em-alcntara.html' title='Era em... Alcântara'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_i3to4kvynSY/RdYzmJJJbqI/AAAAAAAAABI/0TZBPoahr0M/s72-c/A9454.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-6512264712800034092</id><published>2007-02-05T16:30:00.000Z</published><updated>2007-02-05T16:37:45.046Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidades'/><title type='text'>Era assim... onde?</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_i3to4kvynSY/RcddP7-FWiI/AAAAAAAAAA8/yHl1nd9gLl0/s1600-h/onde1.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5028090037359958562" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_i3to4kvynSY/RcddP7-FWiI/AAAAAAAAAA8/yHl1nd9gLl0/s400/onde1.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_i3to4kvynSY/Rcdb6b-FWhI/AAAAAAAAAAw/QXP5R6Dwo1g/s1600-h/alcantara.png"&gt;&lt;/a&gt;Por entre casario velho e rústico serpenteia uma ribeira onde as lavadeiras lavam a roupa. Era assim, era em Lisboa? Onde? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-6512264712800034092?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/6512264712800034092/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=6512264712800034092&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/6512264712800034092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/6512264712800034092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2007/02/era-assim-onde.html' title='Era assim... onde?'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_i3to4kvynSY/RcddP7-FWiI/AAAAAAAAAA8/yHl1nd9gLl0/s72-c/onde1.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-8482736967817465272</id><published>2007-01-18T12:37:00.000Z</published><updated>2007-01-18T12:38:33.041Z</updated><title type='text'>Lisboa é (em castelhano e catalão)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Coisas que se encontram na internet:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisboa es la ciudad abierta al mar, que siempre marcó su destino&lt;br /&gt;Lisboa es una capital privilegiada, a orillas de uno de los más bonitos estuarios de Europa&lt;br /&gt;Lisboa es el nada nunca jamás. Lisboa es para llorar, puro destino y llanto, fado y luz de lágrima. Pero al mismo tiempo es una inmersión radical en la alegría&lt;br /&gt;Mi impresión general de Lisboa es la de "tiempo detenido" es como si la ciudad se hubiera congelado en los años 50, con sus edificios de colores, bien cuidados y muy coquetos, y se hubiera despertado 50 años después con hambre de modernidad y grandes edificios modernos salpicandolo todo, pero con gusto estético y harmonía. Se puede ver un edificio en perfecto estado de unos 100 años junto con un edificio abandonado y un gran edificio moderno colindante, es una ciudad de contrastes pero con encanto.&lt;br /&gt;Lisboa es una romantica ciudad llena de nostalgia por un glorioso pasado. En mi limitado entendimiento de una tan sobrecogedora tradición, siento que Lisboa es el Fado hecho arquitectura, y el Fado como Lisboa hecha canción&lt;br /&gt;Lisboa es cosa "boa"&lt;br /&gt;Lisboa es una ciudad que no se olvida… es un destino que no debe faltar para aquellos espíritus que todavía buscan encontrar en el viaje un tiempo hecho para el disfrute de la calma, la poesía y la belleza&lt;br /&gt;Lisboa es la promesa nunca cumplida de un pasado mejor, pero del que uno nunca sabe a qué atenerse&lt;br /&gt;Lisboa es bellísima, altiva y ruinosa también, como mi Habana&lt;br /&gt;Lisboa es el fin. Aquí llegan todos los caminos (las autopistas, los trenes, y nuestra pequeña ruta de la fantasía) y todos terminan hechos agua, fundiéndose con el mar. No hay nada más allá. Antes, cuando la Tierra era plana, aquí se acababa el mundo, y aun hoy las cosas no han cambiado tanto.&lt;br /&gt;Lisboa late a fuego lento, suave, dulce&lt;br /&gt;Lisboa es bella, pero no con la belleza clara y objetiva de otras ciudades, Lisboa es bella en su tristeza, en su mantenerse en píe a pesar de haberse caído. Lisboa sucumbe a los terremotos y sigue siendo bella si se sabe vislumbrar su maravilla&lt;br /&gt;Lisboa és una ciutat per ser mirada des de totes les perspectives&lt;br /&gt;Lisboa es el secreto mejor guardado de Europa&lt;br /&gt;Lisboa es una tierra que provoca añoranzas para el resto de la vida, fina, acogedora, educada, rebozante de cultura, inteligencia y arte en cada calle, en cada callejón; en las plazoletas, plazas, las laderas, los terraplenes, las callejuelas o avenidas, en el morro del Castillo o a las orillas de Tejo&lt;br /&gt;Lisboa es una de las pocas capitales europeas que todavía conserva el encanto de otros tiempos&lt;br /&gt;Lisboa es una de esas ciudades que cambia de atmósfera y de color a merced de la luz del día&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-8482736967817465272?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/8482736967817465272/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=8482736967817465272&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/8482736967817465272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/8482736967817465272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2006/12/lisboa-em-castelhano-e-catalo.html' title='Lisboa é (em castelhano e catalão)'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-4984790713409558589</id><published>2007-01-05T00:52:00.000Z</published><updated>2007-01-05T00:53:22.003Z</updated><title type='text'>E Feliz Ano Novo!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Mais uma volta que este nosso planeta completou à volta do Sol... é isso o que é mais um ano!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Muitas e boas dessas voltas para todos!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-4984790713409558589?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/4984790713409558589/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=4984790713409558589&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/4984790713409558589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/4984790713409558589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2007/01/e-feliz-ano-novo.html' title='E Feliz Ano Novo!'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-6646502480736770595</id><published>2006-12-22T17:45:00.000Z</published><updated>2006-12-22T17:50:03.975Z</updated><title type='text'>Feliz Natal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É da mais elementar etiqueta bloguística lusa, mas é com todo o gosto que desejo um &lt;strong&gt;Feliz Natal &lt;/strong&gt;a todos os leitores, estejam onde estiverem, com paz e saúde.&lt;br /&gt;E para os que não vão, como eu, gozar a festa em Lisboa (como costumo dizer, passo o Natal na "terra", mas a minha terra é Lisboa...), boas viagens.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-6646502480736770595?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/6646502480736770595/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=6646502480736770595&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/6646502480736770595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/6646502480736770595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2006/12/feliz-natal.html' title='Feliz Natal'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-886453034205289956</id><published>2006-12-20T20:07:00.000Z</published><updated>2006-12-20T20:31:47.474Z</updated><title type='text'>Para que não se percam no caminho de casa...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;... eis os variados nomes de Lisboa, em diferentes línguas. Agruparam-se segundo a grafia "convertida" (independentemente do alfabeto de escrita), embora foneticamente possam ser diferentes entre si. É possível que as palavras em certos alfabetos não sejam visualizadas correctamente (depende do sistema e fontes instaladas para cada leitor). Também é possível terem passado alguns erros em léxico e grafias alheias - agradecemos a vossa compreensão e, já agora, ajuda para corrigi-los.&lt;br /&gt;Aqui estão eles:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisboa: Espanhol, Aragonês, Asturiano, Catalão, Basco, Galego, Veneziano, Ido, Norueguês, Quéchua, Tahitiano, Indonésio, Tagalogue (alternativa) e Vietnamita (alternativa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisbona: Italiano, Corso, Sardo, Siciliano, Piemontês, Romance, Maltês, Albanês, Interlíngua e Arménio*&lt;br /&gt;* - escrito Լիսբոնա&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisbon: Inglês, Bretão, Galês, Gaélico da Escócia, Cornualhês, Malaio, Ilocano, Capampanganês, Crioulo da Papua, Curdo (alternativa)*, Tagalogue (alternativa), Vietnamita (alternativa), Hebraico**, Bengali***, Punjabi**** e Tailandês*****&lt;br /&gt;* - escrito لیسبۆن&lt;br /&gt;** - escrito ליסבון&lt;br /&gt;*** - escrito লিস্বন&lt;br /&gt;**** - escrito ਲੀਸਬੋਨ&lt;br /&gt;***** - escrito ลิสบอน&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lissabon/Lißabon: Alemão, Baixo Alemão, Luxemburguês, Holandês, Frísio, Limburguês, Africanse, Sueco, Dinamarquês, Islandês, Finlandês, Estónio, Russo*, Azeri*, Tártaro*, Turcomeno*, Uzbeque* e Tajique**&lt;br /&gt;* - escrito Лиссабон&lt;br /&gt;** - escrito Лиссабон ou لیسبان&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisbonne: Francês, Normando e Crioulo Haitiano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisabon: Bielorusso*, Ucraniano *, Búlgaro**, Checo, Bósnio, Croata, Sérvio**, Eslovaco, Alemânico, Curdo (alternativa)*** e Uigure****&lt;br /&gt;* - escrito Лісабон&lt;br /&gt;** - escrito Лисабон&lt;br /&gt;*** - escrito لیسابۆن&lt;br /&gt;**** - escrito لىسابون&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisabona: Romeno, Moldavo*, Grego**, Letão, Lituano e Occitano&lt;br /&gt;* - escrito alternativamente como Лисабона&lt;br /&gt;** - escrito Λισσαβώνα&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisbonum*, Olisipo ou Ulisipo*: Latim&lt;br /&gt;* - escrito Lisbonvm ou Vlisipo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisbono: Esperanto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisszabon: Húngaro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lizbona: Polaco e Esloveno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lizboa: Tétum&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lizbon: Turco, Cassubiano, Dimli* e Pashtum**&lt;br /&gt;* - escrito لیزبۆن&lt;br /&gt;** - escrito لزبون&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liospóin (ou Liosbóin): Gaélico Irlandês&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisibén: Chinês (Mandarim)*&lt;br /&gt;* - escrito 里斯本&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Risubon: Japonês*&lt;br /&gt;* - escrito リスボン&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liseubon: Coreano*&lt;br /&gt;* - escrito 리스본&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lišbūnâ/Lishbūnah ou al-Ušbūnâ/al-Aschbouna (nomes antigos): Árabe* e Aramaico (no caso de Lišbūnā)**&lt;br /&gt;* - escrito لشبونة ou الأشبونة&lt;br /&gt;** - escrito ܠܫܒܘܢܐ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lešbūne (ou Līsbon): Persa*&lt;br /&gt;* - escrito لشبونه ou لیسبون&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisban: Hindi* e Urdu**&lt;br /&gt;* - escrito लिस्बन&lt;br /&gt;** - escrito لسبن&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisbun: Yiddich*&lt;br /&gt;* - escrito ליסבון&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisaboni: Georgiano*&lt;br /&gt;* - escrito ლისაბონი&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lispan: Tamil&lt;br /&gt;* - escrito லிஸ்பன்&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisipón ou Lisibong: Tibetano&lt;br /&gt;* - escrito ལི་སི་པོང་&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os resultados talvez não sejam tão extravagantes como são, por exemplo, os que obtemos relativamente ao nome Portugal. Mas é curioso notar que as duas designações mais "desviadas" são as de dois antigos senhores da cidade (romanos e árabes)! Não esperaram pelo aparecimento dos portugueses...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-886453034205289956?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/886453034205289956/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=886453034205289956&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/886453034205289956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/886453034205289956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2006/12/para-que-no-se-percam-no-caminho-de.html' title='Para que não se percam no caminho de casa...'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-4226391360388120356</id><published>2006-12-13T10:39:00.000Z</published><updated>2006-12-13T11:53:03.387Z</updated><title type='text'>Ainda mais cinema... ibérico</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Já que falamos de cinema (ver abaixo), continuemos, porque há mais para divulgar. Desta vez um outro festival que já vai a meio, o &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.holalisboa.com/" target="_new"&gt;Hola Lisboa&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; (decorre de 7 a 17 de Dezembro), festival de cinema ibérico promovido pela Associação Lumiére Noir e pela EGEAC (CML). Está instalado no mítico Cinema São Jorge, à Avenida da Liberdade. Para mais detalhes, façam o favor de visitar o respectivo &lt;a href="http://www.holalisboa.com/" target="_new"&gt;&lt;em&gt;site&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A talhe de foice, e porque tratamos agora de cinema ibérico, cumpre também informar que hoje mesmo será apresentado em Lisboa (Palácio da Mitra) o novo filme do aclamado realizador espanhol Carlos Saura, intitulado "Fados". Depois de ter realizado "Sevillanas", "Flamenco" e "Tango no me dejes nunca", Saura decidiu completar o ciclo com uma obra-documentário sobre a &lt;em&gt;canção de Lisboa&lt;/em&gt; (pois neste caso remete-se apenas à variante "alfacinha").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme, que já terá sido rodado na totalidade, contou com a consultoria de Carlos do Carmo (meu caro consócio de outras lides), Rui Vieira Nery e Ivan Dias, sendo que o elenco de fadistas (cantores e guitarristas) inclui ilustres "veteranos" como Argentina Santos, José Fontes Rocha e Raul Nery (pai de Rui Nery), acompanhados dos mais novos Camané, Mariza e Ricardo Rocha (neto de José Fontes Rocha).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contribuiram ainda outros nomes do "mundo" lusófono, em clara associação do Fado às sonoridades do Brasil e da África lusófona, seja por eventuais raízes comuns, seja por mera similitude natural ou até, como é o caso, porque os próprios artistas em causa têm uma relação muito especial com o Fado: Cesária Évora, Lura, Chico Buarque, Caetano Veloso e ainda a mexicana Lila Downs, esta interpretando um tema de Lucília do Carmo (mãe de Carlos do Carmo) à maneira "ranchera".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;" src="http://bp0.blogger.com/_i3to4kvynSY/RX_pbkXJpYI/AAAAAAAAAAk/ZP7x9ceakbo/s400/carlos_saura.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5007977970485798274" /&gt;Consta que a obra tem forte cunho pessoal de Saura, que se afirma conhecedor de longa data do Fado, tendo reforçado a inspiração com visitas a várias casas lisboetas. Não obstante, e não obstante também a intensa polémica que rodeou a concessão de financiamento por parte da Câmara Municipal de Lisboa (mas aqui a política fica à porta), é uma obra que aguardamos com grande interesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E já agora, por entre pesquisas deparei-me com este &lt;a href="http://www.portaldofado.net/" target="_new"&gt;Portal do Fado&lt;/a&gt; que à primeira vista me parece merecedor de mais visitas. Pelo sim, pelo não, passará a constar na barra aqui ao lado. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-4226391360388120356?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/4226391360388120356/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=4226391360388120356&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/4226391360388120356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/4226391360388120356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2006/12/ainda-mais-cinema-ibrico.html' title='Ainda mais cinema... ibérico'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_i3to4kvynSY/RX_pbkXJpYI/AAAAAAAAAAk/ZP7x9ceakbo/s72-c/carlos_saura.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-4132727019878189980</id><published>2006-12-12T11:23:00.000Z</published><updated>2006-12-12T12:18:37.218Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Actualidades'/><title type='text'>Ainda bom cinema... em dose de 50</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_i3to4kvynSY/RX6cHRitHQI/AAAAAAAAAAU/HX7rChi214w/s1600-h/coceb.png"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_i3to4kvynSY/RX6cHRitHQI/AAAAAAAAAAU/HX7rChi214w/s400/coceb.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5007611484464553218" /&gt;&lt;/a&gt;No seguimento do post anterior aproveito para divulgar outro programa, este da &lt;a href="http://www.gulbenkian.org/" target="_new"&gt;Fundação Calouste Gulbenkian&lt;/a&gt; - embora também em colaboração com &lt;a href="http://www.cinemateca.pt" target="'_new"&gt;Cinemateca&lt;/a&gt; (pela mão de João Bénard da Costa, &lt;i&gt;pontifex&lt;/i&gt; da 7ª arte no nosso país).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui fica a introdução ao ciclo &lt;b&gt;COMO O CINEMA ERA BELO - 50 filmes inesquecíveis&lt;/b&gt;, tal como apresentada no respectivo &lt;a href="http://www.gulbenkian.pt/filmes.asp" target="'_new"&gt;&lt;em&gt;site&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Integrado nas Comemorações do Cinquentenário da Fundação e em colaboração com a Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema, este Ciclo de Cinema apresenta 50 filmes, numa escolha de João Bénard da Costa. Uma mostra que assinala também a contribuição da Fundação, entre 1973 e 1990, para a divulgação do cinema através da organização de Ciclos, com obras clássicas, que marcaram uma época na formação dos gostos e na cultura cinematográfica em Portugal.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é óbvio, esta minha recordatória chega já com atraso, uma vez que já tiveram lugar 21 das 50 sessões. No entanto, ainda há muito de bom para ver, como poderão contatar na &lt;a href="http://www.gulbenkian.pt/filmes.asp" target="'_new"&gt;programação&lt;/a&gt; (onde, para registo, estão também os nomes dos filmes já projectados).&lt;br /&gt;Apesar do que sugere o título ("...era belo"), o "saudosismo" em causa é o da "velha" cinefilia (a dos "telhudos pela tela"), porque quanto às películas seleccionadas, temos das mais antigas até às mais recentes (sendo a mais recente o belíssimo "Novo Mundo" de Terrence Malick).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faltarão por certo outros grandes filmes, tal como o próprio Bénard da Costa confessou - a sua selecção inicial incluía 214 obras!...&lt;br /&gt;A limitação a 50 poderá significar que temos ali a "crème de la crème" dos filmes? Em parte, porque não se quis deixar de representar alguns excelentes realizadores, em detrimento da abundante proficuidade de outros.&lt;br /&gt;De qualquer forma, o resultado final é de primeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para finalizar, e porque estamos em tempo de compras natalícias, recomendo o livro-guia publicado a propósito (cuja capa ilustra este post), que poderão encontrar &lt;a href="http://www.montra.gulbenkian.pt/content.aspx?contentid=53E4652C-E64B-49F8-B6C3-CE678E64430F&amp;channelid=59846CD2-7543-4571-B960-D90FABBA3DD4&amp;amp;schemaid=F4925399-2C83-4518-84D3-9C84DDCF3706" target="_new"&gt;aqui&lt;/a&gt; (na Fundação - com possibilidade de venda &lt;em&gt;online&lt;/em&gt;) ou &lt;a href="http://www.cinemateca.pt/liv.asp" target="'_new"&gt;aqui&lt;/a&gt; (na livraria da Cinemateca). Saíu da pena de Bénard da Costa, obviamente.&lt;br /&gt;Custa 27.78 Euros, mas - aproveitem a dica - encontrei-o na livraria da Fundação por apenas 25.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pena é que algumas das obras (alguns dos meus filmes favoritos) ainda não tenham tido publicação em DVD (ou pelo menos, uma publicação decente). Não é que não prefira a "tela", nem é que tenha &lt;em&gt;Home Cinema &lt;/em&gt;por aí além, mas à falta de tempo e oportunidade... venham eles!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: tudo isto, em Lisboa, claro!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-4132727019878189980?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/4132727019878189980/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=4132727019878189980&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/4132727019878189980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/4132727019878189980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2006/12/ainda-bom-cinema-em-dose-de-50.html' title='Ainda bom cinema... em dose de 50'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_i3to4kvynSY/RX6cHRitHQI/AAAAAAAAAAU/HX7rChi214w/s72-c/coceb.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-2287501492011434834</id><published>2006-12-08T01:20:00.001Z</published><updated>2006-12-12T11:23:51.892Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Actualidades'/><title type='text'>Uma das vantagens de ser cinéfilo em Lisboa...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;...é viver na cidade da Cinemateca. 2ª feira inicia um ciclo de cinema coreano. 3ª feira, tem tesouros dos primórdios do cinema português (Séx.XIX). São apenas exemplos.&lt;br /&gt;Há cinema todos os dias excepto ao Domingo.&lt;br /&gt;Cinema, e do bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aconselho um saltinho ao respectivo &lt;a href="http://www.cinemateca.pt/"&gt;site&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-2287501492011434834?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/2287501492011434834/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=2287501492011434834&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/2287501492011434834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/2287501492011434834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2006/12/uma-das-vantagens-de-ser-cinfilo-em.html' title='Uma das vantagens de ser cinéfilo em Lisboa...'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-5278318812817027116</id><published>2006-11-29T12:52:00.000Z</published><updated>2006-11-29T13:48:37.186Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História de Lisboa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Actualidades'/><title type='text'>Restauração da Independência</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger2/2258/2266/400/352149/pt%7Ee20restaura%3F%3Fo.gif" border="0" /&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A Bandeira da Restauração, com a nossa Cruz de Cristo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;No próximo dia 1 de Dezembro celebra-se o 366º aniversário da Restauração da Independência de Portugal, efeméride a que já demos destaque no ano anterior (ver &lt;a href="http://delisboa.blogspot.com/2005/11/restaurao-da-independncia.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, uma breve resenha dos acontecimentos históricos e &lt;a href="http://delisboa.blogspot.com/2005/12/restaurao-da-independncia-ii.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, uma breve referência ao Monumento da Restauração, na Praça dos Restauradores).&lt;br /&gt;Diz muito ao autor e diz muito a Lisboa, que foi onde se desenrolaram os acontecimentos em questão e onde se encontra sedeada a &lt;a href="http://www.ship.pt"&gt;Sociedade Histórica da Independência de Portugal&lt;/a&gt;, a cujo site oficial e cerimónias recomendamos a acorrência (para saber mais sobre as origens da Sociedade, ver o primeiro artigo referido acima).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, antecipamos aqui o programa das comemorações de 2006:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;12h00 – MISSA SOLENE DE ACÇÃO DE GRAÇAS, na Igreja Paroquial de Santa Justa, no Largo de São Domingos;&lt;br /&gt;16h00 – HOMENAGEM AOS HERÓIS DA RESTAURAÇÃO, na Praça dos Restauradores;&lt;br /&gt;17h15 – ASSINATURA DO LIVRO DE HONRA DA S.H.I.P., no Palácio da Independência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das 14h30 às 18h30, no Palácio da Independência, decorrem visitas às Exposições “Hinos, marchas, cantos patrióticos e obras dedicadas” – colecção do Maestro Dr. Manuel Ivo Cruz e “Reais Hospitais Militares de S.João de Deus na Fronteira Luso-Espanhola (Séculos XVII e XVIII)”, promovida pela Comissão Portuguesa de História Militar e Ordem Hospitaleira de São João de Deus.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram 60 anos sob domínio estrangeiro, em que Lisboa perdeu estatuto e importância (embora nem tudo fosse mau, em determinados aspectos). 60 anos em quase 900 anos de história do País e em 751 anos de Lisboa como capital. Visto assim, é pouco, mas a importância é grande. Neste "canto" resistiram Lusitanos e Suevos a quem de Leste os ameaçou... e venceu. Da mesma forma têm resistido os portugueses durante quase 900 anos, reafirmando a sua identidade e a sua independência. Cuidemos dela, cuidando dos portugueses - afinal foi por isso mesmo que Afonso Henriques lutou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VIVA PORTUGAL!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger2/2258/2266/400/215490/bandeiras%20de%20portugals.png" border="0" /&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Bandeiras da Portugal (incluindo as de maior simbolismo para a independência): reinado de D. Afonso Henriques - o Fundador; reinado de D. João I, Mestre de Avis - o de Boa Memória; reinado de D. João IV, Duque de Bragança - o Restaurador; República Portuguesa&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Créditos: imagens retiradas da &lt;/em&gt;&lt;em&gt;excelente página &lt;a href="http://www.tuvalkin.web.pt/terravista/guincho/1421/bandeira/pt_hist.htm"&gt;História da Bandeira de Portugal&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; mantida por António Martins&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-5278318812817027116?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/5278318812817027116/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=5278318812817027116&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/5278318812817027116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/5278318812817027116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2006/11/restaurao-da-independncia.html' title='Restauração da Independência'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-5622835959222747282</id><published>2006-11-27T12:18:00.000Z</published><updated>2006-11-27T12:24:05.600Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lisboa sentida'/><title type='text'>Lisboa de Sophia</title><content type='html'>&lt;em&gt;Digo: &lt;br /&gt;"Lisboa" &lt;br /&gt;Quando atravesso - vinda do sul - o rio &lt;br /&gt;E a cidade a que chego abre-se como se do meu nome nascesse &lt;br /&gt;Abre-se e ergue-se em sua extensão nocturna &lt;br /&gt;Em seu longo luzir de azul e rio &lt;br /&gt;Em seu corpo amontoado de colinas - &lt;br /&gt;Vejo-a melhor porque a digo &lt;br /&gt;Tudo se mostra melhor porque digo &lt;br /&gt;Tudo mostra melhor o seu estar e a sua carência &lt;br /&gt;Porque digo &lt;br /&gt;Lisboa com seu nome de ser e de não-ser &lt;br /&gt;Com seus meandros de espanto insônia e lata &lt;br /&gt;E seu secreto rebrilhar de coisa de teatro &lt;br /&gt;Seu conivente sorrir de intriga e máscara &lt;br /&gt;Enquanto o largo mar a Ocidente se dilata &lt;br /&gt;Lisboa oscilando como uma grande barca &lt;br /&gt;Lisboa cruelmente construída ao longo da sua própria ausência &lt;br /&gt;Digo o nome da cidade &lt;br /&gt;- Digo para ver&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sophia de Mello Breyner Andresen &lt;br /&gt;(Porto, 6 de Novembro de 1919 - Lisboa, 2 de Julho de 2004)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-5622835959222747282?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/5622835959222747282/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=5622835959222747282&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/5622835959222747282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/5622835959222747282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2006/11/lisboa-de-sophia.html' title='Lisboa de Sophia'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-116101509474157212</id><published>2006-11-15T11:31:00.000Z</published><updated>2006-11-15T11:31:27.687Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História de Lisboa'/><title type='text'>Apontamentos sobre a História de Lisboa (III): A Fundação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Já aqui desmistificámos a famosa "lenda de Ulisses". Quanto à hipotética fundação de Lisboa pelos Fenícios, apresentámos argumentos a favor e contra, não sendo possível chegar a uma conclusão segura. Até prova em contrário, pouco ou nada nos diz que Lisboa alguma vez tivesse sido um estabelecimento fenício (ou uma cidade dominada por estes).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, quando chegaram os Romanos, Lisboa já existia... e pareceu-lhes uma cidade antiga. Se bem que a "lenda de Ulisses" possa ser fantasiosa (pelo menos no que à fundação de Lisboa diz respeito), ela demonstra isso mesmo. Não faz muito sentido que os Romanos invocassem um acontecimento tão antigo como a Guerra de Tróia para explicar a fundação de um local "bárbaro" e remoto.&lt;br /&gt;Assim sendo, o que os Romanos encontraram foi uma cidade propriamente dita, de acordo com os padrões "mediterrânicos". Não apenas uma sede de poder local ou um reduto fortificado para protecção de populações agro-piscatórias, mas também e sobretudo um centro de comércio, com relações e influências que se encontravam bem para além da sua região natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que Lisboa não fosse Fenícia, terá tido sem dúvida um papel importante nas antigas rotas trans-ibéricas, em que os Fenícios (através de Gadir - Cádiz) seriam a contraparte final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria Lisboa uma cidade turdúla? É uma possibilidade. Os túrdulos (a par dos turdetanos) eram um conjunto de povos que se crê terem sido os sucessores dos tartéssicos. Tartessos, uma antiga e sofisticada civilização de origem ibérica que desde cedo manteve importantes relações com o Oriente Mediterrânico. De tal forma que foram os Fenícios - precisamente - os que acabaram por destruir o famoso reino, quando a sua região (a futura Andaluzia) era já cobiçada pelos gregos.&lt;br /&gt;Supor que Lisboa já existia ao tempo do Reino de Tartessos (e intimamente ligada a este) parece-nos demasiado abusivo. Aliás, os vestígios do Reino de Tartessos são, ainda hoje, tão frágeis e confusos (embora cada vez menos), que torna-se extremamente difícil construir qualquer hipótese relacionada com o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, as próprias fontes romanas referem que em determinada época terá ocorrido uma migração conjunta de túrdulos e celtas para Norte, tendo os túrdulos ocupado boa parte do litoral Norte do Tejo e os Celtas seguido para o Noroeste Peninsular (Galiza). É uma hipótese...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por aqui fechamos - por agora - o assunto da fundação da cidade, sem que se consiga chegar a uma conclusão clara.&lt;br /&gt;Com bastante segurança podemos afirmar que Lisboa é de facto uma cidade muito antiga, uma das mais antigas de entre as capitais da Europa. Também sabemos que o seu crescimento e desenvolvimento iniciais deveram-se à influência de povos do mediterrâneo: indirectamente, pelo contacto com civilizações "mediterranizadas" do Sul da Península (Tartessos?); ou directamente, pelo contacto com mercadores fenícios (e outros povos de origem semita).&lt;br /&gt;Fundamentais também terão sido os contactos com o Norte Peninsular e até com o Norte da Europa, desempenhando Lisboa um papel importante como ponto de paragem e de intermediação, quer pela rota marítima mas também (mais importante, porventura) por rotas terrestres. Afinal de contas, a Península era canal privilegiado para o contacto entre fenícios (e depois cartagineses) e o Ocidente europeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida iremos abordar a "romanização" de Lisboa, processo que colocou definitivamente a cidade no "mapa" das grandes civilizações europeias.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-116101509474157212?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/116101509474157212/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=116101509474157212&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/116101509474157212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/116101509474157212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2006/10/apnta.html' title='Apontamentos sobre a História de Lisboa (III): A Fundação'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-116298525104571155</id><published>2006-11-08T11:23:00.000Z</published><updated>2006-11-15T11:48:52.048Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Actualidades'/><title type='text'>Insólitos da modernidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sábado, pelas 9 da noite, faltou a electricidade em muitas zonas de Lisboa. Veio-se a saber que a culpa foi de um navio, num canal fluvial alemão...&lt;br /&gt;Que tempos estes!&lt;br /&gt;Já lá vão outros, em que era preciso chegar um barco do Brasil para saber quem era o Rei de Portugal!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-116298525104571155?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/116298525104571155/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=116298525104571155&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/116298525104571155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/116298525104571155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2006/11/inslitos-da-modernidade.html' title='Insólitos da modernidade'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-116222829993274207</id><published>2006-10-30T16:23:00.000Z</published><updated>2006-11-15T11:48:37.887Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Avenidas de Lisboa'/><title type='text'>Avenidas de Lisboa (I): Avenida da Liberdade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Hoje inauguramos uma nova série de textos, para "reanimar" este blogue (está no "estaleiro" mais um texto sobre as origens de Lisboa, mas esse ainda demora).&lt;br /&gt;Vamos percorrer as Avenidas de Lisboa, de forma algo superficial, mas estruturada de maneira a que se conheça parte do património desta cidade e alguns respigos - muito ligeiros - da sua história (e da história do seu urbanismo).&lt;br /&gt;Também não conhecemos em detalhe e com actualidade o estado de preservação de muito do património aqui referido. No entanto, só pelo registo, entendemos que vale a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começamos pela Avenida da Liberdade, uma das mais antigas (como avenida) e que, em conjunto com a Avenida da República, forma o eixo central da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Avenida da Liberdade foi contruída nos finais do Século XIX sobre parte do antigo "Passeio Público".&lt;br /&gt;A sua extensão viria a ser bem maior que a daquele, indo ao encontro de um novo parque, no topo, cuja construção visava compensar a "perda" do parque público (o Parque da Liberdade, que mais tarde daria lugar ao Parque Eduardo VII).&lt;br /&gt;A Sul, foi construída a Praça dos Restauradores, consagrada à "liberdade" de Portugal face a Espanha, reconquistada (restaurada) em 1640. Em conformidade, a nova avenida recebeu precisamente o nome de "Liberdade". E assim se esclarece um equívoco (embora não muito frequente) pelo qual se atribui à Revolução de 1974 a responsabilidade pelo novo nome, supostamente em substituição de um outro. Sempre foi "Avenida da Liberdade" (desde que é avenida), mesmo quando a liberdade, nalguma outra ocasião, se viu ameaçada (em bom rigor, o espírito será o da "Independência").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recuando de novo no tempo, cumpre recordar que a origem do Passeio Público remonta à época da reconstrução pós-terramoto (1755). Ao tempo do terramoto já existiam na zona algumas construções (sobretudo palácios e palacetes) e primitivos arruamentos, concentrados no que é hoje a parte a Sul. O mais eram hortas e "mata cerrada", até porque terminava ali o perímetro das antigas muralhas da cidade (cerca Fernandina). Desta forma, no Século XVI e em anteriores, a zona era totalmente "campestre".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por sua vez, a fertilidade dos campos e a própria topografia (em forma de vale suave) encontram explicação na existência de uma antiga ribeira, a de "Valverde" (ou de Sto. Antão), que seguia em boa parte o traçado da actual avenida e se juntava a uma outra ribeira (de Arroios) mais abaixo, desaguando ambas num esteiro do Tejo. Em bom rigor, quer as duas ribeiras quer o esteiro ainda hoje existem... mas no subsolo. As duas ribeiras, encanadas, enquanto o esteiro banha as estacarias de muitos edifícios da Baixa.&lt;br /&gt;No entanto, desde o tempo dos romanos até aos primeiros tempos de Lisboa como capital do Reino de Portugal foram sendo "conquistadas" aquelas terras, de forma progressiva. Enquanto alagadas, eram aproveitadas para o cultivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando à evolução da Avenida da Liberdade, foi concebida como artéria de grande circulação, o que entristeceu muitos lisboetas, saudosos do prazenteiro Passeio Público. E, em pouco tempo, o tráfico de barulhentas carruagens começou a dar lugar aos primeiros automóveis - ainda mais barulhentos e ainda mais "endiabrados" para com o sossego dos peões.&lt;br /&gt;Como "refúgio", ainda foram construídas alamedas no meio da avenida, arborizadas, mas que ficavam muito aquém do conceito de "parque". Com o correr dos tempos - e o alargamento das vias rodoviárias - a Avenida tornou-se cada vez menos cativante para o passeio dos alfacinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como cópia dos "boulevards" parisienses, porém, a Avenida da Liberdade não perdeu interesse. Surgiram edifícios de traça "moderna", alegre e elaborada, contrastando com a sobriedade dos edifícios "pombalinos". Como veremos adiante, a Avenida da Liberdade foi durante algumas décadas uma "montra" privilegiada para os mais arrojados arquitectos, qual "ex-libris" de um novo urbanismo de Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o tempo do Estado Novo surgiram novas edificações, deveras interessantes em si (como o edifício do Diário de Notícias, o Hotel Vitória ou o Cinema São Jorge), embora nem sempre em harmonia com o conjunto.&lt;br /&gt;No lugar da antiga Rotunda foi construída a Praça Marquês de Pombal, que reforçou a fluidez de comunicação da Avenida com o resto da cidade. Para ali se deslocou em definitivo o "centro" de Lisboa.&lt;br /&gt;Também nesta época foi "reforçada" significativamente a estatuária da Avenida, como veremos adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se a harmonia arquitectónica poderia ser posta em causa, veio a sê-lo com gravidade nas décadas seguintes... e em boa medida até hoje. De ambos os lados da avenida é difícil encontrar um quarteirão onde não existam aberrações...&lt;br /&gt;Já para não falar nos tempos difíceis por que passaram (e ainda passam) alguns dos mais emblemáticos edifícios, sujeitos ao abandono, à descaracterização quase completa das suas traças ou ainda, a degradação.&lt;br /&gt;Há honrosas excepções, recentes, embora não isentas de polémica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida vejamos com maior pormenor o que existe na Avenida da Liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Avenida tem cerca de 1.000 metros de comprimento, com início na Praça dos Restauradores, terminando na Praça Marquês de Pombal. Atravessa duas freguesias, a de S. José (a Sul) e a de Coração de Jesus (a Norte). As Ruas do Salitre e de Manuel Jesus Coelho marcam a altura de fronteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Avenida é servida pelo Metropolitano em três pontos: Restauradores (a Sul), Estação da Avenida (a meio) e Estação do Marquês de Pombal/Rotunda (a Norte).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cruzam ou desembocam na Avenida os seguintes arruamentos (do início para o final):&lt;br /&gt;- Junto aos Restauradores, terminam a Calçada da Glória, a Oeste, e a Rua dos Condes, a Leste;&lt;br /&gt;- O Largo da Anunciada comunica com a Avenida a Leste. A respectiva rua atravessa a Avenida, embora sem comunicação a Oeste;&lt;br /&gt;- Seguem-se a Travessa da Glória e a Rua da Conceição da Glória, a Oeste;&lt;br /&gt;- Acima estão a rua de acesso à Praça da Alegria, a Oeste, e a Rua das Pretas, a Leste. Comunicam entre si cruzando a Avenida;&lt;br /&gt;- Depois, a Oeste, unem-se em nome e no terreno a Travessa e a Rua do Salitre;&lt;br /&gt;- Seguem-se a Travessa da Horta da Cera e a Rua Manuel de Jesus Coelho, que também comunicam entre si cruzando a Avenida;&lt;br /&gt;- Na zona mais moderna (boa parte dos arruamentos referidos acima são bem antigos, como atestam os nomes) surgem, por fim, grandes ruas que atravessam a Avenida de lado a lado. Primeiro a Rua Barata Salgueiro, depois a Rua Alexandre Herculano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da estatuária da Avenida da Liberdade consta (do início para o final):&lt;br /&gt;- Busto de Manuel Pinheiro Chagas, escritor, da autoria de Costa Mota e inaugurado em 1908;&lt;br /&gt;- Estátuas e lagos em alegoria aos rios Tejo e Douro, "sobreviventes" da estatuária inicial do Passeio Público, da autoria de Alexandre Gomes;&lt;br /&gt;- Estátua de Simon Bolívar, herói independentista da América Latina, da autoria de Arturo Aguilero e inaugurada em 1978. Foi oferecida por emigrantes portugueses na Venezuela;&lt;br /&gt;- Monumento aos Mortos da Grande Guerra / Combatentes, da autoria de Maximiano Alves e Guilherme Rebello de Andrade, inaugurado em 1931;&lt;br /&gt;- Busto de Rosa Araújo, urbanista (incluindo da própria Avenida), inaugurado em 1936;&lt;br /&gt;- Conjunto das estátuas de António Feliciano de Castilho, Oliveira Martins, Almeida Garrett e Alexandre Herculano, inaugurado em 1952. As duas primeiras foram da autoria de Leopoldo de Almeida e as duas outras, de Barata Feyo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Avenida da Liberdade, são Imóveis de Interesse Público:&lt;br /&gt;- Hotel Vitória (1934/36), de Cassiano Branco, hoje sede do Partido Comunista Português;&lt;br /&gt;- Pensão Tivoli - Hotel Liz (1925), de Manuel Joaquim Norte Júnior, vencedor do Prémio Valmor de 1925, hoje conserva-se apenas a fachada, integrada no Hotel NH Liberdade;&lt;br /&gt;- Tivoli Cine Teatro (1924), de Raul Lino;&lt;br /&gt;- Edifício do Diário de Notícias (1940), de Pardal Monteiro (onde se podem ver frescos de Almada Negreiros);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vias de classificação (ao que apurámos) estão os seguintes edifícios:&lt;br /&gt;- Instituto Camões-Casa da Lusofonia/Palacete Seixas;&lt;br /&gt;- Dois edifícios de habitação (entre os quais a Casa Lambertini), com menções honrosas Valmor de 1904;&lt;br /&gt;- Edificios de habitação geminados, Prémio Valmor de 1915;&lt;br /&gt;- Arquivo Histórico do Ministério do Equipamento, Planeamento e Administração do Território;&lt;br /&gt;- Cinema São Jorge, Prémio Municipal de Arquitectura em 1950;&lt;br /&gt;- Palácio Lima Mayer, Prémio Valmor de 1902 (o primeiro);&lt;br /&gt;- Palladium (junto ao Elevador da Glória);&lt;br /&gt;- Cinema Condes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais recentemente, receberam os Prémios Valmor os seguintes edifícios:&lt;br /&gt;- Sede do Lloyd's Bank (1988);&lt;br /&gt;- Edifício Vitoria - Vitoria Seguros (1998).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-116222829993274207?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/116222829993274207/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=116222829993274207&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/116222829993274207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/116222829993274207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2006/10/avenidas-de-lisboa-i-avenida-da.html' title='Avenidas de Lisboa (I): Avenida da Liberdade'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-115555327700674354</id><published>2006-08-14T11:33:00.000+01:00</published><updated>2006-11-15T11:48:22.032Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lisboa vista pelos outros'/><title type='text'>Lisboa por Miguel de Cervantes Saavedra</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"(...) disse um grumete que na gávea grande ia descobrindo a terra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Alvíssaras, senhores, alvíssaras peço e alvíssaras mereço! Terra! Terra! Embora melhor diria céu!, céu!, porque sem dúvida estamos na paragem da famosa Lisboa."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cujas novas arrancaram dos olhos de todos ternas e alegres lágrimas, (...) porque lhes pareceu que já haviam chegado à terra prometida que tanto desejavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Agora saberás, (...) do modo que hás-de servir a Deus, com outra relação mais copiosa, embora não diferente, daquela que eu te tenho feito; agora verás os ricos templos em que é adorado; verás juntamente as católicas cerimónias com que se serve, e notarás como a caridade cristã está em seu auge. Aqui, nesta cidade, verás como são verdugos da doença os muitos hospitais que a destroem; e o que neles perde a vida, envolto na eficácia de infinitas indulgências, ganha a do céu. Aqui o amor e a honestidade dão as mãos, e passeiam juntos, a cortesia não deixa que se chegue a arrogância, e a bravura não consente que se lhe aproxime a cobardia. Todos os seus moradores são agradáveis, são corteses, são liberais e são apaixonados, porque são discretos. A cidade é a maior da Europa e a de maiores tratos; nela se descarregam as riquezas do Oriente, e a partir dela se espalham pelo universo; o seu porto é capaz, não só de navios que se podem reduzir a número, senão de selvas ambulantes de árvores que os dos navios formam; a formosura das mulheres admira e enamora; a bizarria dos homens pasma, como dizem eles; finalmente, esta é a terra que dá ao céu santo e copiosísimo tributo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(do &lt;em&gt;Livro Terceiro da História dos Trabalhos de Pérsiles e Sigismunda,&lt;/em&gt; trad. pelo De Lisboa)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-115555327700674354?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/115555327700674354/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=115555327700674354&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/115555327700674354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/115555327700674354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2006/08/lisboa-por-miguel-de-cervantes.html' title='Lisboa por Miguel de Cervantes Saavedra'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-115395097550693454</id><published>2006-07-26T22:54:00.000+01:00</published><updated>2006-11-15T11:48:03.322Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Actualidades'/><title type='text'>Pelo fim do Campo de Tiro em Monsanto...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nós alinhamos!&lt;br /&gt;Veja no &lt;a href="http://cidadanialx.blogspot.com/2006/07/petio-pelo-fim-do-campo-de-tiro-em.html"&gt;Forum Cidadania Lisboa&lt;/a&gt;, a quem devemos a cortesia de nos pôr a par desta e de outras boas iniciativas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-115395097550693454?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/115395097550693454/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=115395097550693454&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/115395097550693454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/115395097550693454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2006/07/pelo-fim-do-campo-de-tiro-em-monsanto.html' title='Pelo fim do Campo de Tiro em Monsanto...'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-115349021270360331</id><published>2006-07-21T14:28:00.000+01:00</published><updated>2006-11-15T11:47:42.935Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Actualidades'/><title type='text'>Eles aí estão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Lisboa recebe por estes dias a Regata Comemorativa do Cinquentenário da 1ª Regata de Grandes Veleiros - a "The Tall Ships' Race 2006".&lt;br /&gt;Aqui ficam a explicação e o programa geral, que poderão ser consultados no respectivo &lt;a href="http://www.tallshipslisboa.com/"&gt;site oficial&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1449/1820/320/getimage.jpg" border="0" /&gt; &lt;div align="center"&gt;Sagres&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Lisboa vai receber, em Julho de 2006, um importante evento náutico, uma Regata de Grandes Veleiros (do género do Navio Escola "SAGRES") que envolve cerca de 80 navios de várias classes, entre os quais os mais belos veleiros do mundo, e cerca de 3.000 jovens tripulantes de diferentes nacionalidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A concretização deste grande festival de vela, resulta do Acordo assinado pelo Presidente da Câmara Municipal de Lisboa com o Presidente da Sail Training International, organização que realiza anualmente estas Regatas e de que Portugal faz parte através da APORVELA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1449/1820/320/creoula.0.jpg" border="0" /&gt; &lt;div align="center"&gt;Creoula&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Esta Regata, terá o seu início com a concentração de veleiros em St. Malo – França, de 6 a 9 de Julho, donde sairão para a Primeira Regata com linha de partida em Torbay, ao sul de Inglaterra, e a terminar em Lisboa, repetindo assim a Regata de 1956.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A frota dos veleiros participantes que se prevê comecem a entrar no porto de Lisboa a partir de 17 de Julho, terá nesta cidade um Programa Oficial de 20 a 23 de Julho, o qual terminará, neste último dia, com um Desfile Naval no Tejo.&lt;br /&gt;Os veleiros seguirão em cruzeiro para Cadiz - Espanha, com escala neste porto de 26 a 29 de Julho, e dele para a Corunha - Espanha, também em cruzeiro, com escala de 7 a 10 de Agosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1449/1820/320/veracruz.0.jpg" border="0" /&gt; &lt;div align="center"&gt;Vera Cruz&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, em 10 de Agosto, a frota de veleiros sairá da Corunha para a Segunda Regata que terá o seu final em Antuérpia – Bélgica, onde ficarão de 19 a 22 de Agosto, para a celebração final deste grande evento náutico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Para além das visitas e demais actividades que terão lugar até Domingo (dia 23 de Julho) destacamos a partida dos veleiros com o Desfile Naval nesse mesmo dia, desde as 11 horas da manhã, passando em frente à Torre de Belém cerca das 12 horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um acontecimento bonito, que recorda o de há 50 anos atrás, no mesmo cenário - tão apropriado como sabemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como nota de rodapé, refira-se que participam os nossos navios "Sagres" e "Creoula" (ambos da Marinha portuguesa), entre as 19 embarcações de classe A (de maior dimensão), a caravela "Veracruz" (réplica moderna) em classe B e o "Delta", em classe D.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-115349021270360331?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/115349021270360331/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=115349021270360331&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/115349021270360331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/115349021270360331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2006/07/eles-esto.html' title='Eles aí estão'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-115313531656039724</id><published>2006-07-17T11:55:00.001+01:00</published><updated>2009-03-03T21:55:36.066Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Toponímia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alfama'/><title type='text'>Alfama</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1449/1820/400/alfama.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Voltamos a assuntos de toponímia, desta vez contemplando um dos mais antigos bairros de Lisboa, Alfama. Que o nome terá origem árabe, parece óbvio. E é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alfama deriva de "Al-Hama" (ou "al-hamma"), designação que surge de forma mais fiel e com expressiva abundância na vizinha Espanha. De facto, são inúmeras as "Alhamas" do outro lado da fronteira. Estranhamente, em Portugal, apenas se conhece a "Alfama" alfacinha (?)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que significa "al-hama"? Segundo apurámos, significa fonte termal ou de águas tépidas. Numa interpretação mais lata e adaptada, poderá significar também "banhos" (ou "banhos termais"). São inúmeros os locais em Espanha em que a associação do nome "Alhama" é justificada precisamente por aquelas circunstâncias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então o nome da Alfama lisboeta também se deve à existência de nascentes de águas termais? Hoje em dia, poderá parecer estranho. Mas há algumas décadas atrás, ainda no Séc. XX, seria mais fácil de entender. Com efeito existiam ali várias nascentes (e existem ainda, se bem que soterradas e com menor caudal) das quais brotava água a temperaturas acima do normal e, nalguns casos, com propriedades terapêuticas reconhecidas. Até ao início do século passado existiam mesmo "banhos públicos" para aproveitamento dessas águas. Contudo, dada a precaridade dessas explorações bem como a progressiva contaminação das águas, tais estabelecimentos desapareceram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De assinalar que há poucos anos (2002) surgiu um projecto para reaproveitamento dessas nascentes, não ignorando até o seu potencial como fonte de energia alternativa (calorífera). Não sabemos como está esse projecto, mas é bem interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, o nome "Alfama" não corresponde ao de bairro ou reduto de densa aglomeração, como alguns defendem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como nota final, existe uma "Al-Hamma" em territórios disputados pela Síria e Israel (que a ocupou nos anos 50 do século passado), reputada... pelos seus banhos termais. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-115313531656039724?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/115313531656039724/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=115313531656039724&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/115313531656039724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/115313531656039724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2006/07/alfama.html' title='Alfama'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-114882867283822161</id><published>2006-05-28T15:53:00.000+01:00</published><updated>2006-11-15T11:46:28.286Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Actualidades'/><title type='text'>Feira do livro, festa do saber</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Está a cidade ocupada por coloridas &lt;a href="http://cowparadelisboa.sapo.pt/" target="_new"&gt;vacas&lt;/a&gt;, com "cidades" de música dentro de si (a do &lt;a href="http://rockinrio-lisboa.sapo.pt/" target="_new"&gt;Rio, com "Rock"&lt;/a&gt;, e a de uma &lt;a href="http://www.superbock.pt/" target="_new"&gt;conhecida marca cerveja&lt;/a&gt;), mas também temos mais do costume, ou antes diria... mais do bom costume. E é de facto um ritual indispensável a visita à &lt;a href="http://www.feiradolivrodelisboa.pt/" target="_new"&gt;Feira do Livro de Lisboa&lt;/a&gt;. Boa feira e boas leituras!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-114882867283822161?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/114882867283822161/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=114882867283822161&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/114882867283822161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/114882867283822161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2006/05/feira-do-livro-festa-do-saber.html' title='Feira do livro, festa do saber'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-114656608284759359</id><published>2006-05-02T11:19:00.000+01:00</published><updated>2006-11-15T11:46:14.571Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Actualidades'/><title type='text'>Avenida de Ceuta</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Mais uma tragédia, atropelamento e morte de uma criança de 8 anos. Colocam-se umas lombas, para além dos limitadores de velocidade que já existiam (mais uns sinais de controlo de velocidade que por si só, obviamente, nada controlam).&lt;br /&gt;Das poucas vezes que lá costumo passar (1 vez ao mês) devo ter visto 2 ou 3 carros em respeito do limite de velocidade. Agora não deverá mudar muito, porque para a maioria o arranjo da suspensão na oficina não é nada comparado com a necessidade de acelerar e chegar 2 ou 3 minutos mais cedo ao destino.&lt;br /&gt;Assim sendo, a moral da história é esta: o valor de uma vida humana anda mesmo por baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuidem-se os peões! Quanto aos automobilistas, pensem bem. Pensem no crime. Façam contas aos míseros minutos que ganham arriscando acabar com uma vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-114656608284759359?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/114656608284759359/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=114656608284759359&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/114656608284759359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/114656608284759359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2006/05/avenida-de-ceuta.html' title='Avenida de Ceuta'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-114615514443116491</id><published>2006-04-27T17:12:00.000+01:00</published><updated>2006-11-15T11:02:50.657Z</updated><title type='text'>Arrumações</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Às visitas da casa informo que a coluna de ligações sofreu uma arrumaçãozita (não devendo ser a última).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, se quiserdes passar a blogues e sítios não institucionais, todos relacionados com Lisboa, tendes um único ponto, com separação inferior entre blogues e sítios.&lt;br /&gt;Abaixo desse tendes um novo ponto, com os espaços que não sendo sobre Lisboa (ou só sobre Lisboa), são-nos simpáticos e/ou tiveram a simpatia de nos recomendar, para além dos que são propriedade (intelectual, que seja) de amigos deste vosso anfitrião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à ordem das ditas ligações, está feita à medida das ligações e visitas que nos chegam de cada espaço, como gentil retribuição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá para o fundo da lista abrimos mui mundana secção, com ligações "desportivas". Também padeço dessa "doença" (e de uma maior dentro dessa, como poderão constatar). Mas que fiquem apenas como ligações, que não é intenção trazer para aqui discussões de futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posto isto, passem por favor aos "posts" abaixo, que são frescos, não deixando de solicitar as vossas contribuições no caso de acharem que estamos em falta para com algum espaço em matéria de ligações.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-114615514443116491?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/114615514443116491/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=114615514443116491&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/114615514443116491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/114615514443116491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2006/04/arrumaes.html' title='Arrumações'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-114605824341556710</id><published>2006-04-26T14:30:00.002+01:00</published><updated>2009-03-03T21:53:17.921Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sant Vicent Màrtir'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Valência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Vicente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='San Vicente Martir'/><title type='text'>São Vicente, aqui e ali</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Num recente passeio pela bela cidade espanhola de Valência deparei-me com algo intrigante. Constatei que São Vicente era o padroeiro da cidade, merecendo inúmeras referências (incluindo o nome de uma das ruas principais) e até que, como se anunciava, por lá estariam restos (se é que assim se pode falar) do seu corpo.&lt;br /&gt;"Mas o que é isto", pensei eu, "então o pobre São Vicente não se encontra na Sé de Lisboa desde os tempos (e por ordem) de Afonso Henriques, depois da tal viagem desde Sagres, acompanhado pelos dois corvos?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Catedral da cidade lá percebi um pouco melhor do que se tratava. Ali apresentam uma relíquia em particular, que afirmam ser um dos braços do Santo mártir. Não sei se será verdade ou não, até porque a questão das relíquias de São Vicente sempre foi controversa e cheia de elementos de lenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estará assim um dos braços em Valência e o resto do corpo em Lisboa? E dado que em Paris, Le Mans e Saragoça, também reivindicam a posse de outras relíquias, afinal o que estará em Lisboa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se valerá a pena saber o que é verdade ou não, até porque este macabro "retalhar" de relíquias não me parece nada dignificante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que fique no entanto para registo que São Vicente também é padroeiro de Valência...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-114605824341556710?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/114605824341556710/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=114605824341556710&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/114605824341556710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/114605824341556710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2006/04/so-vicente-aqui-e-ali.html' title='São Vicente, aqui e ali'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-114555748207098143</id><published>2006-04-20T19:18:00.000+01:00</published><updated>2006-11-15T11:45:46.615Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Actualidades'/><title type='text'>Casino</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ora aí está o primo do velho Casino Lisboa de Macau, assente na cidade que lhe deu o nome.&lt;br /&gt;Como cliente, nem é preciso dizer mais. Dificilmente lá entrarei.&lt;br /&gt;Agora quanto à utilidade da coisa... uf!&lt;br /&gt;Veja-se como um projecto como o da Expo, que podia resultar em tanta coisa engraçada, afinal...&lt;br /&gt;Mas quem sou eu, se até a Ministra da Cultura lá foi benzer o sorvedouro de poupanças de miúdos (&gt;18) e graúdos. O Sr. Ho, por sua vez, mostra que não perdeu o jeito de amealhar à pala do Estado português. Deve ser recorde!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-114555748207098143?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/114555748207098143/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=114555748207098143&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/114555748207098143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/114555748207098143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2006/04/casino.html' title='Casino'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-114416775279975456</id><published>2006-04-04T17:20:00.000+01:00</published><updated>2006-11-15T11:02:50.414Z</updated><title type='text'>De novo</title><content type='html'>Acabaram-se as tais férias há muito, mas este blogue continuou em descanso. Aceitem as minhas desculpas e, logo abaixo, novo "post"!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-114416775279975456?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/114416775279975456/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=114416775279975456&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/114416775279975456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/114416775279975456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2006/04/de-novo.html' title='De novo'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-114124230789443166</id><published>2006-04-04T17:18:00.000+01:00</published><updated>2006-11-15T11:40:30.531Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História de Lisboa'/><title type='text'>Apontamentos sobre a História de Lisboa (II): A Fundação</title><content type='html'>Se bem se recordam, no post anterior desta série analisámos as informações que nos deixaram os romanos sobre a fundação de Lisboa. Estas permitiam concluir, em primeiro lugar, que Olissipo já existia aquando da sua chegada (facto este sem margem para dúvidas). Por outro lado, pondo em relevo as fragilidades da lenda que atribuía a fundação ao herói grego Ulisses, concluímos que muito dificilmente Lisboa teria sido fundada pelos gregos, mas também que os romanos (e gregos), afinal, não conheceriam a origem da cidade ou que, por alguma razão, não revelaram para a posteridade o que poderiam saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posto isto, resta-nos seguir uma outra hipótese que veio a ganhar mais força em tempos recentes. Embora não seja naturalmente suportada por qualquer documentação da época ou próxima (ou referência epigráfica, que seja - tenha-se em atenção que tratava-se da "alvorada" do uso da escrita), baseia-se em importantes achados arqueológicos e por consequência em deduções que, não sendo assim comprovadas por completo, apresentam uma solidez "científica" bem mais interessante. Trata-se da hipótese da fundação de Lisboa pelos fenícios.&lt;br /&gt;Por competirem directamente pelo domínio do Mediterrâneo, sabemos que romanos e gregos não tinham especial gosto em realçar os feitos de um povo de origem semita, para mais protegido - a determinada altura - pelos egípcios. Mas sabemos também que Lisboa existia e comunicava já desde há muito com povos do Mediterrâneo oriental ou, pelo menos, com intermediários fortemente ligados e influenciados pelos mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo de toda a costa portuguesa descobriram-se vestígios/artefactos de origem fenícia, oriental ou orientalizante. Por outro lado existem fortes indícios de que os fenícios terão navegado com alguma frequência bem para além do Estreito de Gibraltar, atingindo a costa atlântica de França, possivelmente as Ilhas Britâncias e até mesmo a Escandinávia. Aliás pode mesmo afirmar-se que em matéria de engenharia naval gregos e romanos pouco vieram acrescentar ao notável e revolucionário legado dos fenícios, só comparável ao que árabes e portugueses conseguiriam séculos mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A juntar a tudo isto, sabemos também que os fenícios estabeleceram uma série de entrepostos e colónias em boa parte do Mediterrâneo, incluindo a Península Ibérica, sendo que a situação e topografia dos locais escolhidos seguia um padrão interessante para a nossa questão. Começando logo pela própria origem, podemos verificar que as "cidades-mãe" fenícias de Tiro e Sídon, por exemplo, situavam-se em saliências costeiras com boa protecção, não só face a ameaças marítimas, mas também face ao interior (no caso de Tiro, até foi durante muito tempo uma ilha).&lt;br /&gt;Não muito diferente estava Cartago (do fenício Kart-Hadash, hoje em Tunis, na Tunísia), uma das primeiras e principais (senão a principal) colónias "ultramarinas" dos Fenícios, instalada numa península ladeada por uma grande e abrigada baía. Gadir (Cádiz), por sua vez, era a maior colónia "ibérica" e encontrava-se numa ilha de forma alongada e paralela à costa (também só posteriormente ligada ao continente, no seu extremo oriental).&lt;br /&gt;Por aqui poderemos imaginar uma Lisboa fenícia, abrigada do mar junto a uma grande enseada (o estuário do Tejo), protegida do lado interior por colinas e serranias. Uma cidade que seria ponto de escala perfeito (e raro) na difícil costa atlântica, a caminho dos mares do Norte. Uma cidade na foz do maior rio da península, cuja navegabilidade ao tempo permitia - associada com o domínio do Guadiana e do Guadalquivir - fazer fluir trocas comerciais com quase todo o interior.&lt;br /&gt;Chamaram-na, supõe-se agora, "Allis Ubbo", a tal "enseada amena".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, mesmo que o referido acima tenha muita lógica, outros dados "baralham" significativamente a questão. Se é certo que os fenícios e os seus produtos chegaram a Lisboa, não existem indícios que permitam afirmar que Lisboa tivesse sido fundada como cidade, colónia ou até como mero entreposto fenício. Pelo contrário, grande número de especialistas argumenta que no actual território português não terão existido quaisquer colónias fenícias, mas sim povoados ou cidades fortemente relacionados e/ou influenciados pelas colónias de Gadir e Cartago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A expansão terriorial fenícia (como a Cartaginesa ou púnica) nunca terá tido grande expressão no nosso território. E mesmo a importância de Lisboa como ponto fundamental de uma intensa navegação atlântica poderá não passar de uma conjectura. Apesar de terem sido marinheiros exímios e criadores revolucionárias embarcações, a valia dos fenícios terá sido mais evidente no próprio Mediterrâneo. Com isto não se invalidam os relatos que apontam para uma pioneira e vasta exploração das costas atlânticas (de Europa e África). Poderão e deverão ser verdadeiros. No entanto poderão não ter passado disso mesmo, viagens de exploração, pontuais e sempre arriscadas. Os fenícios (bem como os romanos, gregos, por muitos séculos depois) nunca terão conseguido dominar suficientemente as águas do Atlântico por forma a estabelecer rotas marítimas regulares. Navegavam à vista da costa, o que, em caso de violentas tormentas (como são vulgares), impossibilitava progressos fáceis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado existem provas significativas de que o comércio de Gadir com os territórios do Atlântico Norte era feito sobretudo por via terrestre, com a intermediação de povos indígenas. Uma das rotas, que se manteve até ao tempo dos romanos, cruzava precisamente o Guadiana até chegar à costa norte de Espanha, onde por sua vez desembarcavam os produtos trazidos pelos povos da costa europeia do Atlântico Norte e das Ilhas Britânicas. O comércio com a Lisboa de então, que de facto existia, também seria em grande parte realizado por via terrestre, seguindo uma rota que entroncava dessa rota principal, atravessava o actual Alentejo e terminava na outra "banda" do Rio Tejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de preterida, também haveria a rota marítima, ao que parece, mas mesmo assim não suporta a hipótese de uma Lisboa fenícia. Invocando de novo os dados arqueológicos obtidos até à data, é bem mais provável que um assentamento fenício, a existir, fosse localizado... na península de Setúbal. O melhor "candidato" a essa condição até hoje descoberto (embora, repetimos, não infalivelmente comprovado) é o antigo povoamento de Abul, a norte de Alcácer do Sal. Situava-se em pleno estuário do Sado e estava protegido pela península de Tróia, bem ao "estilo" dos fenícios.&lt;br /&gt;Outro local de referência, de estudo mais recente e ainda mais próximo de Lisboa, é a Quinta de Almaraz (em Almada). Tendo em conta as preferências dos fenícios, a sua situação parece-nos mais perfeita ainda. É até possível que já nessa época a zona adjacente de Cacilhas fosse local privilegiado para reparações navais, como se mantém ainda hoje. Dali também se dominava o estuário do Tejo, para além de ser mais fácil a ligação terrestre ao Sul da Península, à rota "alentejana" com Gadir (seria ali que terminava?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Completando o panorama, alguns estudiosos afirmam que Lisboa era de facto um centro importante à época dos fenícios, mas seria habitada por outros povos, que embora habituados ao contacto com o "mundo" mediterrânico (com fortes ligações à pretensa feitoria instalada na outra margem), teriam uma origem não-mediterrânica.&lt;br /&gt;Esta hipótese, até mais ver, parece-nos a mais credível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem seriam? E desde quando?&lt;br /&gt;É o que vamos tentar ver noutros artigos, mas dispomos de muito pouca informação.&lt;br /&gt;Em bom rigor, talvez nunca saibamos exactamente quem e quando fundou Lisboa. Com inúmeros terremotos e variadas ocupações, talvez nem a própria arqueologia alguma vez nos possa providenciar uma chave ou elo perdido. Afinal de contas, a zona (incluindo sítios da cidade actual) foi ocupada desde a pré-história...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-114124230789443166?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/114124230789443166/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=114124230789443166&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/114124230789443166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/114124230789443166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2006/04/apontamentos-sobre-histria-de-lisboa.html' title='Apontamentos sobre a História de Lisboa (II): A Fundação'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-114019604894015888</id><published>2006-02-17T17:02:00.000Z</published><updated>2006-11-15T11:02:50.232Z</updated><title type='text'>Pequenas Férias</title><content type='html'>O blog tem estado meio parado nas últimas semanas... como tal, uma semana de férias pouca diferença deveria fazer. Mas faz. Vamos "recarregar baterias" e depois volta à carga o De Lisboa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até já!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-114019604894015888?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/114019604894015888/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=114019604894015888&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/114019604894015888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/114019604894015888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2006/02/pequenas-frias.html' title='Pequenas Férias'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-113830818045770705</id><published>2006-01-26T20:47:00.000Z</published><updated>2006-11-15T11:45:26.355Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História de Lisboa'/><title type='text'>O Grande Terramoto... de 1531</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Arrancou este blogue no dia em que se lembraram (e lembrámos nós também) os 250 anos volvidos sobre a ocorrência do grande terramoto de 1755. Pois bem, na data de hoje e embora muitos o não saibam (ou não sejam recordados, nomeadamente através da comunicação social) cumprem-se 475 anos sobre a ocorrência de um outro terramoto que destruíu Lisboa, o de 1531.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que esse sismo em pouco ou nada ficou a dever em termos de destruição e mortandade em relação ao de 1755, 224 anos depois (segundo algumas fontes até terá sido mais devastador ainda), sendo que entre uma e outra data se registaram outros sismos de importância considerável.&lt;br /&gt;Porque é que são menos conhecidos os impactos de 1531? Desde logo, pela sua maior distância no tempo, não sendo de menosprezar também a maior facilidade com que a tragédia de 1755 foi difundida por esse mundo fora (considerando uma comunidade estrangeira em maior número ainda).&lt;br /&gt;No entanto e curiosamente o género de impactos até nem foi muito diferente. Já em 1531 houve quem explicasse a tragédia como sendo um castigo "divino". E se podemos pensar que na altura - e ao contrário do sucedido num "enlightened" 1755 - tal tese passou aceite sem reservas, desenganem-se. Nem mais nem menos que o nosso Gil Vicente tomou a iniciativa de refutar (com a "razão", o seu talento e o beneplácito régio) o alarde de um grupo de frades de Santarém que acusava a presença dos judeus em Portugal como motivo da ira de Deus. Este facto não deixa de ser também curioso, uma vez que a expulsão dos judeus, logo transformada em conversão forçada, havia sido decretada 35 anos antes. Eram então perseguidos como "cristãos-novos", pelos vistos ainda em comunidades numerosas (assim foi a versão portuguesa da sua expulsão)...&lt;br /&gt;Ora se em 1531 Deus castigava Lisboa pela impureza dos semitas, em 1755 condenava-se o deboche e liberalidades importadas de Itália ou França. Seria claro de ver, ainda antes de quaisquer avanços sensíveis em sismologia, que a explicação "divina" apenas alimentava mais desgraças para uns quantos infortunados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a informação sobre os danos sofridos em 1531 não é tão completa como aquela que dispomos sobre o sismo de 1755, sabe-se no entanto que os impactos no interior (Ribatejo e Alentejo) foram mais significativos. Aliás o epicentro em 1531, segundo os estudos, terá sido entre Vila Franca de Xira e Azambuja, enquanto que em 1755 crê-se que estivesse localizado no oceano. Também é certo que os principais edifícios de Lisboa tiveram de ser parcialmente reconstruídos ou renovados. Não há notícia de maremoto ou de grandes incêndios em 1531, o que em parte pode explicar também um grau de destruição menos avassalador que em 1755. Como exemplo, o Hospital Real de Todos os Santos, já existente em 1531, só veio a desaparecer em 1755...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para finalizar, em 1755 como seria lembrado o terramoto de 1531 (224 anos depois) e de que forma tal poderia contribuir (ou não) para uma melhor preparação? Já estaria suficientemente esquecido? E hoje, 250 anos depois do de 1755, estaremos avisados?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-113830818045770705?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/113830818045770705/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=113830818045770705&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/113830818045770705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/113830818045770705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2006/01/o-grande-terramoto-de-1531.html' title='O Grande Terramoto... de 1531'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-113778572645223274</id><published>2006-01-20T19:29:00.000Z</published><updated>2006-11-15T11:45:13.084Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Actualidades'/><title type='text'>Causa (tristemente) perdida</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;No seguimento do post anterior, já só nos resta constatar - uma vez mais - que a voracidade das escavadoras em prol dos grandes desígnios imobliários é mais forte que a defesa do património.&lt;br /&gt;Fica o exemplo de admirável luta - esta inglória - do &lt;a href="http://cidadanialx.blogspot.com/"&gt;Cidadania Lisboa&lt;/a&gt;, com a promessa e o desejo que as lutas vindouras não sejam para perder. Senão perdemos nós, perde Lisboa e o País. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Três hurras para os condomínios de luxo... de luto a memória por Garrett.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://cidadanialx.blogspot.com/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-113778572645223274?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/113778572645223274/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=113778572645223274&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/113778572645223274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/113778572645223274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2006/01/causa-tristemente-perdida.html' title='Causa (tristemente) perdida'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-113689456791786070</id><published>2006-01-10T00:03:00.000Z</published><updated>2006-11-15T11:44:55.330Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Actualidades'/><title type='text'>Casa de Garrett: tarde (?)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1449/1820/400/casaagarrett.jpg" border="0" /&gt;À laia de advertência, saiba-se que este autor é bastante prudente no que possa dizer respeito aos limites e oportunidades de preservação "física" da memória (seja da vida grandes homens e mulheres da história). A minha "balança" pende quase sempre em favor da defesa do património, não está isso em causa, mas sim uma definição razoável do que pode ou não ser considerado "património". Já lá vamos.&lt;br /&gt;Por outro lado e abordando já mais directamente o assunto em título, também não sou cego entusiasta de certa "defesa" do património que mais não faça do que adiar a sua degradação, preservando-o mas escondendo-o ou até mesmo desvirtuando-o e sacrificando-o à "cultura para os cultos" ou à "preservação de fachada". Por outras palavras, o ter "casas-museu" que não sejam nem uma coisa nem outra (sim, porque ainda se fôrem habitadas mas cuidadas, do mal o menos), não sei muito bem que benefícios (tangíveis ou não) trará aos cidadãos e à cidade. Esporádicos actos de remorso de consciência em vez da preservação e divulgação contínuas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do que o acima escrito possa deixar entender, sou contra a demolição da casa onde viveu e faleceu Almeida Garrett. No entanto é bem possível que a fragilidade e considerável incipiência permanente de certas soluções comuns possam ter feito pender a "balança" da CML para o lado contrário. Vem-me à razão outro caso actual, o da Casa Fernando Pessoa. Não me vou alongar sobre o mesmo, mas para certos autarcas poderá ser um descanso que não se descrubram casas, cafés ou bancos de jardim (e afins) por onde tenham passado os ilustres, sob o risco de lá terem de dispender mais umas quantas verbas em nome apenas das paredes antigas (ou só mesmo fachadas).&lt;br /&gt;Isto não conforma apenas uma simples denúncia da ganância pelo vil metal (que o condomínio de luxo, muito obviamente, satisfará de imediato) nem justifica ou desculpa a Câmara Municipal de Lisboa (pelo contrário). O que me intriga e perturba é a inexistência de vontade e capacidade para, após reabilitação, valorizar e divulgar o património cultural associado. Por outra, fazendo bem a coisa, haverá dúvidas entre o valor absoluto e duradouro do dito património e o valor do condomínio? Outra coisa que me faz confusão é que se permita que este tipo de património possa chegar - nas mãos dos seus proprietários - a um estado de degradação tal que não permita senão o seu fim. Não tenho dúvidas que o proprietário, tendo de escolher entre uma oferta da Câmara Municipal e uma dos promotores privados, dificilmente não se decidirá pela dos segundos. Isto se estiver apenas o "encaixe" financeiro em causa. Porque coisas como ordenamento urbano ou preservação da harmonia arquitectónica - mesmo já sem considerar a história subjacente - afinal, de que valem? Porquê valorizar uma rua/zona inteira com património cultural? Cultura, isso come-se?&lt;br /&gt;São os tempos em que vivemos. Cinzentos! Mas há dinheiro para fazer estádios de futebol (e só de futebol - atente-se)...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-113689456791786070?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/113689456791786070/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=113689456791786070&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/113689456791786070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/113689456791786070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2006/01/casa-de-garrett-tarde.html' title='Casa de Garrett: tarde (?)'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-113621877695857311</id><published>2006-01-02T16:20:00.000Z</published><updated>2006-11-15T11:40:04.817Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História de Lisboa'/><title type='text'>Apontamentos sobre a História de Lisboa (I): A Fundação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ao que pudémos apurar nas nossas pesquisas não existem ainda certezas sobre a fundação da cidade de Lisboa (quando e por quem). Aliás as dúvidas e erros sobre o assunto são quase tão antigos como ela, dificultando e mesmo desviando o caminho de muitos dos que têm investigado ao longo dos séculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As primeiras evidências documentais (de entre as que chegaram até aos nossos dias) foram obra dos romanos (nalguns casos apoiando-se em textos gregos). Embora tivessem fornecido a primeira explicação para a origem da cidade, não deixaram de nos legar dúvidas... mas também preciosas indicações, por muito óbvias que nos pareçam. Desde logo ficámos a saber que Lisboa não foi fundada pelos próprios romanos... e que já existiria há bastante tempo antes da sua chegada.&lt;br /&gt;Ao analisar a teoria "romana" para a fundação poderemos ir mais longe ainda. Largamente difundida e aceite até tempos muito recentes, a versão dos romanos apontava o herói grego Ulisses como tendo sido o fundador de Lisboa. Com que razões? Em primeiro lugar poder-se-ão ter baseado no facto (já confirmado) de que Lisboa, aquando da chegada dos romanos, já era uma cidade com fortes e antigos laços com outros povos do Mediterrâneo. É bastante provável que os romanos encontrassem assim alguns traços helenizantes (ou que os entendessem como tal), para além da existência de rotas comerciais onde não faltariam (e não faltaram, como está provado também) produtos oriundos de colónias gregas.&lt;br /&gt;Em segundo lugar e aos olhos dos romanos a criação de um "mito" fundador com raízes helénicas - ainda que não entendessem como tal - era também uma forma de integrar perfeitamente a cidade no "mundo" greco-romano, excluindo assim a intervenção de povos considerados hostis ou indignos face à superioridade da sua civilização. Ao fazê-lo, como veremos, os romanos afastavam deliberadamente a influência de povos "bárbaros" bem como os antigos e acérrimos rivais do mesmo "mundo": fenícios e cartagineses (de origem fenícia).&lt;br /&gt;Esta segunda ordem de motivos, alheia à objectividade e ao rigor histórico, levanta desde logo sérias suspeitas. E os factos conhecidos ajudam a deitar por terra esta teoria "romana", por muito tempo que esta tenha sobrevivido... sobretudo por ter sido (e é) tremendamente apelativa aos historiadores e não-historiadores "românticos" que se sucederam. Seria de facto uma bela lenda, mas é de facto uma lenda. Senão vejamos:&lt;br /&gt;Em momento algum nos é indicado claramente que Lisboa, à data da chegada dos romanos, seria ela própria uma colónia grega ou sequer contasse com uma presença significativa de cidadãos gregos. Nem por outro lado deixaram os próprios gregos evidências nesse sentido. Aliás esta fragilidade permitir-nos-ia concluir que, mesmo pondo Ulisses de parte, também não tenham sido os gregos a fundar Lisboa de todo. Os achados arqueológicos - não só em Lisboa mas em toda a Península Ibérica - parecem confirmá-lo: não terá existido nenhuma colónia grega, inteiramente como tal, no actual território português. É um facto que existiram efectivamente colónias gregas na Península Ibérica mas, contrariando certas generalizações, estas e os seus territórios ter-se-ão limitado à costa mediterrânica. E tal deveu-se, em grande parte e precisamente, à concorrência do "mundo" fenício...&lt;br /&gt;Também é um facto que, antes dos romanos, os navegadores/comerciantes gregos terão explorado e viajado com alguma frequência pelas costas ocidentais, como atestaria o "périplo massaliota" principal fonte do poema "Orla Marítima" (do romano Avieno). No entanto nada dos indica que se tratassem de algo mais que contactos pontuais ou meramente comerciais com a zona de influência da colónia grega de Massalia (Marselha, em França). E uma vez mais tudo isto terá ocorrido num espaço de tempo não muito considerável, desde a efectiva decadência do poder de Cartago no Sul e Ocidente da Península até à chegada dos romanos.&lt;br /&gt;Ainda que ao se comprovar que Lisboa não terá sido "grega" possam permanecer algumas dúvidas, a própria lenda encerra ainda outras grandes imprecisões. Diz a mesma que Ulisses e os seus bravos soldados, depois de vencida a guerra de Tróia, teriam iniciado uma errática viagem pelo Mediterrâneo, fazendo descobertas e cometendo novas façanhas. Entre elas deduziu-se a fundação de Olisipo, que deveria o seu nome ao herói (Ulisses/Olisis - Ulisseia/Olisipo). Ora, para começar, pouco ou quase nada do que foi relatado sobre as próprias Guerras de Tróia e eventos relacionados (incluindo a existência de Ulisses) foi até hoje comprovado histórica e arqueologicamente. Aliás a Odisseia encontra-se impregnada de elementos claramente mítológicos e não verdadeiros, tal como hoje é possível destacá-los nos próprios Lusíadas, por exemplo, uma vez que o próprio Camões tomou por influência de forma e estilo, precisamente, os épicos gregos (sabemos que não existe nenhuma ilha dos amores, certo?).&lt;br /&gt;Para além disso, há um pormenor (ou não) curioso. É que "Ulisses" trata-se da posterior designação latina. Em grego e originalmente o verdadeiro nome do herói era "Odysseus". Assim sendo seria muito estranho que Odysseus ou os gregos que se seguiram baptizassem a cidade de acordo com o nome romano...&lt;br /&gt;Por fim e mesmo atendendo à cronologia normalmente proposta para aqueles eventos (considerando que em parte tenham sido verdade), chega-se à conclusão de que Ulisses, caso tivesse chegado a Lisboa, provavelmente já não a teria de fundar (já existia...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refutada assim a versão romana para a fundação de Lisboa, ainda assim, ficam algumas certezas... pela negativa: os romanos não faziam idéia (ou não queriam fazer) de quem teria fundado Olisipo nem de qual a origem do próprio nome; Olisipo não era uma colónia grega; Olisipo já seria, ao tempo chegada dos romanos, uma cidade antiga e de importância considerável, tendo aqueles adoptado o nome pelo qual os próprios habitantes conheciam a sua cidade, transmitido ao longo de séculos (e assim conhecido por gerações sucessivas de navegadores de diferentes origens).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, antes de romanos e gregos, quem teria fundado Lisboa? Os "suspeitos" que se seguem são os povos que antes daqueles deixaram as suas marcas na Península: Fenícios e Cartagineses (de origem fenícia). Terão sido eles? Fica para próximo artigo... porém adiantamos que, em nossa opinião, Lisboa também não nasceu como "Allis Ubbo", cidade fenícia...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-113621877695857311?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/113621877695857311/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=113621877695857311&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/113621877695857311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/113621877695857311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2006/01/apontamentos-sobre-histria-de-lisboa-i.html' title='Apontamentos sobre a História de Lisboa (I): A Fundação'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-113527718995702218</id><published>2005-12-22T18:45:00.000Z</published><updated>2006-11-15T11:02:49.726Z</updated><title type='text'>Feliz Natal!</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Desejamos um Feliz Natal a todos os que visitam o blogue De Lisboa!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-113527718995702218?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/113527718995702218/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=113527718995702218&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/113527718995702218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/113527718995702218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2005/12/feliz-natal.html' title='Feliz Natal!'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-113475551262176616</id><published>2005-12-16T17:06:00.000Z</published><updated>2006-11-15T11:44:37.582Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História de Lisboa'/><title type='text'>A origem de Lisboa</title><content type='html'>Dentro de alguns dias iremos iniciar uma série de apontamentos (por ordem cronológica) sobre a história de Lisboa. Naturalmente, o primeiro tema será a origem/fundação da cidade. Já temos algo preparado (e concluído), mas aproveitamos para lançar as seguintes questões aos leitores:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem fundou Lisboa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ulisses&lt;br /&gt;- Os Fenícios&lt;br /&gt;- Os Gregos (depois de Ulisses)&lt;br /&gt;- Os Lusitanos&lt;br /&gt;- Os Romanos&lt;br /&gt;- Algum outro povo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando foi fundada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Antes do Século XII a.C.&lt;br /&gt;- No Século XII a.C.&lt;br /&gt;- No Século IX a.C.&lt;br /&gt;- No Século VIII a.C.&lt;br /&gt;- No Século VII a.C.&lt;br /&gt;- No Século I a.C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual a origem do nome?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desconhecida, indígena&lt;br /&gt;- Allis Ubbo, fenício&lt;br /&gt;- Alis-ippo, fenício&lt;br /&gt;- Ulisseia/Ulissipo, grego&lt;br /&gt;- Olisipo, latim&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-113475551262176616?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/113475551262176616/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=113475551262176616&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/113475551262176616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/113475551262176616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2005/12/origem-de-lisboa.html' title='A origem de Lisboa'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-113380686453801122</id><published>2005-12-05T18:07:00.000Z</published><updated>2006-11-15T11:44:05.157Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Actualidades'/><title type='text'>Rossio Moscovita</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Porque aqui no blogue De Lisboa prometi desde o início dar também atenção ao património, aqui fica a estreia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem passar no Rossio por estes dias dificilmente poderá não reparar nuns escritos em "graffiti" que "adornam" a base de pelo menos uma das fontes da praça (a que se encontra defronte do Teatro Nacional D. Maria II). O que lá está escrito denuncia a origem do autor, uma vez que está em russo (alfabeto cirílico). Não, não se trata de qualquer sinal de ocupação dos russófonos. Pelo menos permanente. Tratam-se sim de frases de apoio ao clube de futebol CSKA de Moscovo. O que não é menos brilhante. Já se passou mais de meio ano sobre a estadia daquele clube e dos seus adeptos na nossa cidade (para a final da Taça UEFA no Estádio Alvalade XXI - frente ao Sporting Clube de Portugal) e ainda ninguém se encarregou de fazer a respectiva limpeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se já estão no sítio os enfeites de Natal, com o D. Pedro IV "engaiolado" (pode ser que de noite fique bonito, mas de dia...), porque não tratar dos enfeites/efeitos indesejados da presença moscovita?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-113380686453801122?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/113380686453801122/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=113380686453801122&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/113380686453801122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/113380686453801122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2005/12/rossio-moscovita.html' title='Rossio Moscovita'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-113353919936450222</id><published>2005-12-02T15:39:00.000Z</published><updated>2006-11-15T11:43:42.954Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História de Lisboa'/><title type='text'>Restauração da Independência - II</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;No seguimento do &lt;i&gt;post anterior&lt;/i&gt;, aqui fica uma breve nota sobre o monumento existente em Lisboa, erigido pela mesma Comissão Central do 1ª de Dezembro de 1640 através de subscrição pública (em Portugal e no Brasil):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1449/1820/400/Restauradores.jpg" border="0" /&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A meu ver, um dos mais bonitos e harmoniosos monumentos da cidade.&lt;br /&gt;Na base do obelisco estão duas figuras alegóricas, uma representando a Vitória e outra a Liberdade. No cimo encontram-se inscritos os nomes das vitórias consideradas decisivas: Linhas de Elvas, Ameixial, Castelo Rodrigo e Montes Claros. Por debaixo, um parque de estacionamento, mas é velhinho e ele próprio já com alguma história...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-113353919936450222?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/113353919936450222/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=113353919936450222&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/113353919936450222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/113353919936450222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2005/12/restaurao-da-independncia-ii.html' title='Restauração da Independência - II'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-113336087381204349</id><published>2005-11-30T11:39:00.000Z</published><updated>2006-11-15T11:50:01.124Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História de Lisboa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidades'/><title type='text'>Restauração da Independência</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Celebra-se amanhã mais um aniversário da Restauração da Independência (1640). A cidade de Lisboa, como capital do País, teve naturalmente um papel fundamental, não só como palco da revolta em si mas também em anos (séculos) posteriores, sempre que foi necessário reafirmar e celebrar a Independência de Portugal. Aqui fica uma súmula dos acontecimentos relevantes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;25 de Agosto de 1580 - Tomada de Lisboa pelo exército castelhano, liderado pelo Duque de Alba, após derrotar o exército português liderado por D. António (prior do Crato e aclamado Rei de Portugal em Junho) na Batalha de Alcântara. Forçado ao exílio, D. António tentaria posteriormente o regresso e reconquista do trono de Portugal com o auxílio de ingleses e franceses, sem sucesso. Viria a falecer em Paris a 25 de Agosto de 1595. Depois da morte de D. Sebastião em Alcácer-Quibir (1578) e do seu tio D. Henrique (1580), chegava ao fim a dinastia de Avis, quase 200 anos depois de Aljubarrota. Felipe II de Espanha tornava-se Filipe I de Portugal, mantendo-se assim no plano formal a separação dos reinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 de Dezembro de 1640 - Após 60 anos em que a verdadeira independência e os interesses dos portugueses foram sendo cada vez mais postos em causa, levantou-se um movimento de conjurados (desde 1638-39) com vista à deposição do poder filipino e coroação de um novo Rei de Portugal. D. João, Duque de Bragança, afigurava-se como o mais provável e legítimo candidato, pelo que os conjurados cedo tentaram conseguir que assim se assumisse e desse o seu apoio a uma revolta. O Duque de Bragança, porém, sujeito a um rigoroso controlo por parte da coroa espanhola, hesitava num mar de dúvidas no seu Paço de Vila Viçosa. Ainda assim desobedeceu e furtou-se hábil e discretamente a várias ordens do Governo de Madrid que procuravam afastá-lo de Portugal, sendo mais significativa a sua recusa em reunir tropas para ajudar a pôr fim à revolta da Catalunha. Perante tais condicionantes, não desamimaram nem desarmaram os conjurados, que prosseguiram os seus intentos sempre dando conta dos mesmos ao Duque, sempre que possível. Após algumas reuniões em Outubro nas quais se preparava já a revolta, foi finalmente durante o dia 30 de Novembro e madrugada fora do dia 1 de Dezembro de 1640 que os conspiradores, oriundos de várias classes e possuidores de variados estatutos, se reuniram no Palácio dos Condes de Almada (ao Rossio) para dar início ao plano. Na manhã desse Sábado (dia 1) dirigiram-se ao Paço da Ribeira (Terreiro do Paço), dissimulados e em número aproximado de 40 elementos (!). Dividindo-se em grupos venceram pela surpresa as guarnições ali existentes. Um dos grupos encontrou finalmente Miguel de Vasconcellos, o odiado Secretário de Estado que governava efectivamente o país à vontade e submissão da coroa espanhola, que desde então e para sempre teve o seu nome eleito como símbolo de traição ao país. Foi morto e defenestrado, para contentamento não só dos conjurados mas ao que parece da própria Vice-Rainha, Margarida de Sabóia (Duquesa de Mântua), que apesar do seu estatuto pouco ou nada governava (em detrimento de Miguel de Vasconcellos). Porém e para concluir com sucesso a revolta foi também presa a Duquesa bem como a quase totalidade da fidalguia espanhola instalada em Lisboa, que por sorte estava presente no Paço (facilitando assim a tarefa dos conspiradores). Restavam as guarnições do Castelo de São Jorge e das fortificações da barra do Tejo, enquanto o povo, jubilante, aderia plenamente à revolta e se encarregava do resto, tomando o Senado de Lisboa e para si a bandeira da cidade. Não resistiram muito as ditas guarnições, sendo todas as fortificações tomadas pelos conspiradores e pelo povo sem grandes dificuldades.&lt;br /&gt;Com 40 homens e, ao que se sabe, apenas 3 mortes (do lado pró-espanhol), se libertou assim o país do jugo da poderosa Espanha.&lt;br /&gt;As notícias depressa chegaram a Vila Viçosa, onde se encontrava o Rei aclamado, bem como ao resto do país, onde foram recebidas com tal júbilo e apoio que mais parecia que o domínio filipino havia durado um só dia. Reconquistou-se Portugal, estava reconquistada a independência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 de Dezembro de 1640 - O novo rei D. João IV entrou finalmente em Lisboa, em perfeita apoteose. Daí em diante tratou de recuperar o Império até então gravemente em desleixo. As possessões na Ásia, salvo raras excepções, já haviam sido irremediavelmente perdidas em massa para ingleses, franceses e holandeses (todos inimigos dos espanhóis). Em África idem, embora o caso mais grave fosse a perda de Ceuta, arduamente conquistada 225 anos antes sob as ordens de D. João I, Mestre de Avis vitorioso de Aljubarrota. Já plenamente controlada e dominada pelos espanhóis, a cidade optou pela fidelidade ao país vizinho, embora mantendo no seu escudo e até hoje as armas de Portugal. En contrapartida, o fiel Brasil, cada vez mais "jóia da coroa", assim se manteve, mas como jóia da coroa portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;24 de Maio de 1861 - Foi fundada a Comissão Central do 1º de Dezembro de 1640, que mais tarde viria a dar origem à Sociedade Histórica da Independência de Portugal. Desde a Restauração de 1640 tinham-se sucedido outros episódios que haviam feito perigar a independência do país.&lt;br /&gt;Logo nas três décadas seguintes a Espanha, inconformada, prosseguiu uma guerra contra a coroa portuguesa, só se dando por vencida 28 anos depois de 1640.&lt;br /&gt;Mais tarde, em 1807, dão-se as invasões francesas. Deposta a monarquia espanhola em favor de Napoleão, França e Espanha planeiam a captura e derrota de Portugal e a subsequente partilha do território português e suas colónias. D. João VI, Rei de Portugal, opta por embarcar rumo ao Brasil, procurando assim salvaguardar, para além da sua vida e a dinastia, a maior colónia do Império. Em 1814, derrotada a França, Portugal poderia receber de novo o seu rei. Este, no entanto, demora ainda, enquanto no Brasil o movimento para a respectiva independência ganha cada vez mais força.&lt;br /&gt;Sucedem-se a independência efectiva do Brasil e a cruenta Guerra Civil em Portugal, opondo liberais e absolutistas.&lt;br /&gt;Em 1861 vive-se a paz, mas o que resta do país e do seu império já nada tem a ver com as glórias passadas. São tempos conturbados e de agitação latente. No meio da proliferação de idéias e movimentos "político-intelectuais", surge uma corrente chamada "iberista", que evoca com saudade a época filipina e advoga uma nova união das coroas como melhor caminho para Portugal. É então que se juntam de novo pessoas de diferentes condições (e até convicções políticas), que unidos sob um fervor patriótico e nacionalista resolvem fundar a Comissão Central do 1º de Dezembro de 1640. De novo Lisboa é o palco, sendo a sede o mesmo Palácio dos Condes de Almada, futuro Palácio da Independência (até hoje). Os comissários de então apelam ao povo para que demonstrasse o seu patriotismo e repúdio pelo "iberismo", ali mesmo, junto ao Palácio onde tudo havia começado 221 anos antes. É posteriormente elaborado um manifesto para ser distribuido pelo país inteiro, visando grandiosa e adequada celebração da Restauração. Na redacção desse manifesto tomaram parte "o historiador Alexandre Herculano, o orador José Estevão Coelho de Magalhães, e os escritores Dr. Gomes de Abreu, lente da Universidade de Coimbra, e António da Silva Túlio" (site da SHIP). Aqui reproduzimos aquela fervorosa e admirável exortação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"A commissão eleita pelos cidadãos lisbonenses que se reuniram no histórico palacio dos Condes de Almada, para prescrever o modo por que na capital se há de dar maior solemnidade ao anniversário da revolução de 1640, que restituiu a Portugal os fóros de nação independente, de que fôra esbulhada por Filippe II de Castella em 1580, julgou conveniente, antes de tomar qualquer arbítrio, expor aos seus eleitores e a todo o reino a interpretação que dá mandato com que foi honrada derivando essa interpretação não só dos termos em que elle é concebido, mas também do pensamento que attribue ao povo portuguez, na commemoração solemne que, tanto em Lisboa como n’outras terras do reino, deliberou fazer no dia 1.º de Dezembro próximo.&lt;br /&gt;O povo portuguez, seguro da sua existencia nacional, e conscio dos imprescríptiveis direitos em que ella assenta, sem ter esquecido as heroicas acções com que seus antepassados conquistaram e mantiveram a independência da patria, havia quasi apagado, pelo, pelo seu caracter humano e pacifico, a recordação publica de cruentas pelejas, que foram mais um desengano, entre tantos que a historia accumula, de que a força e a ambição, por si sós, não lograram no mundo triumphos duradouros.&lt;br /&gt;Depois que a Hespanha perdeu Portugal, por essa lei immutavel que em differentes periodos, mas com o mesmo rigor, tem posto por terra todos os senhorios creados sómente pela violencia, os dois povos da peninsula, constituidos em nacionalidades separadas, tem corrido a mesma sorte, tanto nas contendas internas como na grande lucta européa, em que batalharam pelo mesmo principio, alcançando dos seus triumphos, não a sujeição de um ao outro, mas a independencia de ambos.&lt;br /&gt;A França, com inteira abnegação, depoz no archivo das suas glorias militares o mappa das conquistas que fizera; e, convencida de que a sorte das armas fôra a sentença da rasão e da justiça, nem hoje, que tão crescida está em poder e tão voltada às suas recordações guerreiras, se julga com direito aos dominios que perdeu, nem tão pouco se mostra propensa a empregar os seus exercitos para os reconquistar á face da Europa.&lt;br /&gt;A Hespanha, seguindo este exemplo, não se humilha; antes fôra mais para lhe estranhar a ella o intento de avassallar Portugal, do que á França o designio de retomar os estados que out'ora formaram o seu ephemero e revolto imperio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dominação estrangeira gera sempre rancores que se transmittem de geração a geração, e que só o decurso do tempo póde apagar; sobretudo quando esse dominio pesou duramente sobre uma nação altiva e generosa.&lt;br /&gt;Ha quasi tres seculos que nossos avós caíram na servidão estranha. A Providencia punia talvez com esse castigo uma epocha de lastimosa decadencia moral. Sessenta annos de oppressão reanimaram pela dôr de crueis padecimentos, as virtudes publicas esmorecidas, e os brios heroicos de um povo de soldados. A gente portugueza quebrou então o jugo, e combateu. Deus abençoou os seus esforços. Suppunham que Portugal se ia dissolvendo no tumulo; e elle, como Lazaro, ergueu-se á voz do Senhor!&lt;br /&gt;A lucta foi longa, e ainda hoje. n'esta terra da pátria, que é santa para nós, como esperamos que a seja para nossos netos, ha vestigios do que nos custou a independencia e a liberdade.&lt;br /&gt;A geração que combateu, a geração que lavou com sangue o seu testamento politico nos campos de batalha ou nos muros rotos das povoações incendiadas, legou aos filhos uma herança de odio vingativo. Aquelles tempos não eram como estes nossos: e que o fossem se essa ruim paixão póde ter desculpa, é quando se enraiza no coração do que é ou do que foi servo contra os seus oppressores.&lt;br /&gt;Os annos volveram, a civilisação caminhou; a razão publica esc1areceu-se: e d'esses rancores antigos não restava, entre o nosso povo, senão uma desconfiança que tinha a sua plena jnstificação na historia. 0 que fôra odio implacavel, e depois repugnancia tenaz, começou a converter-se, entre as classes mais cultas, n'uma sympathia propria de bons visinhos, e digna de povos civilisados e christãos.&lt;br /&gt;Infelizmente houve quem tomasse esta transformação, que não é mais que indicio de progresso e de brandura nos costumes, como symptoma de indifferença pela propria nacionalidade. Houve quem pensasse, que seguindo o exemplo do nosso velho alliado dos tempos heroicos, o guerreiro Aragão, cujo elmo de bronze, dourado pelo sol de cem batalhas, jaz caido ao lado do leão de Castella, não nos repugnaria ver enxerir as quinas a um canto do escudo hespanhol! Era um d'aquelles equivocos que fazem sorrir mudamente; mas n'este caso, a mudez interpretou-se como indifferença, talvez como approvação.&lt;br /&gt;Parte da imprensa periodica de Madrid suppoz que havia em Portugal quem estivesse enfadado de ser portuguez, e insinuou que, se nos unissemos á Hespanha, podiamos realisar altas phantasias de poder e engrandecimento, de que uma nação não precisa para ser feliz, nem aproveitar mais à civilisação commum para a qual todos os estados, pequenos e grandes, podem concorrer.&lt;br /&gt;Porque deixámos passar sem constestação esses devaneios, pouco faltou para que tudo quanto constitue o nervo de uma nação, que os representantes de todas as actividades d'esta terra, os representantes da imprensa, da tribuna, da propriedade, do capital, do commercio, da milicia, do sacerdocio e da magistratura, fossem declarados ibericos! Pintavam um verdadeiro 1580.&lt;br /&gt;Estas dissertações da imprensa interessada, e por isso incompetente, passaram as raias da peninsula, e acharam echo n'outra imprensa alem dos Pyrenéos, que tem a seu favor a presumpção de imparcialidade. Não affirmamos que o facto fosse fortuito e gratuito; o que sabemos só é que a poesia tornou-se doutrina, a utopia systema, e que depois d'isto não é permitido silencio.&lt;br /&gt;Precisavamos, portanto, expor claramente a opinião unanime do povo portuguez, e assegurar aos homens e aos governos que se interessam no melhor regimento da familia européa, que é animo e deliberação nossa defender a integridade do territorio que possuimos, não acceitando aggregações incongruentes com o caracter e tradições nacionais, e que nos empenhamos, quanto cabe em nossas faculdades e no-lo permittem os obstaculos da governação que todos os povos tem encontrado nos aperfeiçoamentos sociaes, por sermos dignos de fazer parceria com as nações civilisadas, tanto pelos nossos feitos passados como pela nossa vida contemporanea.&lt;br /&gt;Nenhuma rasão politica, moral ou economica, em beneficio commum da Europa, exige que Hespanha e Portugal formem um só estado; e o direito publico europeu, reconhecendo n'estes ultimos tempos, para todas as annexações e transacções politicas, como condição indispensavel, a vontade manifesta dos povos, não permitte que se constranja uma nação, por mais pequena que seja, a abdicar o seu nome, o seu passado, a sua autonomia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal, avivando e celebrando com mais solemnidade o anniversario da reconquista da sua Independencia em 1640, nem pretende ferir o pundonor da briosa nação hespanhola, nossa amiga e alliada, nem resuscitar os odios que outr'ora inimisaram os dois povos convisinhos.&lt;br /&gt;Não quer repta-la. Não leva a mão á espada. Unicamente aponta para o seu direito, e diz á Europa que está decidido a defendel-o.&lt;br /&gt;Nenhum outro motivo inspirou aos portuguezes a idéa de manifestar o seu patriotismo, determinando sem insinuação nem concerto prévio, na capital, nas provincias, em cidades e aldeias, repor na memoria nacional, com a devida solemnidade, o anniversario da Restauração da nossa Independencia em 1640.&lt;br /&gt;O modo mais adequado de celebrar este anniversario, pareceu-nos ser aquelle mesmo que estabeleceram os nossos libertadores, com o addicionamento que a nossa gratidão lhes deve.&lt;br /&gt;Na circular que junta com este manifesto, dirigimos ás commissões já instituidas, e ás que se houverem de crear, vão indicados os alvitres que adoptamos.&lt;br /&gt;O sentimento publico, assim como se moveu, de por si, a esta manifestação, ha de realisa-la com sisudeza, sem ostentações vãs, e com a circumspecção que demanda tal solemnidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisboa, 25 de Agosto de 1861."&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Brilhante texto, de uma actualidade impressionante!&lt;br /&gt;Na sequência deste e de outros apelos daquela que se viria a tornar na Sociedade Histórica da Independência de Portugal, consagrou-se então a celebração do 1º de Dezembro, feriado nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;28 de Abril de 1886 - Foram inaugurados em Lisboa (Av. da Liberdade) o monumento e praça dos Restauradores. O monumento, cujo primeira pedra havia sido lançada em 1875.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Celebre-se então a nossa independência! Aqui fica a ligação para a &lt;a href="http://www.ship.pt/" target="new"&gt;Sociedade Histórica da Independência de Portugal&lt;/a&gt;, onde poderão ser consultadas as iniciativas e os festejos previstos para a nossa cidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-113336087381204349?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/113336087381204349/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=113336087381204349&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/113336087381204349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/113336087381204349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2005/11/restaurao-da-independncia.html' title='Restauração da Independência'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-113258740847773251</id><published>2005-11-21T15:36:00.000Z</published><updated>2006-11-15T11:43:09.765Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidades'/><title type='text'>Vox Populi</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Rossio e Terreiro do Paço, obstinada e comodamente lhes chamam o povo de Lisboa. O primeiro é nome seguramente mais antigo enquanto a sua designação "oficial" (Praça D. Pedro IV) é relativamente mais recente (a partir de 1836). Quanto ao Terreiro do Paço, assim ficou a ser conhecido pela importância do Palácio Real (Paço) que D. Manuel ali decidiu instalar em 1511. Com o terramoto de 1755 e a reconstrução pombalina mudou-se o Paço para outras paragens (Ajuda) e surgiu a Praça do Comércio... mas não desapareceu da voz do povo a denominação antiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por curiosidade, não se pense então que Lisboa afinal não tem um Rossio. Tem (mais) três! A saber: o Rossio de Palma (ali para os lados da Palma de Baixo) e os novíssimos Rossio dos Olivais (em pleno Parque das Nações, junto ao Pavilhão Atlântico) e Rossio do Levante (também na "nova" zona oriental - Moscavide).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se a voz do povo é teimosa, outros casos existem em que terão vingado os novos baptismos. Trago-vos um exemplo relativamente recente e abrangente: a Palhavã. A maior parte de nós ainda saberá perfeitamente onde fica a zona da Palhavã, mas quando alguém nos pergunta... é Praça de Espanha. Ironicamente este nome deve-se à presença da Embaixada de Espanha... instalada no antigo Palácio da Palhavã (e em bom rigor este ainda se deveria chamar assim). Contudo o golpe final deverá ter sido desferido pelo Metropolitano de Lisboa, que só muito recentemente rebaptizou a respectiva estação, de Palhavã para Praça de Espanha. Não deixou de ser a voz do povo, é certo... mas o povo mudou de idéias. Onde pára a Palhavã (e a antiga estrada da Palhavã)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais recente ainda - e para finalizar, outro caso de "resistência". Se calhar todos sabem onde é a Praça do Aeroporto, mas para mim continuará a ser a Rotunda do Relógio, mesmo que o dito relógio de ponteiros tenha entretanto desaparecido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terreiro do Paço sem terreiro e sem paço, Palhavã sem palha, Rotunda do Relógio sem o velho relógio... e esta, hein? É a voz dos tempos!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-113258740847773251?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/113258740847773251/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=113258740847773251&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/113258740847773251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/113258740847773251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2005/11/vox-populi.html' title='Vox Populi'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-113199544234831522</id><published>2005-11-14T19:07:00.000Z</published><updated>2006-11-15T11:42:50.248Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidades'/><title type='text'>Borratém... e a figueira</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Depois do "post" sobre Maximiliano no Rossio e do subsequente "desafio" de Paulo Ferrero (do recomendadíssimo &lt;a href="http://cidadanialx.tripod.com/" target="_new"&gt;Cidadania Lx&lt;/a&gt;) passei à Rua da Betesga (ver abaixo).&lt;br /&gt;Hoje e para não ir muito mais longe detenho-me na vizinha Rua do Poço do Borratém, que da Praça da Figueira e bordejando a encosta parte em busca do actual Martim Moniz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A actual Rua do Poço do Borratém, ao que consegui apurar e um pouco em contrário do resto da Baixa, não difere muito em percurso (talvez mesmo nada) da rua ali existente antes do Terramoto de 1755. Aliás olhando para o mapa da zona parece que esta e a Rua da Madalena fazem de fronteira entre a baixa de "régua e esquadro" (a pombalina, a ocidente) e a encosta de ruas sinuosas e casario diverso.&lt;br /&gt;Se é arriscado para mim avançar com a época exacta em que se fez a rua (fora da "cerca moura", salvo erro), parece-me mais seguro, depois de alguma investigação (embora algo superficial), avançar sobre qual a origem do seu nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao poço, claro, não haverá que dar mais voltas. Existiu e, ao que sei, existe ainda o Poço do Borratém, embora hoje "escondido" dentro de um edíficio de origem "pombalina" (onde hoje é um hotel, no nº4). Uma das mais conhecidas referências ao poço (e das mais antigas, penso) encontra-se no Pranto de Maria Parda, de Gil Vicente. Ali a pobre Maria lamenta-se da escassez de vinho na cidade (que efectivamente terá ocorrido em ano vinícola bastante mau - 1522), andando a pedinchar, pranteando, por uma taça do dito. E numa das tentativas recebe a resposta "Muyta agoa há em Boratém", lembrando que a água lhe mataria bem a viciada sede. Ficando assim a saber que já em 1522 era afamado o poço, sigo agora com algumas pistas sobre a origem do termo "Borratém".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem grande surpresa (até pela sua fonética) encontrei elementos que apontam para a sua origem árabe... ou hebraica. Parece-me de esquecer alguma outra ingénua e fácil tentação, como tantas que há por aí, de fazer associar a palavra a "borra-tem".&lt;br /&gt;"Bir" significa poço em árabe, enquanto em hebraico se diz "bor" (mesmo em árabe a pronúncia assemelha-se a esta). Quanto ao resto... "at-tin" significa figueira em árabe. Pelo que "bir-at-tin" significa "poço da figueira". Por sua vez em hebraico (e em virtude da origem comum), poderíamos ter "bor-a-te'enah" ("poço da figueira") ou até mesmo "bor-a-te'enim" ("poço das figueiras").&lt;br /&gt;E aqui, inesperadamente para mim, passo a envolver a história outro local emblemático, a Praça da Figueira. Nas explicações que conheço para justificar o nome da praça é referida, obviamente, uma figueira. Com todos estes elementos é difícil duvidar que na zona existiria pelo menos uma! No entanto refere-se com frequência que a árvore não estaria bem ali mas sim perto do antigo Paço dos Estaus (lado norte do Rossio), onde supostamente seria a última visão para os condenados da Inquisição que pouco depois conheciam o seu destino fatal. Teria vindo daí o nome da praça, contruída depois de 1755. A hipótese que emerge, quanto a mim, é a de que ainda antes dessa época e - sobretudo - antes da construção do Hospital Real de Todos os Santos (1501) poderá já ter existido uma praça da figueira... junto ao "poço da figueira". Em comum, a figueira, embora o nome do poço se quedasse com a versão árabe ou judaica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderá então ter surgido uma praça e o poço da figueira ainda aquando da ocupação árabe? Ali, no meio do casario que se já aninhava contra o exterior das muralhas, não muito longe da Porta da Alfofa? Salvo melhor opinião (e é uma opinião, note-se), creio que não. Até à reconquista cristã corria ainda a céu aberto a ribeira, pelo que não vejo muito sentido nisso. Pelo contrário, creio que tal deverá ter sido após o subsequente estabelecimento da Mouraria (e de uma judiaria também, ao que parece).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, ali havia uma figueira (uma, pelo menos!)...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-113199544234831522?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/113199544234831522/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=113199544234831522&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/113199544234831522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/113199544234831522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2005/11/borratm-e-figueira.html' title='Borratém... e a figueira'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-113166153471708755</id><published>2005-11-11T11:52:00.001Z</published><updated>2009-03-03T21:58:10.140Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rossio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Toponímia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ditados'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Betesga'/><title type='text'>Meter o Rossio na Betesga</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Recebi o prazenteiro desafio de aqui trazer a célebre expressão "meter o Rossio na Betesga". À partida não tenho qualquer conhecimento privilegiado senão o da utilização corrente - embora cada vez menos - da própria expressão (por vezes hoje utilizada numa forma que creio já ser adaptada: "meter o Rossio na Rua da Betesga"), o saber onde ficam o Rossio e a Rua da Betesga e qual o seu significado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independentemente da origem precisa e correcta, o significado da expressão ainda hoje se pode comprovar &lt;em&gt;in loco&lt;/em&gt;, com maior ou menor evidência do que em tempos idos. Querer meter o Rossio, grande praça lisboeta (durante muito tempo a maior da cidade), na rua que hoje liga esta mesma praça à Praça da Figueira, é algo difícil ou impossível (e/ou desproporcionado). É como querer passar um camelo pelo buraco de uma agulha, para citar a Bíblia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão seguinte é: porquê a Rua da Betesga? Não sei ao certo porquê, como tal toda a ajuda dos leitores será bem-vinda. No entanto posso adiantar algumas hipóteses, sendo que uma delas, salvo melhor opinião, parece-me a mais plausível.&lt;br /&gt;Antes de enunciar cada uma convém esclarecer qual é o significado de "betesga". Consultando um dicionário ficamos a saber que é sinónimo de "rua estreita", "beco sem saída" ou "viela". Desde logo salta à vista o facto de a "Rua da Betesga" poder ser uma redundância (como "Rua da rua estreita") ou então fazer referência a uma outra rua. Como veremos, esta última possibilidade é a que me parece mais apropriada, até porque por esse país fora (e também no Brasil) existem muitas "betesgas" e, ao que saiba, mais nenhuma "Rua da Betesga".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira hipótese, a mais óbvia e simples, associaria o ditado à actual Rua da Betesga. Para assim ser, "Rua da Betesga" seria uma designação redundante e a dita rua teria de ser efectivamente considerada como estreita ou sem saída. Ora, desde que foi aberta, na sequência do terramoto de 1755, a rua em causa nunca foi especialmente estreita e muito menos sem saída. É certo que sofreu alguns alargamentos e que após a demolição do Mercado da Praça da Figueira (ou a praça propriamente dita, em 1949) se reabriu a desafogada praça actual. Mas sinceramente, creio que não basta. Quando muito admitiria a possibilidade de se referir à Rua da Betesga porque a mesma faz a comunicação entre o Rossio e a Praça da Figueira e a passagem de um lado para outro, em dias de multidão, ser facilmente congestionável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda hipótese, sequência natural da primeira, faria assentar a razão do ditado naquela que foi a rua antecessora da Rua da Betesga. Como esta, partia do Rossio, mas ladeava o Hospital Real de Todos os Santos, que já não existe (foi destruído pelo terramoto de 1755 e sobre parte das suas ruínas se abriu a Praça da Figueira). É possível verificar qual o traçado dessa antiga rua recorrendo a alguns mapas antigos e até mesmo a mapas actuais que nos mostram a sobreposição dos arruamentos, antes e depois do terramoto. É o caso da figura que apresento em seguida, abusivamente retirada do &lt;a href="http://ruitavares.weblog.com.pt/" target="_new"&gt;Pequeno blogue do Grande Terramoto&lt;/a&gt;, cuja visita recomendo vivamente.&lt;br /&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1449/1820/400/betesga.jpg" border="0" /&gt;Como se pode ver, a actual Rua da Betesga não coincide exactamente com a rua anterior e esta não se chamava formalmente “Rua da Betesga” (não vos consigo apontar qual era o seu nome exacto pois está pouco legível num dos mapas que consultei – mas não era esse). No entanto e compreensivelmente uma ficou herdeira da outra. Seria então aquela a rua demasiado estreita para lá querer meter o Rossio? Pelos mapas que consultei a rua era muito provavelmente mais estreita que a actual, no entanto não me parece que fosse especialmente estreita, sobretudo tendo em conta os padrões da época (e já desde o tempo da ocupação árabe). Porém encontramos um pouco mais de lógica para a designação “Rua da Betesga”, se considerarmos que betesga era a antiga rua e que a actual a lhe faz referência. Não fosse existir mais um dado importante, esta hipótese teria o meu “voto”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos então à terceira hipótese, para cuja sustentação vale a pena observar de novo a figura com as antigas ruas. Se repararem, no meio da antiga rua havia de facto uma ruela sem saída. Uma betesga, pois. Estou assim em crer que foi o povo de Lisboa que terá baptizado informalmente a antiga rua como “rua da bestega” devido à já identificada betesga que ficava no meio da dita. A nova rua, pós-1755, terá então recebido a designação da antiga que entretanto já era comum. Quanto à expressão, poderá ter surgido assim já antes de 1755 (quiçá até por volta de 1500, quando se acabava a contrução do Hospital Real, ou até antes?), quando a betesga lá estava e de tal forma era evidente o disparate de lá querer meter o Rossio.&lt;br /&gt;Entretanto a betesga desapareceu, surgiu uma Rua da Betesga sem betesga, mas a memória do povo encarregou-se de manter a associação. Ainda que anos depois gerações “orfãs” da betesga tenham por vezes adaptado a expressão para “o Rossio na Rua da Betesga”, menos correcta e fiel ao original, mas que na prática… vai dar ao mesmo. Não tentem meter o Rossio na actual Rua da Betesga!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-113166153471708755?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/113166153471708755/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=113166153471708755&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/113166153471708755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/113166153471708755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2005/11/meter-o-rossio-na-betesga.html' title='Meter o Rossio na Betesga'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-113103511974243340</id><published>2005-11-08T14:48:00.001Z</published><updated>2009-03-03T21:57:20.197Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estatuária'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rossio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='D. Pedro IV'/><title type='text'>D. Pedro IV ou Maximiliano do México?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="Maximiliano" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1449/1820/320/maximiliano.0.jpg" border="0" /&gt;É uma das pequenas mas famosas historietas do anedotário lisboeta, a de que a estátua de D. Pedro IV de Portugal existente na praça do Rossio não será a do rei português mas sim de Maximiliano, Imperador do México. Como alguns outros contos de duvidosa e não comprovada veracidade, esta lenda sobreviveu, difundiu-se e instalou-se mesmo no ideário alfacinha, a que não escaparam sequer as letras (exemplo de José Cardoso Pires). Terá sido por maldade politiqueira ou simplesmente fruto do fácil - estranhamente entranhado e até acarinhado - sentido de auto-ridicularização dos portugueses? À falta de algo mais para rir, talvez...&lt;br /&gt;A lenda vive desde o dia em que a estátua ocupou o seu lugar no pedestal (lá no alto inacessível aos comuns transeuntes, note-se).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não alheio a essa paródia não se pode ignorar um precedente também caricato, mas este sim verídico: inicialmente foi erguido apenas um pedestal e aí se manteve por muito tempo sem que lá fosse colocada qualquer estátua. Os lisboetas, achando graça, baptizaram a aberração como o "galheteiro". Daí que, quando o bom D. Pedro IV finalmente subiu às alturas do Rossio, qualquer solenidade se desse por perdida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para cúmulo, existe mais que uma versão a defender (ou pelo menos perpetuar) que o desgraçado Maximiliano, depois de fuzilado no México, ficou com vista eterna sobre a Baixa. &lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="D. Pedro" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1449/1820/320/portugal-pedro4.0.jpg" border="0" /&gt;Uma delas conta que teria havido confusão de encomendas, tendo sido trocadas as estátuas (sendo assim que a de D. Pedro teria seguido caminho para o México). Imaginativa mas desprovida de qualquer sentido, até porque qualquer estátua que houvesse de Maximiliano (ou de D. Pedro em vez dele) seguramente já não seria aceite no México. Outra versão, mais elaborada e irónica quanto ao proverbial e tosco "desenrascanço" nacional, conta que estaria em trânsito no porto de Lisboa uma estátua de Maximiliano, que entretanto morrera. Ficando assim sem destino, teria então sido aproveitada como solução barata e imediata para a falta da estátua de D. Pedro no Rossio. O povo, esse, não daria conta, até porque os Imperadores eram algo parecidos de rosto e na habitual fardamenta - o que até era em parte verdade, decorrente das "modas" régias europeias de então. No entanto, nunca nada nisto se provou senão como boato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provada sim está a planificação e execução da figura de D. Pedro IV, reforçada por constatações mais recentes de que as insígnias na estátua são de facto de Portugal e não do México ou dos Habsburgos. No dia em que se chegou lá ao alto com maior facilidade, morreu a lenda. Perdeu-se a caricatura e a controvérsia de um estranho inquilino do Rossio, mas D. Pedro IV lá recuperou alguma da solenidade que o monumento deveria inspirar. É "só" um nosso soberano (e o primeiro do Brasil) e não o infeliz Maximiliano, a que nenhum outro nobre gabaria a bizarra sorte (quanto mais ser parte de uma sórdida galhofa alfacinha).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-113103511974243340?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/113103511974243340/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=113103511974243340&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/113103511974243340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/113103511974243340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2005/11/d-pedro-iv-ou-maximiliano-do-mxico.html' title='D. Pedro IV ou Maximiliano do México?'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-113095783498384387</id><published>2005-11-02T18:57:00.003Z</published><updated>2009-03-12T11:09:53.224Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História de Lisboa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terramoto de 1755'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relatos Históricos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terramotos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lisboa vista pelos outros'/><title type='text'>Lisboa arrasada: foi há 250 anos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Recordo o 250º aniversário do terrível terramoto de 1755, que destruíu Lisboa e chocou o Mundo. É quase impossível imaginar e visualizar aquele cenário de destruição. Lisboa foi fustigada por três abalos de grande intensidade, várias vagas do subsequente maremoto e um incêncio descomunal que lavrou por vários dias. Milhares de mortos, ruína e desolação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aqui fica um dos relatos, atribuído ao reverendo Charles Davy, inglês que residia em Lisboa (na língua original, ainda que com algumas adaptações ao inglês moderno):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;There never was a finer morning seen than the 1st of November; the sun shone out in its full luster; the whole face of the sky was perfectly serene and clear; and not the least signal of warning of that approaching event, which has made this once flourishing, opulent, and populous city, a scene of the utmost horror and desolation, except only such as served to alarm, but scarcely left a moment's time to fly from the general destruction.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It was on the morning of this fatal day, between the hours of nine and ten, that I was set down in my apartment, just finishing a letter, when the papers and table I was writing on began to tremble with a gentle motion, which rather surprised me, as I could not perceive a breath of wind stirring. Whilst I was reflecting with myself what this could be owing to, but without having the least apprehension of the real cause, the whole house began to shake from the very foundation, which at first I imputed to the rattling of several coaches in the main street, which usually passed that way, at this time, from Belem to the palace; but on hearkening more attentively, I was soon undeceived, as I found it was owing to a strange frightful kind of noise under ground, resembling the hollow distant rumbling of thunder. All this passed in less than a minute, and I must confess I now began to be alarmed, as it naturally occurred to me that this noise might possibly be the forerunner of an earthquake, as one I remembered, which had happened about six or seven years ago, in the island of Madeira, commenced in the same manner, though it did little or no damage.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Upon this I threw down my pen---and started upon my feet, remaining a moment in suspense, whether I should stay in the apartment or run into the street, as the danger in both places seemed equal; and still flattering myself that this tremor might produce no other effects than such inconsiderable ones as had been felt at Madeira; but in a moment I was roused from my dream, being instantly stunned with a most horrid crash, as if every edifice in the city had tumbled down at once. The house I was in shook with such violence, that the upper stories immediately fell; and though my apartment (which was the first floor) did not then share the same fate, yet everything was thrown out of its place in such a manner that it was with no small difficulty I kept my feet, and expected nothing less than to be soon crushed to death, as the walls continued rocking to and fro in the frightfulest manner, opening in several places; large stones falling down on every side from the cracks, and the ends of most of the rafters starting out from the roof. To add to this terrifying scene, the sky in a moment became so gloomy that I could now distinguish no particular object; it was an Egyptian darkness indeed, such as might be felt; owing, no doubt, to the prodigious clouds of dust and lime raised from so violent a concussion, and, as some reported, to sulphureous exhalations, but this I cannot affirm; however, it is certain I found myself almost choked for near ten minutes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I hastened out of the house and through the narrow streets, where the buildings either were down or were continually falling, and climbed over the ruins of St. Paul's Church to get to the river's side, where I thought I might find safety. Here I found a prodigious concourse of people of both sexes, and of all ranks and conditions, among whom I observed some of the principal canons of the patriarchal church, in their purple robes and rochets, as these all go in the habit of bishops; several priests who had run from the altars in their sacerdotal vestments in the midst of their celebrating Mass; ladies half dressed, and some without shoes; all these, whom their mutual dangers had here assembled as to a place of safety, were on their knees at prayers, with the terrors of death in their countenances, every one striking his breast and crying out incessantly, Miserecordia meu Dios! . . . In the midst of our devotions, the second great shock came on, little less violent than the first, and completed the ruin of those buildings which had been already much shattered. The consternation now became so universal that the shrieks and cries of Miserecordia could be distinctly heard from the top of St. Catherine's Hill, at a considerable distance off, whither a vast number of people had likewise retreated; at the same time we could hear the fall of the parish church there, whereby many persons were killed on the spot, and others mortally wounded.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;You may judge of the force of this shock, when I inform you it was so violent that I could scarce keep on my knees; but it was attended with some circumstances still more dreadful than the former. On a sudden I heard a general outcry, "The sea is coming in, we shall be all lost." Upon this, turning my eyes towards the river, which in that place is nearly four miles broad, I could perceive it heaving and swelling in the most unaccountable manner, as no wind was stirring. In an instant there appeared, at some small distance, a large body of water, rising as it were like a mountain. It came on foaming and roaring, and rushed towards the shore with such impetuosity, that we all immediately ran for our lives as fast as possible; many were actually swept away, and the rest above their waist in water at a good distance from the banks. For my own part I had the narrowest escape, and should certainly have been lost, had I not grasped a large beam that lay on the ground, till the water returned to its channel, which it did almost at the same instant, with equal rapidity. As there now appeared at least as much danger from the sea as the land, and I scarce knew whither to retire for shelter, I took a sudden resolution of returning back, with my clothes all dripping, to the area of St. Paul's. Here I stood some time, and observed the ships tumbling and tossing about as in a violent storm; some had broken their cables, and were carried to the other side of the Tagus; others were whirled around with incredible swiftness; several large boats were turned keel upwards; and all this without any wind, which seemed the more astonishing. It was at the time of which I am now speaking, that the fine new quay, built entirely of rough marble, at an immense expense, was entirely swallowed up, with all the people on it, who had fled thither for safety, and had reason to think themselves out of danger in such a place: at the same time, a great number of boats and small vessels, anchored near it (all likewise full of people, who had retired thither for the same purpose), were all swallowed up, as in a whirlpool, and nevermore appeared.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;This last dreadful incident I did not see with my own eyes, as it passed three or four stones' throws from the spot where I then was; but I had the account as here given from several masters of ships, who were anchored within two or three hundred yards of the quay, and saw the whole catastrophe. One of them in particular informed me that when the second shock came on, he could perceive the whole city waving backwards and forwards, like the sea when the wind first begins to rise; that the agitation of the earth was so great even under the river, that it threw up his large anchor from the mooring, which swam, as he termed it, on the surface of the water: that immediately upon this extraordinary concussion, the river rose at once near twenty feet, and in a moment subsided; at which instant he saw the quay, with the whole concourse of people upon it, sink down, and at the same time every one of the boats and vessels that were near it was drawn into the cavity, which he supposed instantly closed upon them, inasmuch as not the least sign of a wreck was ever seen afterwards. This account you may give full credit to, for as to the loss of the vessels, it is confirmed by everybody; and with regard to the quay, I went myself a few days after to convince myself of the truth, and could not find even the ruins of a place where I had taken so many agreeable walks, as this was the common rendezvous of the factory in the cool of the evening. I found it all deep water, and in some parts scarcely to be fathomed.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;This is the only place I could learn which was swallowed up in or about Lisbon, though I saw many large cracks and fissures in different parts; and one odd phenomenon I must not omit, which was communicated to me by a friend who has a house and wine-cellars on the other side of the river, viz., that the dwelling-house being first terribly shaken, which made all the family run out, there presently fell down a vast high rock near it; that upon this the river rose and subsided in the manner already mentioned, and immediately a great number of small fissures appeared in several contiguous pieces of ground, from whence there spouted out, like a jet stream, a large quantity of fine white sand to a prodigious height. It is not to be doubted the bowels of the earth must have been excessively agitated to cause these surprising effects; but whether the shocks were owing to any sudden explosion of various minerals mixing together, or to air pent up, and struggling for vent, or to a collection of subterranean waters forcing a passage, God only knows. As to the fiery eruptions then talked of, I believe they are without foundation, though it is certain I heard several complaining of strong sulphureous smells, a dizziness in their heads, a sickness in their stomachs, and difficulty of respiration, not that I felt any such symptoms myself.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I had not been long in the area of St. Paul's when I felt the third shock, somewhat less violent than the two former, after which the sea rushed in again, and retired with the same rapidity, and I remained up to my knees in water, though I had gotten upon a small eminence at some distance from the river, with the ruins of several intervening houses to break its force. At this time I took notice the waters retired so impetuously, that some vessels were left quite dry, which rode in seven fathom water; the river thus continued alternately rushing on and retiring several times together, in such sort that it was justly dreaded Lisbon would now meet the same fate which a few years before had befallen the city of Lima; and no doubt had this place lain open to the sea, and the force of the waves not been somewhat broken by the winding of the bay, the lower parts of it at least would have been totally destroyed.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The master of a vessel which arrived here just after the 1st of November, assured me that he really concluded he had struck upon a rock, till he threw out the lead, and could find no bottom, nor could he possibly guess at the cause, till the melancholy sight of this desolate city left him no room to doubt of it. The two first shocks, in fine, were so violent that several pilots were of opinion the situation of the bar at the mouth of the Tagus was changed. Certain it is that one vessel, attempting to pass through the usual channel, foundered, and another struck on the sands, and was at first given over for lost, but at length got through. There was another great shock after this, which pretty much affected the river, but I think not so violently as the preceding; though several persons assured me that as they were riding on horseback in the great road leading to Belem, one side of which lies open to the river, the waves rushed in with so much rapidity that they were obliged to gallop as fast as possible to the upper grounds, for fear of being carried away.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I was now in such a situation that I knew not which way to turn myself: if I remained there, I was in danger from the sea; if I retired farther from the shore, the houses threatened certain destruction; and at last, I resolved to go to the Mint, which being a low and very strong building, had received no considerable damage, except in some of the apartments towards the river. The party of soldiers, which is every day set there on guard, had all deserted the place, and the only person that remained was the commanding oflicer, a nobleman's son, of about seventeen or eighteen years of age, whom I found standing at the gate. As there was still a continued tremor of the earth, and the place where we now stood (being within twenty or thirty feet of the opposite houses, which were all tottering) appeared too dangerous, the courtyard being likewise full of water, we both retired inward to a hillock of stones and rubbish: here I entered into conversation with him, and having expressed my admiration that one so young should have the courage to keep his post, when every one of his soldiers had deserted theirs, the answer he made was, though he were sure the earth would open and swallow him up, he scorned to think of flying from his post. In short, it was owing to the magnanimity of this young man that the Mint, which at this time had upwards of two millions of money in it, was not robbed; and indeed I do him no more than justice in saying that I never saw any one behave with equal serenity and composure on occasions much less dreadful than the present....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perhaps you may think the present doleful subject here concluded; but alas! the horrors of the 1st of November are sufficient to fill a volume. As soon as it grew dark, another scene presented itself little less shocking than those already described: the whole city appeared in a blaze, which was so bright that I could easily see to read by it. It may be said without exaggeration, it was on fire at least in a hundred different places at once, and thus continued burning for six days together, without intermission, or the least attempt being made to stop its progress.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It went on consuming everything the earthquake had spared, and the people were so dejected and terrified that few or none had courage enough to venture down to save any part of their substance; every one had his eyes turned towards the flames, and stood looking on with silent grief, which was only interrupted by the cries and shrieks of women and children calling on the saints and angels for succor, whenever the earth began to tremble, which was so often this night, and indeed I may say ever since, that the tremors, more or less, did not cease for a quarter of an hour together. I could never learn that this terrible fire was owing to any subterranean eruption, as some reported, but to three causes, which all concurring at the same time, will naturally account for the prodigious havoc it made. The 1st of November being All Saints' Day, a high festival among the Portuguese, every altar in every church and chapel (some of which have more than twenty) was illuminated with a number of wax tapers and lamps as customary; these setting fire to the curtains and timber-work that fell with the shock, the conflagration soon spread to the neighboring houses, and being there joined with the fires in the kitchen chimneys, increased to such a degree that it might easily have destroyed the whole city though no other cause had concurred, especially as it met with no interruption.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;But what would appear incredible to you, were the fact less public and notorious, is that a gang of hardened villains, who had been confined and got out of prison when the wall fell, at the first shock, were busily employed in setting fire to those buildings which stood some chance of escaping the general destruction. I cannot conceive what could have induced them to this hellish work, except to add to the horror and confusion that they might, by this means, have the better opportunity of plundering with security. But there was no necessity for taking this trouble, as they might certainly have done their business without it, since the whole city was so deserted before night that I believe not a soul remained in it except those execrable villains and others of the same stamp. It is possible some among them might have had other motives besides robbing, as one in particular being apprehended (they say he was a Moor, condemned to the galleys), confessed at the gallows, that he had set fire to the king's palace with his own hand; at the same time glorying in the action, and declaring with his last breath that he hoped to have burnt all the royal family. It is likewise generally believed that Mr. Bristow's house, which was an exceedingly strong edifice, built on vast stone arches, and had stood the shocks without any great damage further than what I have mentioned, was consumed in the same manner. The fire, in short, by some means or other, may be said to have destroyed the whole city, at least everything that was grand or valuable in it.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;With regard to the buildings, it was observed that the solidest in general fell the first. Every parish church, convent, nunnery, palace, and public edifice, with an infinite number of private houses, were either thrown down or so miserably shattered that it was rendered dangerous to pass by them.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The whole number of persons that perished, including those who were burnt or afterwards crushed to death whilst digging in the ruins, is supposed, on the lowest calculation, to amount to more than sixty thousand; and though the damage in other respects cannot be computed, yet you may form some idea of it when I assure you that this extensive and opulent city is now nothing but a vast heap of ruins; that the rich and the poor are at present upon a level; some thousands of families which but the day before had been easy in their circumstances, being now scattered about in the fields, wanting every conveniency of life, and finding none able to relieve them.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-113095783498384387?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/113095783498384387/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=113095783498384387&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/113095783498384387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/113095783498384387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2005/11/lisboa-arrasada-foi-h-250-anos.html' title='Lisboa arrasada: foi há 250 anos'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18565330.post-113095351537227956</id><published>2005-11-02T17:45:00.001Z</published><updated>2009-03-12T11:07:42.143Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blogue'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Introdução'/><title type='text'>De Lisboa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eis aqui um pequeno blogue pessoal - mais um? - sobre Lisboa. E porquê? Essencialmente porque sou de Lisboa, vivo Lisboa (embora não rigorosamente na cidade) e... amo Lisboa? Mas afinal... o que é Lisboa?&lt;br /&gt;Não é deusa, não é nação, não é capital mundial de nada (ou não lhe importa ser)... Nem tão pouco se pode resumir Lisboa ao fado, aos monumentos, aos eléctricos e elevadores, às praças e aos pombos, aos páteos, marchas, varinas e sardinhas... ou até a um clube de futebol!&lt;br /&gt;Não sei se Lisboa é mais ou menos que tudo isso. Para uns Lisboa não é senão uma grande aldeia portuguesa (a maior), com brancura de luz e telhados de barro, mais os campanários, os bairros das vizinhas, um fado da Amália e o Tejo, que corre sereno e azul. Para outros o que mais fascina é a noite, as sombras, o Tejo reflectindo as luzes, os candeeiros, um cacilheiro a altas horas, gaivotas sonâmbulas, fados vadios e à desgarrada, bebedeiras, canalhice e o corropio de uma multidão anónima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, ainda que com as suas &lt;i&gt;nuances&lt;/i&gt;, Lisboa não seja nem mais nem menos fascinante do que qualquer outra grande cidade ou capital europeia. Talvez, mas não importa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurarei trazer para aqui pedacinhos da grande história, as pequenas estórias, as lendas, as imagens e os cheiros. Sem esquecer a necessidade de preservar. De preservar as memórias vivas e as de pedra. De preservar todo o património, todos os patrimónios de que tipo sejam. De lutar para que esta cidade não seja mais um euro-aglomerado de betão, alcatrão e centros comerciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o blogue de Lisboa se sente à beira-Tejo, começemos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18565330-113095351537227956?l=delisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delisboa.blogspot.com/feeds/113095351537227956/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18565330&amp;postID=113095351537227956&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/113095351537227956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18565330/posts/default/113095351537227956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delisboa.blogspot.com/2005/11/de-lisboa.html' title='De Lisboa'/><author><name>Alfacinha73</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16498765336949751055</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
